Caiu Patriota. E as patriotadas ?

Dilma Rousseff degolou o ministro Antônio Patriota. A demissão aconteceu no arrasto da operação que trouxe ao Brasil o senador boliviano Roger Pinto Molina depois de 455 dias de segregação na representação do Brasil em La Paz. Patriota sempre foi um ministro inexpressivo. Sob seu comando, o Itamaraty não conseguiu sequer esboçar um gesto de contrariedade no episódio da prisão desumana dos torcedores corintianos em Oruro.

Patriota pode ser enquadrado muito bem em uma categoria que nada tem a ver com a tradição  secular de respeito e admiração da nossa diplomacia. Tradição  inaugurada pelo Barão do Rio Branco no começo do século passado e reafirmada quatro décadas depois por Osvaldo Aranha.

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Chanceler paraguaio diz que entrada da Venezuela no Mercosul é ‘inaceitável’

Roberto Simon

“Inaceitável” foi a palavra que o chanceler paraguaio, José Félix Estigarribia, escolheu em entrevista exclusiva ao Estado para qualificar a entrada da Venezuela ontem no Mercosul, à revelia do Paraguai. Estigarribia afirma que seu ministério está tentando lutar contra setores importantes da sociedade paraguaia que querem bater a porta e sair do Mercosul.

Ao fim da entrevista, o diplomata de carreira desabafou. Disse que essa é a missão mais difícil à frente da chancelaria paraguaia desde os tempos de José Bérges, ministro durante a Guerra do Paraguai (1864-1870) – que acabou executado.

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Paraguai exibe “provas” de ação de Chávez

O novo governo paraguaio apresentou ontem vídeos que, segundo ele, comprovam que o chanceler venezuelano, Nicolás Maduro, se reuniu com o alto comando militar do Paraguai antes da deposição de Fernando Lugo da Presidência.

Além do ministro do governo Hugo Chávez, o embaixador equatoriano Julio Prado estaria no encontro.

“Tenho certeza de que serão entregues [cópias das gravações] aos órgãos responsáveis”, afirmou a ministra da Defesa do Paraguai, María Liz García, durante entrevista.

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A ilegalidade da incorporação da Venezuela

Celso Lafer

A exigência da aprovação do Paraguai à incorporação da Venezuela no Mercosul me parece indiscutível à luz dos termos do Tratado de Assunção e de seu objeto e finalidade.

A decisão de incorporar a Venezuela, como foi feita, não atende a obrigações relacionadas à observância de tratados previstas na Convenção de Viena. Carece de boa-fé, seja na acepção subjetiva de uma disposição do espírito de lealdade e honestidade, seja na acepção objetiva de conduta norteada para esta disposição.

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Venezuela entrou graças a Brasil, diz Uruguai

O ministro das Relações Exteriores do Uruguai, Luis Almagro, afirmou que seu país era contrário ao ingresso da Venezuela no Mercosul e que ele só foi aprovado pela intervenção da presidente brasileira, Dilma Rousseff.

Segundo a imprensa uruguaia, não só Almagro como o chanceler brasileiro, Antonio Patriota, se opuseram na reunião da semana passada em Mendoza (Argentina) à entrada da Venezuela. O argentino Héctor Timerman teria defendido a proposta.

O ingresso da Venezuela no bloco foi possível por causa da suspensão do Paraguai -que decretou o impeachment de Fernando Lugo na semana retrasada.

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Carta do EPP faz ameaça a fazendeiros e promete “pena de morte” para trabalhadores

Carta do EPP. Foto: La Nación

A carta (ou panfleto) manuscrita encontrada pela polícia paraguaia em que o EPP reivindica o assassinato de um trabalhador rural brasileiro contém várias ameaças e uma promessa de vingança contra as mortes de 11 camponeses em Curuguaty. O autor do documento assinala que o assassinato do camponês Osni Olveira ocorreu porque “em diversas ocasiões advertimos  que tratoristas surpreendidos derrubando matas serão condenados à pena máxima (de morte) pelos crimes que cometem”

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Governo paraguaio culpa EPP por ataque com morte a fazenda de brasileiros

Tratores queimados na invasão. Foto: ABC Color

Um panfleto encontrado na Fazenda Terrado, situada no Departamento de Concepción, no Paraguai, levou o governo daquele país a afirmar que o ataque à fazenda foi promovido pelo Exército do Povo Paraguaio (EPP), organização criminosa implicada em uma série de crimes de sequestro e homicídios.

A propriedade rural pertence ao brasileiro Pedro Pinto. Um funcionário dele, o também brasileiro Osni Oliveira, foi assassinado pelos invasores. Três tratores foram incendiados e ficaram completamente inutilizados.

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Brazilians, go home!

21 de Setembro de 2009. Eu e uma porção de jornalistas brasileiros estávamos em Nova Iorque para cobrir a Assembléia Geral da ONU, que seria aberta no dia seguinte. No fim da tarde, um diplomata que coordenava a cobertura da imprensa brasileira pelo Itamaraty nos convocou para uma entrevista coletiva que o então chanceler Celso Amorim concederia em poucos minutos. “É uma informação importante”, avisou o assessor.

Antes de chegar à sala de imprensa montada na suíte de um hotel, pensávamos que a convocação se referia a algo envolvendo a polêmica posição do presidente Lula, que naquele momento se empenhava em defender o direito do Irã ao uso da energia nuclear. Lula havia se transformado numa espécie de embaixador informal de Ahmadinejad, posição que manteve até o último de seus dias no governo, e que terminou por ensejar um dos maiores micos que o Brasil já havia protagonizado ao longo de sua nobre história diplomática: a tentativa de acabar com a crise no Oriente Médio com uma conversa de pé-de-ouvido, um sanduíche de mortadela e uma caipirinha.

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Paraguai deveria fazer como o Chile e dar uma banana para o Mercosul

Está explicado o motivo que levou os democráticos presidentes dos países que integram o Mercosul a promover a suspensão do Paraguai. Como era o único membro a se opor ao ingresso pleno da Venezuela no tratado, nada mais providencial do que utilizar a deposição de Lugo para afastar o entrave representado pela objeção do Senado daquele país.

A humilhação imposta ao vizinho mais frágil poderia ser paga com a mesma moeda que o Chile utiliza para desprezar os dinossauros sulamericanos e seguir adiante: dar uma banana ao acordo regional, que nunca representou grande coisa mesmo, e partir para as prolíficas alianças com o Norte.

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O verdadeiro golpe no Paraguai

Por Sandro Vaia, no Blog do Noblat

A TV estatal do Paraguai ficou 26 minutos fora do ar por falta de energia elétrica e os alucinados constitucionalistas da Constituição alheia que cresceram como erva daninha nas redes sociais, viram isso como um sintoma de “repressão” e atentado às liberdades públicas.

Nunca se viu um golpe de Estado tão modorrento. Fora dos protestos protocolares de partidários do presidente deposto, o Paraguai continuou levando a sua vida de rotina.

O microfone da TV pública ficou aberto, o ex-presidente protestou diante de suas câmeras, o Congresso fez tudo dentro da normalidade, a Suprema Corte disse que tudo foi feito dentro da normalidade e até o advogado do deposto disse que tudo foi feito dentro da normalidade.

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Mercosul suspende Paraguai, mas sem sanções

CAROLINA VILA-NOVA
ENVIADA ESPECIAL A MENDOZA
Os chanceleres dos países do Mercosul, reunidos ontem em Mendoza, concordaram em manter a suspensão do Paraguai do bloco, mas descartaram sanções econômicas contra o país. O pré-acordo deve ser referendado hoje, em encontro de chefes de Estado na cidade argentina.

O Mercosul havia suspendido o Paraguai no domingo, dias após o presidente Fernando Lugo ter sido destituído do poder em um processo sumário de impeachment.

O chanceler brasileiro, Antonio Patriota, evitou falar de prazos para a suspensão. Fontes diplomáticas citavam ontem que ela se estenderia até as eleições no Paraguai, previstas para abril de 2013.

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A leviana diplomacia do espetáculo, por Elio Gaspari

Elio Gaspari, na Folha de São Paulo

POUCAS VEZES a diplomacia brasileira meteu-se numa estudantada semelhante à truculenta intervenção nos assuntos internos do Paraguai. O presidente Fernando Lugo foi impedido por 39 votos a 4, num ato soberano do Senado.

Nenhum soldado foi à rua, nenhuma linha de noticiário foi censurada, o ex-bispo promíscuo aceitou o resultado, continua vivendo na sua casa de Assunção e foi substituído pelo vice-presidente, seu companheiro de chapa.

Nada a ver com o golpe hondurenho de 2009, durante o qual o presidente Zelaya foi embarcado para o exílio no meio da noite.

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Isolamento calculado

Eline Cantanhêde

A Argentina está na presidência do Mercosul, será a anfitriã da reunião do bloco com associados na próxima sexta e aproveita a crise no Paraguai para sair em desabalada carreira em busca de protagonismo regional.

Cristina Kirchner tem sido cada vez mais chavista e menos lulista (ou seja, mais radical, menos negociadora), e adere ao eixo Venezuela-Equador-Bolívia justamente quando ele parece mais vulnerável. Confronta a imprensa, bate de frente com a Espanha, assusta os já parcos investimentos internacionais. Mas Cristina não está com essa bola toda: a economia vai mal, as greves pipocam.

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Paraguai cumpre sua tradição de depor presidentes e encerra hoje a Era Lugo

O Senado paraguaio deve depor hoje o presidente  Fernando Lugo. Apesar da drasticidade, o processo está embasado em prerrogativas constitucionais do Congresso e nem de longe se confunde com um golpe de Estado. É uma situação análoga à que apeou do poder o ex-presidente de Honduras, o corrupto Manoel Zelaya, em 2009. Na época, o Brasil interveio de maneira equivocada, cedendo o espaço de sua embaixada para que o presidente deposto pudesse fazer seu proselitismo pós-golpe e tentasse a volta “pelos braços do povo”, manobra que não prosperou.

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Refugiados temem sequestro. Paraguai oferece US$ 170 mil de recompensa

O governo paraguaio aumentou de 500 mil para 800 mil guaranis — cerca de US$ 170 mil — a recompensa pela captura dos três militantes do Movimento Pátria Livre que foram acolhidos como refugiados pelo governo brasileiro.  A oferta tem sido publicada nos maiores jornais do País e também em cartazes espalhados em prédios públicos e rodovias paraguais.

Juan Arrom, Anuncio Marti e Victor Colman residem em Curitiba, PR, e temem ser sequestrados por aventureiros em busca da recompensa.

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Paraguai mentiu ao governo brasileiro para tentar repatriar refugiados

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O governo do Paraguai mentiu e apresentou provas falsas para tentar obter a extradição dos três supostos guerrilheiros daquele país que foram acolhidos como asilados pelo governo brasileiro.

Juan Arrom, Anuncio Marti e Victor Colman são alvo de um processo de perseguição explícita movida pelo governo Lugo. Ex-militantes do Movimento Pátria Livre, que se opôs à ditadura Stroessner, os três foram acusados do sequestro de Maria Edith Debernardi, mulher de um dos empresários mais ricos e controvertidos do País.

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Lugo pediu a Lula para manter refugiados paraguaios no Brasil

furoO presidente do Paraguai, Fernando Lugo, pediu ao presidente Lula que não repatrie os três militantes paraguaios que aqui se encontram refugiados. O pedido foi feito durante o último encontro dos dois chefes-de-Estado em Ponta-Porã, MS, no último dia 3 de maio.

Juan Arrom, Anuncio Marti e Victor Colman são alvo de um processo de perseguição explícita movida pelo governo Lugo. Ex-militantes do Movimento Pátria Livre, que se opôs à ditadura Stroessner, os três foram acusados do sequestro de Maria Edith Debernardi, mulher de um dos empresários mais ricos e controvertidos do País.

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Tortura e sevícias de uma democracia ‘made in paraguay’

O Estado Paraguaio é o protagonista de um fraude de grande envergadura: a invenção de um grupo guerrilheiro que não existe com o propósito de assentar o atual governo, do bispo Fernando Lugo, em um patamar que não desperte suspeitas da comunidade internacional. A fraude em questão é a invenção do EPP — Exército Popular do Paraguai.

A ficção de Lugo está sendo caçada em cinco províncias, sem nenhum resultado até agora. Quase metado do território está sob estado de sítio, com as garantias constitucionais suspensas, e cerca de cinco mil miltares trabalham incansavelmente perseguindo um mito, o tal grupo guerrilheiro inexistente.

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Lugo, quem te viu, quem te vê.

Fernando Lugo. Quando ele foi eleito presidente do Paraguai, eu e meio mundo de imbecis bem-intencionados vibramos bastante. Foi como no dia em que Lula chegou à presidência do Brasil. Parecia que todos os defeitos da histórias estavam prestes a ser redimidos. Ledo engano.

Vendo-o hoje acuado diante das perguntas que eu mesmo formulei, pensei com meus botões “quem será esse cara ?”. A figura altiva do homem que iria mitigar as desigualdades sociais, acabar com a roubalheira, reformar o judiciário, banir a corrupção, enterrar definitivamente o cadáver da ditadura Stroessner não passa de mais um títere nas mãos dos mesmos de sempre.

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As mentiras do governo Lugo sobre o EPP — Exército Popular do Paraguai

cartilha_eppDezessete rostos ilustram o cartaz ao lado que o governo do Paraguai mandou imprimir. Os “enemigos del pueblo paraguaio” seriam perigosos agentes subsersivos que lutam contra a débil democracia instalada no País. Seu objetivo seria instaurar uma ditadura marxista-leninista cujo genótipo ideológico vem modelo bolivariano sustentado pelas FARC, a guerrilha colombiana que inspirou a criação e sustenta o EPP — Exército Popular Paraguaio. O governo do bispo Lugo oferece uma recompanesa de 500 milhões de guaranis, equivalente a US$ 100 mil, por “información útil que lleve a la captura”.

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Um caso de Direitos Humanos made in paraguay

Estou em Asunción, capital do Paraguai, primeira escala de uma viagem que vai terminar em Ponta Porã, Mato Grosso, na próxima segunda-feira. Vim até aqui para conhecer melhor o caso dos três paraguaios que foram recebidos como refugiados pelo governo brasileiro em 2003.

Um ano antes, Juan Arrom, Anúncio Matir e Artur Cólman foram acusados de participar do sequestro de Maria Edith Debernardi, mulher de um executivo da Itaipu Binacional e um dos homens mais ricos do país.

O governo de Fernando Lugo iniciou uma cruzada internacional para repatriá-los. O Paraguai anunciou que vai denunciar o Brasil à ONU por tê-los acolhido. Trazer os três ex-militantes do Partido Pátria Libre de volta vitrou uma questão de honra.

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