Prisões demais

prisaoVou ser curto e grosso.

Com base naquilo que o Ministério Público reuniu de provas contra Antônio Palocci, acredito que ele mereça anos e anos de cadeia. É o mínimo que se espera para alguém que fazias as vezes de articulador do propinoduto que ligava a Odebrecht e o PT.

Ocorre que Antônio Palocci não foi ainda julgado. Muito menos condenado. Então, não deveria estar na cadeia.

O MP pediu a prisão preventiva dele porque não conseguiu encontrar as contas onde era depositada a dinheirama que a empreiteira provinha para o PT e os bandidos que a legenda reunia diante da boca do cofre da PETROBRAS.

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O vexame do Brasil e o fim da santidade de Lula

BBC: Lula detido

BBC: Lula detido

A ação da Polícia Federal desta manhã teve o condão de retirar Lula do andor de santo em que seus anos de glória lhe enfiaram. No camburão da PF, Lula não tem santidade, é apenas um homem como qualquer outro.

A condução coercitiva daquele que há pouco era o salvador da Pátria correu o mundo. Qualquer brasileiro com um pingo de zelo pela nacionalidade fica chocado ao ler a manchete estampada no site da BBC: “Ex-líder brasileiro Lula é detido”.

A palavra detenção, aplicada ao caso Lula, forma uma imagem de pesado simbolismo. Santos combinam com andor e devoção, não com viaturas policiais e algemas. Aqui no Brasil usa-se “condução coercitiva”. É eufemismo. O certo é detenção mesmo. Lula foi detido, como diz o site da BBC, para explicar seu sítio e o triplex do Guarujá.

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João Santana ‘deletou’ conta de e-mail para evitar curiosidade da PF

joaosanta01O que você faria quando soubesse que iria receber em instantes a visita nada amistosa de uma equipe da Polícia Federal a serviço da Operação Lava Jato ?

João Santana, o marqueteiro do PT, correu para o computador e apagou a conta do Dropbox. Só Deus e a mulher dele sabem que segredos essa conta guardava.

A ação apressada serviu como mote para que a Polícia Federal e o Ministério Público pedissem a extensão da prisão do marqueteiro. E também  confirmou, para os investigadores, algo de que eles já desconfiavam: que Santana foi avisado com antecedência da vigésima-terceira fase da Operação Leva Jato, que iria prendê-lo.

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Zé Dirceu e tempo que cura, mas também corrompe

zedireceumariaantoniaOs cientistas políticos, historiadores, psicólogos e psiquiatras terão muito o que estudar até entender o que aconteceu nos 17.106 dias que se passaram entre 2 de outubro de 1968 e 3 de agosto de 2015. Eles demarcam o início e o fim de um processo de metamorfose que transformou uma das maiores promessas da política brasileira num notório corrupto.

A lagarta que encarnava Zé Dirceu na Rua Maria Antônia poderia ter parido a borboleta que iria mudar para sempre a vida da República. Ao invés disso, deu às trevas o grande articulador de todos os esquemas engendrados para conspurcar a decência e a ética — o Zé Dirceu do Mensalão, Petrolão e do que mais vier a ser revelado no futuro.

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Procurador-geral quer prisão dos réus do mensalão logo após sentença

Felipe Recondo, Eduardo Bresciani, Ricardo Brito e Mariângela Galucci
Ao fim de sua sustentação oral nessa sexta-feira, 3, no Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a prisão dos acusados de envolvimento no escândalo do mensalão tão logo a Corte chegue a um veredito. Também pediu a cassação de mandatos parlamentares – três réus são deputados federais – e a devolução do dinheiro que sustenta ter sido desviado pelo esquema.

Gurgel centrou sua explanação de 4 horas e 38 minutos, lida num iPad, no ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, chamado de “principal figura” e “autor intelectual” do mensalão, um esquema de pagamento de parlamentares durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, segundo a acusação, serviu para comprar votos no Congresso. Os advogados dos réus sustentam ter havido apenas caixa 2.

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Mulher de Cachoeira é detida sob suspeita de tentar corromper juiz

A mulher de Carlinhos Cachoeira, Andressa Mendonça, começou a ser investigada ontem por suspeita de tentar corromper o juiz responsável pela Operação Monte Carlo, que resultou na prisão do empresário, em fevereiro.

A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão na casa de Andressa, que foi obrigada a prestar depoimento e a pagar fiança de R$ 100 mil. Também não poderá entrar em contato com nenhum investigado na operação -inclusive Cachoeira.

Segundo o juiz federal Alderico Rocha Santos, Andressa esteve em seu gabinete no último dia 26 para tentar obter a revogação da prisão e a absolvição do marido.

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Ex-presidente da Valec soube antes de operação

Fábio Fabrini

O ex-presidente da Valec José Francisco das Neves, o Juquinha, e seus familiares, souberam das investigações da Polícia Federal meses antes de ser deflagrada, na quinta-feira, 5, a Operação Trem Pagador, que resultou na prisão do ex-servidor e de mais três pessoas por suspeita de corrupção, lavagem de dinheiro, ocultação e dissimulação de bens.

Os investigadores interceptaram em setembro uma mensagem de celular, na qual o advogado Aurelino Ivo Dias, de Goiás, avisava um dos filhos de Juquinha, Jader Ferreira das Neves, também preso, das apurações. O torpedo foi enviado um mês após o início das investigações. A partir daí, os acusados trocaram os telefones e ficaram mais cautelosos nas conversas para dificultar o trabalho dos policiais.

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Suspeito de sequestrar Brenda é preso no PR

A Polícia Civil de São Paulo prendeu ontem em Maringá (PR) o ajudante-geral Jorge Antunes Cardozo, 47, suspeito de sequestrar a menina Brenda Gabriela da Silva, 4, durante um culto da Igreja Deus É Amor na capital paulista, no dia 10 de junho.

O suspeito foi detido por policiais do 6º DP (Cambuci), que viajaram ao Paraná após rastrearem a movimentação bancária de Cardozo.

“Ele não ofereceu resistência à prisão. Confessou tudo e disse que fez uma besteira”, afirma José Gonzaga Pereira da Silva Marques, delegado titular do 6º DP.

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PF prende ‘faxinado’ dos Transportes

Fábio Fabrini

A Polícia Federal prendeu nesta quinta-feira, 5, o ex-presidente da Valec Engenharia, Construções e Ferrovias, José Francisco das Neves, o Juquinha, acusado de ocultar e dissimular bens supostamente obtidos por meio de corrupção. Na Operação Trem Pagador, desencadeada em Goiânia, também foram presos suspeitos de ligação com o esquema a mulher, um filho e um sócio de Juquinha.

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PF prende cunhado de Cachoeira, suspeito de ameaçar procuradora

A Polícia Federal (PF) prendeu no início da manhã desta sexta-feira Adriano Aprígio, cunhado do contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Ele é suepeito de ameaçar por e-mail a procuradora Léa Batista de Oliveira, uma das responsáveis por denunciar o bicheiro e outros envolvidos na Operação Monte Carlo.
Peritos da PF de Goiânia descobriram que três e-mails com ameaças à procuradora foram enviados da casa de Aprígio. Em um dos e-mails, o cunhado de Cachoeira diz que a procuradora tinha “destruído a vida dele”. Adriano era um dos principais auxiliares do contraventor. De acordo com a polícia, na casa dele em Goiânia, foram apreendidas importantes provas contra a organização do bicheiro.
Léa recebeu no dia 13 de junho, e-mail assinado por alguém que se denominou “Injustiçado”. A mensagem dizia que a procuradora estava sendo muito dura no caso e que parentes de Cachoeira continuavam ganhando dinheiro com a exploração ilegal de jogos.
No dia 23 de junho, a procuradora recebeu um outro e-mail de tom mais ameaçador com o título: “Cuidado”. O remetente, que assina como Silvio Caetano Rosa, resume a ameaça em apenas uma frase: “Sua vadia ainda vamos te pegar, cuidado, você e sua família correm perigo”

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Democracia bolivariana: médica da Venezuela é presa por supostamente falar da doença de Chavez

Uma médica lotada no palácio presidencial da Venezuela foi detida por supostamente ter revelado “segredos políticos ou militares que concernem à segurança” do Estado entre 2010 e 2012, informou o Ministério Público local.

Ana María Abreu de San Miguel, 51, 12 anos de serviço na sede de governo, disse que a acusação é vazia e se declarou uma “presa política”.

A defesa de Abreu diz que nos autos não há menção sobre a saúde de Hugo Chávez, convalescente de um câncer do qual não revela detalhes. A médica não atende o presidente. A acusada é cunhada da ativista crítica do governo Chávez Rocío San Miguel.

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Mulher de executivo da Yoki é presa suspeita de matar o marido

A mulher do executivo-chefe da fabricante de alimentos Yoki, encontrado morto no dia 27 de maio, foi presa na noite de segunda-feira. Para a polícia, Elise Matsunaga, de 38 anos, é a principal suspeita de ter esquartejado o marido, Marcos Matsunaga, neto do fundador da empresa Yoki. Os policiais trabalham com a hipótese de crime passional.
De madrugada desta terça-feira, Elise levada para fazer exames de corpo de delito no Instituto Médico Legal. A Justiça decretou na segunda-feira a prisão temporária da mulher do empresário por cinco dias.
Peritos também estiveram no apartamento do casal para cumprir mandado de busca e apreensão. Na cobertura do prédio, na zona oeste, os agentes procuraram indícios que levassem ao autor do crime. Só no começo da madrugada, eles desceram com caixas e objetos apreendidos no apartamento.
Marcos Matsunaga desapareceu no dia 20 de maio. A mulher dele, Elise Matsunaga, disse à polícia que naquele dia o marido saiu pela manhã e não voltou. Uma semana depois, sacos plásticos com partes do corpo do empresário foram encontrados em uma estrada em Cotia, na Grande São Paulo.
Enquanto a perícia era feita no apartamento, no começo da noite de segunda-feira, a Justiça resolveu decretar a prisão temporária de Elise Matsunaga, válida por cinco dias. A mulher é considerada suspeita de matar o marido.
– Nós temos indícios muito fortes de autoria que levam a concluir que a esposa da vítima participou deste homicídio. Nós temos algumas imagens que dão conta que a vítima entrou no edifício e não saiu. Depois de alguns dias, a esposa sai com algumas malas grandes, malas essas com rodinhas. Nós estamos analisando essas imagens – afirma o delegado Jorge Carrasco diretor do Departamento de Homicídios da Polícia de São Paulo.
O pai e o irmão do empresário contrataram um advogado para acompanhar as investigações. Ele diz que Marcos Matsunaga não tinha inimigos.
– Não há nenhum registro de ameaça, nenhum registro de pedido de resgate ou de algum contato que a família tenha recebido, especialmente o pai, o irmão, neste período em que antecede ou logo após o desaparecimento desse jovem empresário – revela o advogado Luiz Flávio D´Urso.

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Ex-diretor de empreiteira é preso, e presidente se afasta

O ex-diretor da construtora Delta Cláudio Abreu foi preso ontem sob a suspeita de participar de um esquema de pagamento de propina para direcionar uma licitação para a empreiteira no governo Agnelo Queiroz (PT-DF).

Segundo as investigações, a Delta tinha interesse na prestação de serviços de bilhetagem do transporte público no Distrito Federal.

O plano era comprar equipamentos de uma empresa coreana, ou fazer parceria com ela, já que a Delta não tinha tecnologia nessa área.

Outro diretor da empresa que teve a prisão decretada, Heraldo Puccini, não havia sido localizado pela polícia até a conclusão desta edição.

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