PM e Black Blocs: cadeia neles!

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O País deve à PM paulista um reconhecimento: não fosse a extrema violência e o despreparo demonstrados durante as primeiras manifestações de protesto, talvez o movimento pela redução das tarifas não tivesse ganhado a dimensão que ganhou.

Reprovado unanimemente, o método policial foi se adequando ao ambiente democrático na medida em que os protestos se tornaram ubíquos, salvo um ou outro desvio. É justo suspeitar-se, por exemplo, que a demora da polícia para agir no dia 18 de junho, quando alguns manifestantes depredaram a sede da Prefeitura, pode ter sido deliberada, para recolocar o foco político do problema sobre a administração da cidade de São Paulo.

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Ao menos 14 tenentes-coronéis da PM paulista ganham acima do teto constitucional*

Coube ao Tenente-Coronel Almir Ribeiro, comandante do 2° Batalhão de Choque, o maior salário entre todos os oficiais da segunda maior patente da Polícia Militar paulista no mês de junho. De acordo com o site da transparência do governo do estado, ele recebeu R$ 142.174,50 brutos. O salário líquido foi de R$ 131.669,94.

Em segundo lugar aparece o nome do  Tenente-Coronel Antônio Carlos Artêncio. Ele recebeu R$ 127.844,24 de pagamento bruto no mês de junho. Excetuando-se os descontos, o rendimento líquido foi de R$ 123.275,48.

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PMs Selvagens e furiosos

Os telejornais da Rede Globo mostraram ontem uma cena de selvageria e barbárie. Depois de dominar uma quarilha de ladrões e evitar um sequestro-relâmpago no Rio de Janeiro, policiais militares levaram os bandidos até um terreno baldio e atiraram contra a perna de um deles. O bandido estava dominado e sem nenhuma possibilidade de se defender.

Foi uma agressão brutal, covarde e desmedida. Os policiais, que poderiam ter encerrado o episódio como heróis, foram à lama, equipararam-se aos bandidos que haviam acabado de prender. O ímpeto dos pitbulls descontrolados só foi desmascarado graças à ação de um cinegrafista amador que filmou toda a cena de barbárie.

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PMs de Osasco são presos acusados de matar 2 jovens

Cinco policiais militares do 14º Batalhão, em Osasco (Grande São Paulo), foram presos ontem sob a suspeita de matar dois jovens e simular um tiroteio para tentar justificar o crime.

O tecelão Cesar Dias de Oliveira e o repositor Ricardo Tavares da Silva, ambos de 20 anos, foram mortos no bairro do Rio Pequeno, zona oeste de São Paulo, fora da área de atuação dos PMs de Osasco.

Os amigos trabalhavam com carteira assinada e não tinham passagens pela polícia.

Cinco testemunhas ouvidas pela Polícia Civil disseram que os policiais, fardados, estavam no Rio Pequeno em dois carros descaracterizados na madrugada do dia 1º.

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Menina leva tiro na cabeça em ação policial no Guarujá

Uma adolescente de 13 anos foi baleada na cabeça durante uma ação policial no Guarujá (a 86 km de São Paulo, na noite de anteontem.

Dois policiais militares do 21º Batalhão disseram à Polícia Civil que, durante um patrulhamento, foram recebidos a tiros ao entrar na favela Prainha. Testemunhas, porém, afirmaram que os PMs já chegaram atirando.

A estudante Noemi de Souza Rodrigues, 13, foi atingida na cabeça. A bala não perfurou o crânio da menina. Ela foi levada a um pronto-socorro e recebeu alta horas depois.

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Segurança, eleições e ideologia

O Blog do Pannunzio tem veiculado uma série de matérias sobre a violência policial em São Paulo. A preocupação  com o tema começou em 18 de fevereiro do ano passado, quando uma equipe da Corregedoria da Polícia Civil despiu à força uma escrivã acusada de concussão. O blog veiculou as imagens da desastrada e arbitrária prisão em flagrante e cobrou das autoridades providências para punir os delegados que protagonizaram o escândalo.

Desde então, o atual secretário de Segurança Antônio Ferriera Pinto vem deixando claro seu apoio a atitudes como aquela, que extrapolam o limite legal de atuação de policiais sob comando de sua pasta. Ele chegou a cumprimentar os policiais que prenderam a escrivã e relutou em demitir a corregedora Maria Inês Trefiglio, que dias depois do episódio vir a público foi defenestrada do cargo de confiança que ocupava pelo governador Geraldo Alckmin.

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Comando da PM é conivente com grupos de extermínio, afirma Inteligência da Polícia Civil

48% das vítimas de grupos de extermínio formados por policiais militares não têm passado criminal. A informação está contida em um estudo realizado pelo serviço de  inteligência do Departamento de Proteção à Pessoa da Polícia Civil de São Paulo. O levantamento, feito no ano passado, analisa 70 ocorrências, que resultaram em 152 mortes — todas com características de execução sumária e suspeita de participação de policiais militares.

A maior parte dos crimes — 55 , correspondentes a 78,6% dos casos — ocorreu na região da Quarta Seccional da Polícia Judiciária, na Zona Norte de São Paulo. A região é a mesma onde a última “caravana da morte” eliminou seis pessoas na madrugada de quarta para quinta-feira passadas.

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‘Corporação não vai se acovardar’, escreve comandante da PM no Facebook

Camilla Haddad

O coronel Roberval Ferreira França, comandante da Polícia Militar de São Paulo, que não tem se pronunciado publicamente sobre os últimos episódios envolvendo a corporação, divulgou nesta quinta-feira, 26, em sua página do Facebook uma carta sobre o trabalho da tropa. No texto, o oficial cita que a PM “é uma das mais bem preparadas e ativas polícias do país”. Diz, ainda, que neste ano a corporação teve mais de 50 policiais assassinados “covardemente” e outros 5 mil estão inválidos. O coronel termina o comunicado dizendo que a corporação não vai se acovardar.

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Alckmin admite ‘meses difíceis’ e diz que não há relação entre crimes

Caio do Valle

Não existe ligação entre o assassinato de seis pessoas na madrugada desta quinta-feira, 26, na cidade de São Paulo e a emboscada sofrida por um policial das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota), na noite de segunda-feira, 23. Pelo menos é essa a avaliação feita pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB).

“Não há uma relação, provavelmente, entre um caso e outro, entre esses assassinatos. A polícia já está trabalhando”, afirmou ele na manhã de hoje.As mortes desta madrugada ocorreram nas regiões vizinhas do Jaçanã e Tremembé, na zona norte. Já o policial de 28 anos foi baleado, há três dias, no Jaçanã, quando voltava para casa. Isso reforça a suspeita de que os dois crimes possam estar relacionados. O agente de polícia sobreviveu e foi levado para a UTI.

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Procurador diz que PM ensina a usar violência e pede mudanças ao governo de São Paulo

No portal UOL

Em audiência pública realizada na tarde desta quinta-feira (26) na sede do Ministério Público Federal de São Paulo, o procurador da República Matheus Baraldi Magnani disse que aguarda uma imediata resposta do governador do Estado, Geraldo Alckmin (PSDB), para reprimir a violência de policiais na segurança. Caso contrário, Magnani afirma que irá protocolar um pedido para que o comando da Polícia Militar seja substituído.

Ontem, o MPF já adiantou que pretendia entrar com uma ação civil pública pedindo o afastamento do comando alegando “perda do controle da situação”.

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A reversão da curva da criminalidade e a intervenção no comando da PM

O Procurador Federal Mateus Magnani deve anunciar nesta quinta-feira que ingressará com uma ação civil pública para tentar forçar o governador Geraldo Alkcmin a trocar todo o comando da PM. A notícia surge num momento crítico para a segurança dos paulistas em geral e dos paulistanos em particular. Depois da vitoriosa redução dos índices de criminalidade conquistada nos governos anteriores, a política do extermínio do atual bota a perder todo o esforço despendido no passado.

É alarmante o aumento de 22% nos homicídios dolosos na cidade de São Paulo quando se cotejam os dados do segundo trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado. O levantamento, feito pela própria Secretaria de Segurança Pública, apenas quantifica algo que se pode sentir nas ruas: o pavor de viver numa cidade em que só se distinguem algumas ações da polícia e do crime organizado pelo uniforme de quem dispara a arma.

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Soldado da Rota sofre ataque na zona norte de São Paulo

O soldado Anderson Andrade de Sales, de 28 anos, das Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar Rota, levou três tiros de fuzil às 21h de segunda-feira, 23, quando voltava do trabalho para a sua casa, no Jaçanã, zona norte da capital. Ele está internado no Hospital da Polícia Militar, na Água Fria, zona norte,  e, segundo a PM, seu quadro é estável. O soldado está consciente, aguardando no quarto para realizar uma cirurgia no fêmur, com fratura exposta por conta de um tiro. Os outros disparos pegaram no braço e na clavícula.De acordo com a PM, a emboscada aconteceu na Rua Flor de Ouro. Sales estava sozinho em seu EcoSport, quando foi fechado por um Uno. Os bandidos – a quantidade não foi informada – desceram e o balearam, fugindo em seguida. Os tiros foram disparados de um fuzil calibre 5.56.A Corregedoria da Polícia Militar investiga o caso junto com a Polícia Civil.  A PM informou que o soldado está na Rota desde 2010. O caso foi registrado no 73 ºDP Jaçanã.

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Suspeito é baleado e morto por polícia em São Bernardo

RICARDO VALOTA

Um suspeito, ainda não identificado, teria atirado contra policiais militares da Força Tática, por volta das 19 horas de quinta-feira, após ser perseguido e parado na Rua Beira-Rio, no Parque São Bernardo do Campo, na região metropolitana de São Paulo. O homem ocupava um Polo prata roubado, de placas DRO 9488, de São Bernardo do Campo.

Mesmo encaminhado para o pronto-socorro central municipal, o suspeito não resistiu e morreu. No boletim registrado no 1º Distrito Policial de São Bernardo, pelo delegado Rodrigo Augusto Davi, não consta a arma que o ocupante do veículo portava no momento do suposto confronto com a PM.

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‘Ele era tudo o que eu tinha’, diz mulher de publicitário morto por PMs

Fabiano Nunes e Isadora Peron

Uma execução. É assim que Maria Alice Prudente de Aquino e Silva, de 72 anos, tia de Ricardo Prudente de Aquino, descreve a morte do sobrinho por policiais militares. Indignada, ela culpou o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e o secretário de Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, pelo assassinato. “Como um governo não consegue treinar a sua polícia? Só espero que isso nunca aconteça com os filhos deles, que devem ter a mesma idade e devem ter crescido frequentando os mesmos lugares.”

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Em Santos, PM persegue carro e mata jovem

Duas horas depois de o empresário Ricardo Prudente de Aquino ser morto pela PM no Alto de Pinheiros, zona oeste paulistana, policiais militares mataram, com um tiro na cabeça, Bruno Vicente de Gouveia e Viana, 19, também durante perseguição.

Ao lado de cinco amigos, Viana estava em um Gol, que foi perseguido por PMs em Santos (a 85 km de São Paulo), por volta da 0h15 de ontem.

Além dele, uma garota de 15 anos -que foi internada em estado grave- e um jovem de 20 também foram baleados pelos policiais na ação.

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‘A gente espera que a PM nos defenda, não nos mate’

“Não se aborda uma pessoa com um tiro”, afirmou a artesã Claudia Sacramento, 44, prima de Ricardo Prudente de Aquino.

Ela disse que a mulher da vítima, Lelia de Aquino, foi avisada pela Polícia Civil na madrugada de ontem de que seu marido teria se envolvido “num acidente de carro”.

Na delegacia, soube que ele já estava morto.

Folha – Como a família vê essa ação da polícia?
Cláudia Sacramento – Não se aborda uma pessoa com tiro, não é dessa forma que você tem que agir. Se quer parar [o carro], pode atirar num pneu, em qualquer coisa, não na cabeça para matar.
Não tem como receber [a notícia] de uma forma boa. A gente espera que a polícia que está aí fora defenda a gente e não nos mate. A conduta deles é a pior possível, não é a conduta de um ser humano que está aí e que eu pago para que ele me defenda.

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PM erra, mata empresário e pede desculpas

GIBA BERGAMIM JR. E ANDRÉ CARAMANTE

O empresário Ricardo Prudente de Aquino, 39, foi morto por policiais militares com dois tiros na cabeça anteontem à noite, quando, segundo a PM, fugia de um cerco no Alto de Pinheiros, área nobre da zona oeste paulistana.Ao menos sete tiros foram disparados pelos policiais -todos de curta distância, conforme análise preliminar da perícia. Os PMs disseram ter confundido o telefone celular de Aquino com uma arma.O empresário voltava em seu Ford Fiesta da casa de um amigo, em Alphaville Barueri, na Grande SP, quando, afirma a polícia, ignorou ordem de parar feita por PMs próximo à rua Natingui, na Vila Madalena zona oeste.Carros e motos da PM se envolveram na perseguição, que durou cerca de dez minutos e terminou na avenida das Corujas, em trecho com pouca iluminação e muitas árvores. Segundo a polícia, o carro de Aquino chegou a ser perdido de vista até ser interceptado pela Força Tática.Dois soldados e um cabo foram presos em flagrante e indiciados sob suspeita de homicídio doloso com intenção.No Fiesta, havia quatro estojos deflagrados de pistola.40 -o que reforça que os disparos foram de muito perto. Também foram achados no carro o celular da vítima -no assoalho- e 50g de maconha. De acordo com a polícia, ninguém testemunhou o crime.REPERCUSSÃOO caso gerou grande repercussão, o que fez um tenente da PM ir à casa do empresário, na Vila Madalena -ele pediu “perdão” aos familiares e disse “estar envergonhado”. O tenente é do mesmo batalhão dos PMs envolvidos.Mais tarde, o comandante-geral interino da PM paulista, coronel Hudson Camilli, pediu desculpas publicamente à família de Aquino e à sociedade, embora tenha dito que, “tecnicamente”, a operação dos PMs “foi correta”.O episódio também levou o governador Geraldo Alckmin PSDB a emitir nota lamentando a morte e a convocar o secretário da Segurança Pública, Antonio Ferreira Pinto, para reunião. O secretário não falou sobre o caso.O advogado dos policiais, Fernando Capano, disse que o clima de tensão vivido pelos PMs nos últimos meses, quando oito deles morreram em crimes com características de encomendado, pode ter influenciado o comportamento deles na abordagem.Para ele, embora o desfecho tenha sido “trágico e triste”, os PMs agiram “no estrito cumprimento do dever”.

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Extermínio: Em apenas quatro horas, polícia mata 8 suspeitos na Grande SP

ANDRÉ CARAMANTE

A onda de violência iniciada há um mês na Grande São Paulo, quando policiais militares de folga passaram a ser alvo de atentados e mortos, teve um novo capítulo entre a noite de quinta e a madrugada de ontem: em quatro horas, oito suspeitos foram mortos por PMs em seis ocorrências.

Em todos os casos, a versão dos policiais para as mortes é a mesma: eles faziam patrulhamento, desconfiaram de veículos, deram ordem de parada e houve fuga, perseguição e tiroteio.

Em nenhuma das seis ocorrências, duas delas envolvendo a Rota, PMs se feriram.

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Bandidos acabam de executar mais um policial em São Paulo

Um policial militar foi morto agora há pouco por dois motociclistas no bairro do Pacaembu, um dos mais nobres de São Paulo. A execução aconteceu agora há pouco na rua Almirante Pereira Guimarães, na altura no número 200. O local fica a cerca de 500 metros da sede da Secretaria de Segurança Pública do Estado de São Paulo.

O policial estava à paisana. Ele descia a rua com uma agenda na mão quando os dois assassinos o abordaram. Um dos criminosos desceu e disparou seis tiros. Ferido, o homem ainda tentou correr, mas logo perdeu as forças  e caiu.

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Alô Secretaria da (in)Segurança Pública: quem está ganhando a guerra ?

É um placar funesto. Foram seis mortos do lado do crime organizado (um deles executado friamente por policiais da ROTA) contra nove policiai abatidos pelo PCC. Quem está ganhando a guerra ?

Na noite passada, dois bandidos foram mortos. Um deles, de acordo com a versão da PM, tentou lançar uma granada contra uma viatura policial. Temos, então, 9 X 8 para o crime organizado.Mas também houve mais uma base policial atacada. E os ônibus continuam sendo incendiados.

Repito a pergunta: quem está ganhando a guerra ?

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El Pais, da Espanha, vai escancarar ação da PM nas UPPs cariocas


O jornal espanhol El Pais vai veicular uma reportagem sobre o combate ao crime nas Unidades de Polçiia Pacificadora do Rio de Janeiro. Um fotógrafo a serviço do periódico acompanhou uma operação da polícia que resultou em um policial ferido pelos bandidos da Favela São Carlos no dia 7 do mês passado. As cenas registradas são impressionantes.
Na chamada da matéria especial, o jornal antecipa que “muitos vêm as UPPs como uma solução provisória que visa acobertar a violência”, e aposta que tudo voltará a ser como antes quando passarem os jogos olímpicos de 2016.

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Após novos ataques, viações tiram ônibus das ruas e comércio fecha

ANDRÉ CARAMANTE E AFONSO BENITES

Ônibus queimados, viações recolhendo veículos, comércio fechado com medo de saques e protesto de moradores que ficaram a pé.

Os casos de violência em São Paulo, principalmente nos extremos das zonas sul e leste, aumentaram nos últimos dias -no Capão Redondo, 11 pessoas foram mortas em seis dias.

Desde sexta, o policiamento foi reforçado após o assassinato de seis PMs. No fim da noite de ontem, a falta de transporte coletivo em alguns bairros era reflexo dos ataques ocorridos no dia anterior.

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Coronel que liderou massacre de Eldorado dos Carajás é preso no Pará

Carlos Mendes

Dez anos após a condenação e depois de perder todos os recursos judiciais para anular a sentença, o coronel da Polícia Militar do Pará, Mário Colares Pantoja, e o major José Maria Oliveira, acusados de liderar o massacre de Eldorado dos Carajás, no qual 19 trabalhadores sem-terra foram mortos pela PM em 1996 durante a desobstrução de uma rodovia, terão de cumprir desde esta segunda-feira, 7, a pena em regime fechado.

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Execução sumária é a pena imposta a policiais que investigam grupos de extermínio da PM paulista

Não deixe de assistir à reportagem de Sandro Barboza exibida hoje no Jornal da Band. É estarrecedora. Revela o castigo supremo imposto aso policiais que ousam investigar os grupos de extermínio formados dentro da Polícia Militar de São Paulo: a execução sumária.

É essa polícia assassina que zela pela segurança da população indefesa de São Paulo.

Diante das revelações, nenhuma palavra do governador Geraldo Alckmin nem do secretário de Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto. Egresso da PM, Ferreira Pinto tem sido sistematicamente acusado de engavetar relatórios de inteligência produzidos pelo Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa da Polícia Civil.

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Secretaria de Segurança Pública de SP acoberta PMs corrompidos pelo PCC

O repórter Sandro Barboza mostrou agora há pouco, no Jornal da Band, algo estarrecedor: a Secretaria de Segurança Pública de são Paulo  estaria acobertando policiais militares que trabalham para o PCC — Primeiro Comando da Capital — apesar da farta documentação  produzida pela Divisão de  Inteligência do DHPP (Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa) dando ciência do envolvimento de parte da tropa com a organização criminosa.

Os primeiros documentos divulgados hoje revelam que, embora informado de que PMs fazem jornada dupla como gendarmes do “Partido” (é assim que eles se referem ao PCC), o Secretário de Segurança Pública Antônio Ferreira Pinto mandou engavetar investigações sem que ninguém fosse punido.

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Intrigas, arapucas e camas-de-gato: assim correm os dias na SSP-SP

Um inferno. É assim que os espectadores definem o clima na sede da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo. A tensão crescente entre as polícias civil e militar e, mais acima, nas relações entre o governador Geraldo Aclkmin e o secretário Antônio Ferreira Pinto dão o mote do  delicado momento político. Egresso do Ministério Público e da Polícia Militar, Ferreira Pinto tem sido responsabilizado por manobras políticas desastradas para tentar sobreviver às tempestades que cercam a pasta desde a posse do governador, em janeiro último.

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