Hoje não quero falar de política. Vou ensinar uma receita italiana

pizzaDepois de ver Lula se comparando a Tiradentes, Jesus Cristo, JK e Getúlio acordei com vontade de escrever sobre outra coisa que não política. Porque ninguém merece perder tempo com tanta verborragia, com tanta falta de humildade. Maior ícone da política contemporânea, Lula construiu uma narrativa digna dos grotões. Decidi que não iria me ocupar disso.

Hoje quero falar de gastronomia. Para poupar seu tempo e a sua dignidade. Afinal, legumes, peixes e temperos cheiram muito melhor e dão muito menos trabalho do que a falastronice de certos políticos. Especialmente daqueles que se julgam melhores do que os garotos dos concursos, que cultivam a antiintelectualidade como um valor e que acham que os políticos são honestos porque renovam seu “emprego” a cada eleição.

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Ministros dizem que tribunal deve aceitar prova colhida por CPI

FELIPE SELIGMAN, FLAVIO FERREIRA, MARCIO FALCÃO E RUBENS VALENTE

Quatro ministros do Supremo Tribunal Federal disseram ontem à Folha que consideram as provas colhidas na CPI dos Correios válidas no julgamento do mensalão, contrariando uma tese dos advogados dos réus que gera grande controvérsia entre os 11 integrantes do STF.

Os advogados argumentaram nos últimos dias no plenário do Supremo que provas obtidas pela CPI não podem ser usadas contra seus clientes porque foram colhidas fora do processo judicial, sem que eles tivessem condições de se defender como no STF.

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Antônio Fernando: “há provas para condenar os réus do Mensalão”

Era junho de 2005. Um ano depois, o cearense que começou como estagiário no Ministério Público do Paraná assinou a principal acusação contra a gestão petista e denunciou os 40 do mensalão. Hoje, aos 63 anos e dedicado ao escritório de advocacia em Brasília, é taxativo: “Minha expectativa é que haja elementos para condenar pelo menos os principais réus”. O ex-procurador diz que o esquema não era só pagamento de mesada: incluía uma rede para cometer vários crimes — peculato, corrupção ativa, corrupção passiva. Antonio Fernando evitou comentar a situação do ministro Dias Toffoli. Em 2007, a namorada dele, Roberta Gurgel, fez sustentação oral para um dos réus no STF. O ex-procurador explica, em tese: “O marido não pode decidir causas em que a esposa tenha sido advogada ou parte.” E defende que o MPF pode pedir impedimento de um magistrado nessa situação.

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A palavra de quem entende: Osmar Serraglio lista 12 provas do Mensalão

O relator da CPI dos Correios (2005-2006), deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR), foi à tribuna da Câmara nesta quarta-feira (13) para enumerar o que chamou de “a dúzia de provas” da participação do ex-ministro da Casa Civil, José Dirceu (PT-SP), no esquema do mensalão.

A CPI relatada por Serraglio investigou o esquema entre 2005 e 2006 e sugeriu o indiciamento de Dirceu, dentre outros parlamentares.

Serraglio disse estar “farto da alegação de que o mensalão é fantasia”. A gota d’água, segundo ele, foi um artigo assinado pelo produtor de cinema Luiz Carlos Barreto, publicado ontem na *Folha”, sob o “Por qué no lo matan?”, que faz a defesa de Dirceu.

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