Delações da Odebrecht colocam Temer no colo de Eduardo Cunha

O Presidente Michel Temer está nas mãos — ou melhor, no colo — de um presidiário. Eduardo Cunha, estrela do impachment e também da Lava Jato, deve estar rindo desde que os telejornais do fim da noite de ontem trouxeram as revelações do delator Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Industrial.

Em um depoimento de mais de 40 minutos, Faria descreveu com uma desconcertante naturalidade como funcionava o esquema de achaque promovido pelos políticos do PMDB contra empresas interessadas em negociar grandes contratos com a PETROBRAS. O depoimento colocou o atual Presidente da República no centro da roda.

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Todos são iguais perante a lama

A safra de escândalos nunca foi tão democrática quanto agora. Temos o do Mensalão, o clássico da categoria, o do Metrô paulistano e agora o da Petrobras. O arco partidário abarcado pelas denúncias vai da direita à esquerda, não distingue legendas e iguala novamente todos os políticos. É uma generalização ? É, mas faz todo sentido.

A diferença entre os dois ‘cases’ criminais que os brasileiros começam a entender e os demais é a origem: agora, são os corruptores que denunciam os corrompidos, uma novidade desconcertante para as máfias que se formam a partir dos legislativos e executivos em todos os níveis. Mesmo que um deles se declare louco e diga, arrependido, que faltou medicação tarja preta para manter sua boca fechada. É presumível que tenha faltado bem mais do que isso.

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Graça Foster é a verdadeira Dilma Rousseff

Quer fazer uma faxina ? Chame Graças Foster, a presidente da PETROBRAS.

A faxina dela é bem diferente daquela que de vez em quando o governo insinua que está fazendo. Sem alarde, discretamente, ela vai limpando os vícios de um passado em que a petroleira estatal foi utilizada descaradamente como peça da estratégia e da propaganda de um governo onde a versão prevalecia sobre o fato.

Pois a versão insustentável propalada pelo governo Lula veio por terra. O Pré-sal não provocou o milagre de transformar o Brasil na Arábia Saudita. O petróleo pode estar lá, mas há dúvidas sobre sua viabilidade econômica. O Brasil sequer alcançou de fato a autossuficiência, tantas vezes propalada.

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Petrobras nega que Graça Foster vai rever patrocínios

A Petrobras divulgou nota na tarde deste domingo negando a informação publicada na coluna Panorama Político do jornal O Globo de que a estatal havia decidido segurar e rever todos os patrocínios concedidos pela empresa. De acordo com a nota do jornalista Ilimar Franco, a decisão de Graça Foster, presidente da empresa, atingiria eventos, congressos, publicações, filmes, projetos culturais e conferências setoriais e temáticas promovidas pelo governo federal, e que tinham patrocínio estatal.
A coluna cita ainda que marqueteiros petistas teriam ficado atônitos e irritados com a iniciativa da presidente da Petrobras:
“Quem essa Graça Foster pensa que é? A Dilma da Dilma?”.
Leia abaixo a íntegra da nota enviada pela Petrobras:
“Com relação à nota “Fim da farra”, a Petrobras esclarece que não é verdadeira a informação de que a presidente da Companhia, Maria das Graças Silva Foster, “decidiu segurar e rever todos os patrocínios concedidos pela empresa”. A Petrobras reafirma que, tanto os novos projetos que receberão patrocínio, como aqueles em análise para renovação, seguem os mesmos padrões que sempre foram aplicados pela empresa”.

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Transparência de araque

Se o objetivo do governo era criar um factóide jurídico,  foi plenamente atingido. A Lei de Acesso à Informação, antes mesmo de entrar em vigor, valeu à Presidente Dilma Rousseff rasgados elogios da secretária de Estado Hillary Clinton. Se era para mudar uma cultura, a Lei de Acesso à Informação não passa de uma daquelas intenções muito boas fadadas a apodrecer no inferno da burocracia.

É a conclusão a que chego depois de passados 21 dias da consulta feita pelo Blog do Pannunzio à PETROBRAS, Banco do Brasil e à Agência Nacional do Petróleo sobre a publicidade que sustenta blogs alugados pelo governo para mover campanhas de difamação contra várias instituições brasileiras e personalidades a elas vinculados.

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Lei de Acesso à Informação já está vigorando. Blog faz o primeiro teste da transparência das estatais

Já está vigorando a Lei de Acesso à Informação (Lei 12.527/11). Ela foi sancionada pela presidente Dilma Rousseff no dia 18 de novembro, mas só passará a ter efeito a partir de hoje porque a máquina pública teve seis meses de prazo para se adaptar ao que ela prescreve.

Mas o Estado não fez a parte dele. Falta ainda o decreto de regulamentação, o que pode comprometer a aplicação imediata da LAI. Também não foram criados os Serviços de Atendimento ao Cidadão, estruturas montadas nos diversos órgãos públicos que terão como função protocolar os requerimentos, orientar o público e prestar conta do andamento dos pedidos.

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PETROBRAS também desconhece Lei da Transparência para ocultar verba de Paulo Henrique Amorim

No dia 18 de novembro passado a presidente Dilma Rousseff sancionou uma lei que representaria um grande avanço no que tange à transparência dos contratos feitos por órgãos da administração direta e indireta. A Lei 12527/2011 estabelece que os três Poderes de todas as esferas da administração pública  — inclusive estatais, autarquias,  e sociedades de economia mista — terão a obrigação prestar informações pertinentes “à administração do patrimônio público, utilização de recursos públicos, licitação, contratos administrativos” a qualquer cidadão que as requisite.

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Petrobras descarta alta de preços no Brasil

O presidente da Petrobras, José Sergio Gabrielli, descartou que a recente alta dos preços do petróleo, resultado da intensificação dos protestos antirregime na Líbia se reflita em aumento de preços para o consumidor brasileiro.

A instabilidade no país, membro da Opep (Organização dos Países Exportadores de Petróleo) e detentor das maiores reservas de petróleo comprovadas, fez a cotação do barril Brent alcançar ontem em Londres US$ 105,74 – o mais alto valor desde 2008.

Gabrielli classificou o cenário internacional como volátil, mas disse que não há razões estruturais para os preços se manterem em patamar tão alto. “Não vamos repassar para o mercado brasileiro a volatilidade internacional.”

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MP denuncia 3 da PETROBRAS e 7 delegados de polícia de SP por violação de sigilo

O GECEP — Grupo Especial de Controle Externo da Atividade Policial do Ministério Público do Estado de São Paulo — denunciou agora há pouco à Justiça três funcionários que trabalham no gabinete da presidência da Petrobras, sete delegados de polícia e a chefe do Setor de Meios da  Divisão de Capturas da Polícia paulista por crime de violação de sigilo funcional.

Durante mais de 20 anos os policiais prestaram serviços para o departamento de segurança da estatal devassando o sigilo criminal de candidatos a empregos na Petrobras. A BR enviava semanalmente listas com até 1200 nomes ra que os policiais “levantassem” informações sobre pendências criminais.

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