Blog do Pannunzio

Polí­tica, economia, cultura segundo o jornalista Fábio Pannunzio

Archive for the tag “PSDB”

Por Perillo, PSDB se equipara ao PT

As enroladas transações envolvendo um imóvel, pagamentos triangulares e malas de dinheiro expuseram as entranhas de um sistema de corrupção introjetado na máquina goiana. O protagonismo do governador Marconi Perillo parece agora indelével. Quanto mais tenta explicar a transação envolvendo a venda de sua casa, mais complicado fica entender o negócio sem enveredar por suspeitas mais do que bem fundamentadas de que ali houve corrupcão.

A CPI do Cachoeira pegou Perillo. É evidente demais que os tucanos não percebam que perderam a primeira batalha na guerra de morte congressual. O bicheiro nomeava gente no governo, mantinha em seu bolso boa parte dos oficiais da PM, tinha influência inequívoca na corte goiana.

E fazia negócios com o próprio governador — dissimulados por uma teia de fantasmas e laranjas voluntariosos.

Ao invés de assumir a derrota e entregar os anéis de Perillo, o PSDB adotou a mesma estratégia que os petistas usam para defender o indefensável: negar o óbvio. Assim como o PT nega o Mensalão (negaria o Holocausto por José Dirceu se fosso preciso), agora é o PSDB, acuado, que aparece na cena para tentar salvaguardar uma posição perdida no tabuleiro da política nacional.

Ao espernear, o PSDB confere a Lula uma vitória com sabor de goleada. Primeiro porque a CPI parece ter cumprido uma de suas tarefas: a de rifar Marconi Perillo, a quem o chefão petista não perdoa por ter dito publicamente que o ex-presidente sabia do Mensalão.

Segundo, por igualar no fosso moral as duas legendas.

Para sempre, vai ficar a possibilidade do bordão ensaiado “Vossa Excelência não moral para falar de nós”.

E não tem mesmo!

PT e PSDB: nada a ver com você

Por Francisco Câmpera

Fala-se muito das diferenças dos principais partidos brasileiros, o PT e o PSDB, mas comenta-se pouco sobre as semelhanças. Começa da origem de cada um. Os seus supremos líderes lutaram contra a ditadura militar. Lula liderando as greves das indústrias no ABC e Mário Covas e Franco Montoro, já falecidos, juntos com Fernando Henrique Cardoso marcaram trincheira no PMDB. Lula criou o PT e o trio lançou o PSDB. O projeto de ambos era chegar ao poder.

Os tucanos foram mais ágeis e espertos, os líderes eram mais experientes e pragmáticos. Covas procurou se diferenciar em 1989, quando era candidato à presidente, com o discurso intitulado “Choque do Capitalismo”. O objetivo era conquistar a classe média e afastar a imagem de esquerdista que ele tinha. Lula fez o mesmo com a “Carta Aberta aos brasileiros”, divulgada antes das vitoriosas eleições de 2002.

Os dois partidos tiveram sucesso ao chegar ao topo do poder. FHC consolidou o Real; organizou o Estado ao criar leis como a de Responsabilidade Fiscal; modernizou órgãos vitais como a Receita Federal, cada vez mais eficiente para arrecadar os altos impostos. Apesar das polêmicas privatizações, mais parecidas com doações, a economia ficou mais forte e dinâmica. E por fim criou os programas sociais que depois mudaram de nome no governo Lula, como o Bolsa Família. Lula não ficou para trás, pelo contrário, o sucesso foi ainda maior. Primeiro teve a coragem de dar continuidade à linha econômica, contra tudo o pregava antes, assim como FHC pediu para esquecer o que escreveu. Na área social reduziu a pobreza a tal ponto de ser reconhecido internacionalmente por entidades importantes como a ONU.

Se nos méritos os partidos se diferenciam mais em relação às prioridades, aproximam-se nos vícios do poder. Cada um tem a presunção da verdade e não gostam de ser criticados, algo tão natural e saudável na democracia. Quando isso acontece, costumam atacar a imprensa e instituições que ousam apontar os defeitos.

O pior e que não difere um milímetro um do outro são os financiamentos de campanha. Nisso eles são igualzinhos, idem, cara-metade, espelho, alma gêmea…Basta ver a declaração de doações das campanhas. Os principais financiadores são idênticos, destacando-se os bancos, construtoras, e grandes empresas que têm negócios com o Estado. Vejam que as mega empreiteiras nunca foram colocadas para fora das obras do governo quando explodiram escandâlos, mas a novata Delta logo foi defenestrada. O lastro político dela é menor do que as demais. A cara de pau da CPI do Cachoeira foi tão grande que dono da Delta sequer foi convocado. A CPI malogrou porque bateu à porta de vários partidos.

A semelhança entre o PT e PSDB é tanta que até as maracutaias se parecem. Os programas para salvar os bancos de ambos governos são nebulosos. Os petistas atacaram o Proer de FHC, que gastou bilhões para salvar os bancos.

Agora sob a gestão petista a salvação dos bancos ficou mais sofisticada; está acontecendo por meio do FGC – O Fundo Garantidor de Crédito, sob o argumento que o dinheiro vem de um fundo administrado pelos bancos privados. Assim o Panamericano e outros bancos pequenos e médios foram socorridos pelo fundo, como o Matone, comprado por outro banco; o Original, pertencente ao JBS, que por sua vez recebeu dinheiro do BNDES, para virar líder global no ramo frigorífico. No mercado financeiro afirma-se abertamente que estes bancos não valem nem a metade do valor que foram vendidos com respaldo do FGC e do governo.

Nunca na história deste país” os banqueiros lucraram tanto, portanto, o FGC não iria contrariar os “cabeças” desta solução mágica. Quando os detalhes desta nebulosa história vierem à tona, talvez o PROER vai virar fichinha.

Os petistas respondem pelo mensalão, assim como os tucanos têm o seu em Minas, inexplicável do mesmo jeito. No governo FHC também houve a comprovação da compra de votos para o Congresso aprovar a reeleição. Na época a Folha contou o que aconteceu, numa premiada reportagem do jornalista Fernando Rodrigues, mas o PSDB até hoje não deu explicações convincentes. FHC assim como Lula não sabia de nada.

As alianças dos nobres tucanos sociais-democratas (como gostam de ser chamados) e os revolucionários petistas (eles adoram este rótulo) também são difíceis de convencer. Basta dizer que o PFL velho de guerra e de escândalos continua firme com o PSDB e até o Maluf conseguiu fazer Lula malufar.

Idiotas somos nós que ainda discutimos quem é melhor: petistas ou tucanos. Não se trata apenas do jogo eleitoral para levantar recursos. A questão é grana, o dinheiro não tem partido! Os nobres se aproveitam deste jogo para enriquecer e assim atrasam o progresso do Brasil e promovem a miséria de milhões de pessoas. Com tanta corrupção o país nunca vai se tornar uma verdadeira potência.

Os tucanos e petistas decentes que ainda restam deveriam sim se unir, porque apesar dos defeitos, os dois partidos talvez sejam os menos piores. Separados eles dependem do partidecos de aluguel, de Malufes da vida, e o mostrengo Frankestein do PMDB, sigla que reúne feudos onde ninguém manda e todos querem ganhar. Mas isso parece impossível porque os dois partidos disputam o mesmo espaço de poder. Como se vê, PT e PSDB têm tudo a ver, mas nada a ver com você eleitor.

Francisco Câmpera, jornalista, trabalha na Tv Band

Maluf ameaça deixar Serra e se aliar a PT

DANIELA LIMA E VERA MAGALHÃES

Irritado com o PSDB, o deputado Paulo Maluf (PP-SP) ameaça abandonar as negociações por uma aliança com o candidato dos tucanos à Prefeitura de São Paulo, José Serra, e embarcar na campanha do principal adversário dele na eleição municipal, o petista Fernando Haddad.

O apoio do PP a Serra era dado como certo, mas as relações do PSDB com o PP azedaram e Maluf decidiu intensificar contatos com a campanha petista.

O PP é dono quarto maior tempo de propaganda no rádio e na TV, com cerca de 1min30. Esse é o maior cacife do partido. Sua adesão renderá ao PT ou ao PSDB a hegemonia na propaganda eleitoral, objeto de desejo das duas siglas.

As negociações com os tucanos travaram em dois pontos: Maluf, que foi atraído para o PSDB pelo governador Geraldo Alckmin exige mais espaço no governo estadual.

Ele já controla a CDHU, a companhia de Habitação do Estado, mas passou a exigir há cerca de um mês a troca do comando da Secretaria de Habitação, órgão ao qual a estatal é subordinada.

Maluf trava uma batalha com o chefe da pasta, o secretário Silvio Torres, que o pepista acusa de ter cerceado os seu indicado na CDHU.

Alckmin havia prometido solucionar o impasse na pasta após as eleições. O governador conversou ontem com o pepista, antes de viajar para os Estados Unidos, para acalmá-lo. Serra prometeu ao PP a Secretaria Municipal de Habitação e a Cohab.

O outro ponto de atrito é a exigência de uma aliança na chapa de vereadores. O PP quer a coligação, mas, a contragosto de Serra, parte da direção do PSDB resiste à ideia (leia mais abaixo).

Insatisfeito, Maluf procurou o PT. Seu principal interlocutor em São Paulo, Jesse Ribeiro, esteve com Haddad e ouviu do petista uma promessa de participação na Secretaria Municipal de Habitação, caso seja eleito.

Os petistas também teriam acenado com mais cargos para o deputado no Ministério das Cidades, que já é comandado pelo PP.

Com duas propostas, Maluf emitiu sinais dúbios. Anteontem, em encontro com o vice-presidente da República, Michel Temer, teria acenado fechar com Haddad.

Já aos tucanos, disse que, com Luiza Erundina (PSB) na vice de Haddad, o acerto com o PT estava descartado.

À Folha Maluf disse que o PP não tomou decisão e que só anunciará o aliado na segunda. “Não fui visitar o Lula no hospital, como chegaram a dizer. Não falei com ele nos últimos dias”, afirmou.

Ribeiro endossou a versão, mas atacou o PSDB. “O compromisso com o Alckmin é 2014. Em 2012 estamos livres. O PSDB nos tratou como sublegenda, como se tudo já estivesse acertado.”

Colaborou DIÓGENES CAMPANHA de São Paulo

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Maluf ameaça deixar Serra e se aliar a PT – 15/06/2012.

Tucanos recorrem à base do governo para blindar Perillo na CPI

CATIA SEABRA

Preocupado com o impacto na imagem do partido, o PSDB recorreu à base do governo Dilma na tentativa de blindar o governador de Goiás, Marconi Perillo, amanhã em seu depoimento à CPI do Cachoeira. Após acenar com um pacto de não agressão ao PT, que na quarta terá o governador Agnelo Queiroz (DF) na comissão, o tucanato apelou para o PMDB.

Ainda sem sinal de acordo entre os dois, PT e PSDB buscam munição para um confronto. Segundo integrantes da CPI, apesar de dividido sobre sua atuação, o PT tende a ir para o ataque. Assessores do relator, Odair Cunha (MG), se dedicavam à coleta de material contra Perillo.

O tucano Fernando Francischini (PR), por sua vez, passou o feriado em Brasília para se preparar para o depoimento de Agnelo. Os dois partidos só baterão o martelo sobre a estratégia na tarde de hoje. Qualquer que seja o desfecho, não há como conter todos os membros da CPI.

Já o PMDB tende a concordar com a adoção de um tom leve, mesmo tendo que controlar deputados que têm Agnelo e Perillo como desafetos.

“Estou fora do país para escapar de telefonemas. Mas tentarei ser justo”, disse Luiz Pitiman (PMDB-DF), que foi exonerado por Agnelo.

Com participação do senador Aécio Neves (PSDB), o senador Cássio Cunha Lima e o líder do PSDB na Câmara, Bruno Araújo, atuaram na operação para a blindagem de Perillo, que vai procurar membros da CPI hoje. “Queremos um ambiente de civilidade”, disse Cunha Lima.

No PT, o deputado Cândido Vacarezza é um dos que defendem que a investigação se restrinja à organização criminosa. “Perillo comprou a casa com o dinheiro do Cachoeira? Se sim, a CPI deve investigar. Se não, não é problema nosso”, disse ele, reconhecendo que o clima deverá ser de polarização.

A voracidade do PT pode aumentar caso Perillo se apresente como alvo de revanche do PT por causa do mensalão. “Ele vai querer usar o mensalão politicamente. E o PT vai perguntar tudo que está no inquérito”, avisou o vice-presidente da CPI, Paulo Teixeira (PT).

Além de denúncias contra Perillo, o PT trabalhará para limitar o depoimento de Agnelo aos temas da CPI, poupando-o de questões sobre a Anvisa. “Poucos se dedicaram à passagem dele pela Anvisa. Daí podem sair surpresas”, ameaça Francischini.

Advogado de Agnelo, Luís Carlos Alcoforado diz que “não há possibilidade de o governador recorrer ao direito de ficar em silêncio”.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Tucanos recorrem à base do governo para blindar Perillo na CPI – 11/06/2012.

Partido atingido por expurgo no governo Dilma apoiará Serra

DANIELA LIMA E PAULO GAMA

Alvo do expurgo feito pela presidente Dilma Rousseff no Ministério dos Transportes no ano passado, o PR formalizou ontem o apoio à candidatura de José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo nas eleições deste ano.

A aliança impõe uma derrota significativa ao PT, que ainda não assegurou o apoio de nenhum partido para a candidatura do ex-ministro da Educação Fernando Haddad e queria o PR a seu lado.

O apoio do partido dará a Serra cerca de um minuto e meio na propaganda eleitoral, garantindo aos tucanos um bloco de tempo maior do que o de Haddad, que Serra vê como principal adversário.

Com o apoio de DEM, PV, PSD, PR e PP, que anunciará a aliança ao PSDB na semana que vem, o tucano terá cerca de oito minutos no horário eleitoral gratuito.

Em 2010, o PR fez campanha para a presidente Dilma Rousseff e apoiou o PT em São Paulo, elegendo como suplente da senadora Marta Suplicy (PT-SP) o vereador Antonio Carlos Rodrigues.

As relações com os petistas azedaram depois que o partido virou o principal alvo da faxina promovida por Dilma no ano passado, quando a cúpula do Ministério dos Transportes foi afastada.

O senador Alfredo Nascimento (PR-AM), demitido do cargo de ministro por Dilma, foi um dos principais entusiastas da aliança com Serra nas conversas com o PSDB.

Para negociar com o partido, ele escalou o deputado Valdemar Costa Neto, que manda no PR paulista e é réu na ação do mensalão, que deve ser julgada neste ano.

Do lado tucano, os responsáveis pelos contatos foram o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), principal articulador de Serra, e o prefeito Gilberto Kassab (PSD).

Serra e o governador Geraldo Alckmin prometeram que, se o tucano vencer a eleição, dará “espaço” ao PR na administração municipal. Kassab ofereceu uma vaga no Tribunal de Contas do Município para Antonio Carlos Rodrigues em troca do apoio.

Alckmin prometeu apoio a candidatos do PR na região de Mogi das Cruzes, reduto de Costa Neto, e recursos para projetos do único deputado estadual da sigla em São Paulo, André do Prado.

O apoio a Serra foi oficializado em cerimônia de menos de 30 minutos, com Nascimento, Alckmin e Kassab. Costa Neto não apareceu. Alckmin saiu antes do fim.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Partido atingido por expurgo no governo Dilma apoiará Serra – 05/06/2012.

Pagot, segundo Geraldo Alckmin e o PSDB: calúnias

Nota divulgada pelo PSDB repudiando as denúncias de Pagot à Isto É:

A matéria da Istoé é caluniosa. As campanhas eleitorais do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin, sempre contaram com doações declaradas à Justiça Eleitoral. O governador não foi procurado pela revista, ao contrário de um grupo seleto de personagens nela citados. Com esse procedimento abominável, a Istoé deixou que prosperassem mentiras ditas pelo Sr. Luiz Antônio Pagot baseadas em algo que ele teria ouvido de um “procurador de empreiteira” cujo nome ele nem menciona.”

 

 

Pagot na Isto É: uma vela para o PT, outra para o caixa-dois do PSDB

Desde o início do ano, o ex-diretor do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNIT) Luiz Antonio Pagot tem prestado consultoria em projetos de navegação fluvial. Os negócios vão bem, mas a incursão no setor privado ainda não foi suficiente para apagar a mágoa que guarda pela maneira como deixou o governo, no rastro do escândalo de corrupção no Ministério dos Transportes. Casado, pai de uma filha, o economista, que é oficial reformado da Marinha, considera-se um técnico competente, de confiança, e diz que nutria pelo governo uma fidelidade quase canina.

Mas a demissão, que classifica como “traição mortal”, alimenta agora um sentimento de vingança. E motivou Pagot, nos últimos dois meses, a fazer uma série de depoimentos à ISTOÉ. Em três encontros com a reportagem num hotel em Brasília, todos gravados, Pagot contou detalhes sobre a forma como, no exercício do cargo, foi pressionado pelo governo de José Serra a aprovar aditivos ilegais ao trecho sul do Rodoanel. A obra, segundo ele, serviu para abastecer o caixa 2 da campanha de José Serra à Presidência da República em 2010.

“Veio procurador de empreiteira me avisar: ‘Você tem que se prevenir, tem 8% entrando lá.’ Era 60% para o Serra, 20% para o Kassab e 20% para o Alckmin”, disse Pagot. Nas conversas com ISTOÉ, Pagot também afirmou ter ouvido do senador Demóstenes Torres um pedido para que o ajudasse a pagar dívidas de campanha com a Delta com a entrega de obras para a construtora.

Mas nem o aditivo de R$ 260 milhões para o trecho sul do Rodoanel foi liberado pelo DNIT – embora tenha sido pago pelo governo de São Paulo – nem o favor a Demóstenes foi prestado, segundo Pagot. Porém, ele não resistiu ao receber uma missão do comitê de campanha do PT durante as eleições de 2010. Pagot disse que, quando ocupava a diretoria do órgão que administrava bilhões em obras públicas em todo o País, recebeu do tesoureiro da campanha do PT, deputado José De Filippi (SP), um pedido para arrecadar recursos junto às empreiteiras.

“Cada um doou o que quis. Algumas enviavam cópia do boleto para mim e eu remetia para o Filippi. Outras diziam ‘depositamos’”, afirmou. As doações, no entanto, teriam sido feitas pelas vias legais, de acordo com o ex-diretor do DNIT.

Os segredos que Pagot guardava até agora ajudam a explicar por que a CPI do Cachoeira adiou deliberadamente sua convocação. Ele diz que está pronto para falar tudo e desafia: “Duvido que me chamem. Muitos ali têm medo do que posso contar.” Nas entrevistas à ISTOÉ Pagot forneceu detalhes dos encontros com o tesoureiro do PT, José De Filippi.

Ele contou que, em meados de 2010, foi chamado ao QG petista, no Lago Sul, onde foi apresentado a Filippi, que lhe pediu ajuda para passar o chapéu entre as empreiteiras. Dias depois, revelou, os dois voltaram a se reunir no DNIT, onde Pagot lhe apresentou uma lista com cerca de 40 empreiteiras médias e grandes que tinham contrato com o órgão. Ao analisar hoje a prestação de contas da campanha, Pagot identifica ao menos 15 empresas que abasteceram a campanha do PT a pedido seu: Carioca Engenharia, Concremat, Construcap, Barbosa Mello, Ferreira Guedes, Triunfo, CR Almeida, Egesa, Fidens, Trier, Via Engenharia, Central do Brasil, Lorentz, Sath Construções e STE Engenharia. Elas doaram cerca de R$ 10 milhões, segundo a prestação de contas apresentada pelo PT ao TSE. Filippi disse à ISTOÉ que realmente foi apresentado a Pagot no comitê da campanha durante o primeiro turno da eleição. “Mas a conversa tratou da proposta de Pagot de a campanha receber três aviões do Blairo Maggi”, disse Filippi, que negou ter recebido boletos de depósitos. “Num segundo encontro, depois da eleição de Dilma, ficou acertado que Pagot buscaria recursos para saldar dívidas da campanha eleitoral”, admite Filippi.

Com os tucanos paulistas foi diferente. Os pedidos eram para um caixa 2 e ele se recusou a atendê-los. Pagot contou à ISTOÉ que recebeu pressões para liberar R$ 264 milhões em aditivos para a conclusão do trecho sul do Rodoanel. Segundo ele, em meados de 2009, o então diretor da Dersa, empresa paulista responsável pelas estradas, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, solicitou uma audiência no DNIT. Levou assessores, engenheiros e um procurador para tentar convencer Pagot a liberar a quantia. Até então, a obra tinha consumido R$ 3,6 bilhões, sendo R$ 1,2 bilhão em repasses da União. Acompanhado do diretor de Infraestrutura Rodoviária, Hideraldo Caron, Pagot disse que o governo não devia mais nada à Dersa. Quarenta dias depois, houve nova reunião, no Palácio dos Bandeirantes, na qual tentaram recolher sua assinatura num Termo de Ajuste de Conduta (TAC), apresentado pelo Ministério Público Federal. “A partir daí começaram as pressões”, diz Pagot. Ele diz que recebia telefonemas constantes, não só de Paulo Preto, mas do deputado Valdemar Costa Neto (PR/SP), do ministro Alfredo Nascimento e de seu secretário-executivo, hoje ministro Paulo Sérgio Passos. O caso foi parar no TCU, que autorizou a Dersa a assinar o TAC, condicionando novos aditivos à autorização prévia do tribunal e do MP. Pagot recorreu à AGU, que em parecer, ao qual ISTOÉ teve acesso, o liberou de assinar o documento.

Em meados de 2010, almoçando uma dobradinha no tradicional restaurante Francisco, em Brasília, o procurador de uma empreiteira adicionou para Pagot um elemento novo à já suspeita equação do Rodoanel. O interlocutor, segundo o ex-diretor do DNIT, revelou que no convênio haveria um percentual para abastecer a campanha de Serra. “Aquele convênio tinha um percentual ali que era para a campanha. Todos os empreiteiros do Brasil sabiam que essa obra financiava a campanha do Serra”, disse. Consulta ao TSE mostra que o comitê de Serra e do PSDB receberam das empreiteiras que atuaram no trecho sul do Rodoanel quase R$ 40 milhões, em cifras oficiais. O representante de uma empreiteira que participou do Rodoanel confirmou à ISTOÉ que manteve contatos com Pagot reivindicando o aditivo.

Questionado por ISTOÉ, Valdemar Costa Neto confirmou os contatos. Disse que atua “junto à administração pública em favor da liberação de recursos para investimentos que beneficiem” sua região. Nascimento, por sua vez, admitiu ter sido procurado por dirigentes do governo de São Paulo para discutir o aditivo, mas garante que refutou o pedido. Passos negou qualquer pressão.

A metralhadora giratória acionada por Pagot também atinge a ministra das Relações Institucionais, Ideli Salvatti. Ele diz que, em 2010, quando Ideli era candidata ao governo de Santa Catarina, ela pediu uma audiência no DNIT para tratar de três convênios do órgão no Estado, e, ao final do encontro, solicitou que a ajudasse também na arrecadação de recursos. “Ela queria que eu chamasse as empreiteiras e pedisse para pôr dinheiro na campanha dela”, afirma. Como se negou a ajudá-la, Pagot acha que Ideli ficou ressentida e passou a miná-lo quando chegou ao Planalto. Por meio de nota, Ideli negou que tenha recorrido a Pagot para solicitar recursos.

Mas as pressões em cima do diretor do DNIT não vinham apenas do PT e do PSDB. Outra confissão de Pagot diz respeito a um jantar que teve com Demóstenes (ex-DEM) e a cúpula da construtora Delta no ano passado. Ao final do encontro, Demóstenes teria chamado Pagot para uma conversa privada, num cômodo de sua casa. Na conversa, Demóstenes disse que estava com dívidas com a Delta e que precisava “carimbar alguma obra para poder retribuir o favor” que a construtora fez para ele na campanha. Como se vê, o DNIT era um tesouro cobiçado por muita gente.

PSDB quer interpelar Lula sobre cerco ao STF

O PSDB estuda formas de interpelar o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que vem, diretamente ou com ajuda de interlocutores, cobrando de ministros do Supremo Tribunal Federal o adiamento do julgamento dos acusados de envolvimento no escândalo do mensalão – que colocará no banco dos réus figuras de destaque do PT. Setores do partido discutem se a melhor formar de inquirir o petista é na Justiça ou convocando-o para depoir na CPI do Cachoeira. A estratégia será definida nesta segunda-feira, véspera da sessão da CPI em que pode ser decidida a convocação do governador de Goiás Marconi Perillo (PSDB).

A ofensiva de Lula foi revelada por reportagem de VEJA publicada neste fim de semana. Em um dos episódios, Lula abordou diretamente o ministro do STF Gilmar Mendes. Em um encontro em Brasília, ocorrido no escritório do ex-ministro de governo e também do Supremo Nelson Jobim, Lula afirmou a Mendes que detém o controlo político da CPI e, em seguida, propôs um acordo: o adiamento do julgamento do mensalão para 2013 em troca da blindagem do ministro na CPI.

O ex-presidente insinuou que o ministro do Supremo teria viajado para a Alemanha com o senador Demóstenes Torres, cujas ligações com o contraventor Carlos Cachoeira são notórias, às custas do bicheiro. O ministro confirmou a realização da viagem, mas disse que bancou as despesas com dinheiro próprio e que tem como provar isso. “Vou a Berlim como você vai a São Bernando. Minha filha mora lá”, disse Mendes a Lula. Por fim, o ministro diz à reportagem de VEJA: “Fiquei perplexo com o comportamento e as insinuações despropositadas do presidente Lula.”

À luz da reportagem, o senador Álvaro Dias (PSDB-PR) classificou, neste domingo, como graves as denúncias contra Lula. “Até amanhã (segunda-feira) a gente troca ideias sobre qual vai ser o procedimento. O que houve foi uma afronta a duas instituições: o Congresso e o Judiciário.”

Integrante da CPI, o deputado Fernando Francischini (PSDB-PR) disse ter conversado com o líder do partido na Câmara, Bruno Araújo (PE), que lhe deu aval para defender a convocação de Lula na CPI. Nesta segunda-feira, a bancada tucana na Casa se reúne para fechar uma estratégia para o caso.

“A denúncia é gravíssima: um ex-presidente dizer que manda na CPI e usar isso para chantagear um ministro do Supremo”, disse Francischini. “Se é mentira, o Lula tem de vir a público se explicar. É quase impossível um encontro fortuito entre duas autoridades desse porte”, acrescentou.

O PT costura com partidos aliados um acordo para a convocação de Perillo e, possivelmente, do governador de Tocantins, Siqueira Campos, outro tucano citado nos grampos da PF. Um depoimento de Agnelo Queiroz (PT-DF) também pode ser aprovado, embora a oposição não tenha votos suficientes.

Beba na fonte: PSDB quer interpelar Lula sobre cerco ao STF – Brasil – Notícia – VEJA.com.

Todos querem Maluf

No Blog da Júlia Duailib

Dono do quarto maior tempo de TV no horário eleitoral gratuito, o PP passou a ser cortejado por petistas e tucanos. O líder do partido no Estado, deputado Paulo Maluf, foi procurado há cerca de um mês tanto pelo pré-candidato do PSDB, José Serra, quanto pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão, que esteve na casa de Maluf, no Jardim Europa, com outros dois petistas.
Os tucanos já dão como certo o apoio de Maluf a Serra. Nas tratativas, uma das sinalizações feitas pelos tucanos foi a Secretaria da Habitação (com a Cohab junto). Ontem, em jantar na casa do deputado Fabio Ramalho (PV-MG), vizinho de Maluf em Brasília, o líder do PT na Câmara, Jilmar Tatto, e os deputados Cândido Vaccarezza e Carlos Zarattini voltaram a insistir na aliança com o PT.
O PP pretende anunciar a decisão em 15 de junho.

Beba na fonte: Todos querem Maluf – Julia Duailibi – Estadao.com.br.

Ministério Público Eleitoral defende cassação do mandato de Gabriel Chalita

A ameaça de cassação por infidelidade partidária do mandato do deputado federal Gabriel Chalita (PMDB-SP), pré-candidato à prefeitura de São Paulo, ganhou força com o parecer do Ministério Público Eleitoral encaminhado na sexta-feira, 11, ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

 

Chalita se desfiliou do PSB em maio de 2011 alegando ter sofrido ‘grave discriminação pessoal’
A vice-procuradora-geral-eleitoral, Sandra Cureau, afirmou que Chalita deixou o PSB sem uma causa justa para se filiar ao PMDB, ao contrário do que alegaram o deputado e o PMDB em defesa encaminhada ao TSE. No parecer, Cureau defende que Chalita perca o mandato. Na vaga, assumiria o autor do pedido ao TSE, Marco Aurélio Ubiali, primeiro suplente do PSB.

“Os elementos de convicção presentes nos autos permitem inferir que o desligamento do requerido do PSB atendeu, em verdade, a motivações de ordem pessoal, ligadas às suas próprias aspirações políticas e não à existência de grave discriminação pessoal”, afirmou a procuradora no parecer. “Entendo que não resta comprovada a ocorrência de grave discriminação pessoal e, portanto, a exigência de justa causa para desfiliação partidária”, acrescentou.

Chalita se desfiliou do PSB em maio de 2011 e se filiou em seguida ao PMDB. O pré-candidato afirmou, em sua defesa, ter sofrido “grave discriminação pessoal”, o que justificaria sua desfiliação e impediria sua cassação por infidelidade. Provas da perseguição seriam os fatos de não ter apoio da legenda para se candidatar ao Senado em 2010, não ter sido escolhido líder do PSB na Câmara ou presidente de uma comissão da Casa, cujo comando caberia à legenda.

Chalita alegou ainda que teve votação expressiva nas eleições e não precisou dos votos do partido para se eleger. Por isso, não teria traído o PSB ao se desfiliar. Para ele, a regra da infidelidade partidária “não deve se aplicar aos candidatos cuja votação foi superior ao quociente eleitoral”. Alegou ainda o deputado que o PSB, que teria sido prejudicado, não pediu ao TSE o mandato de volta. Portanto, afirmou, não poderia o primeiro suplente do PSB fazê-lo.

O PMDB, em defesa de Chalita, afirmou que o deputado “teve a sua dignidade humana vilipendiada pelo partido anterior (PSB)” e foi “vítima de uma verdadeira conspiração”. De acordo com a legenda, Chalita foi “descartado sem pudor” pelo PSB.

Beba na fonte: Ministério Público Eleitoral defende cassação do mandato de Gabriel Chalita – politica – politica – Estadão.

Tucanos somem de palanque da Força em SP

Após o convite ao pedetista Brizola Neto para assumir o Ministério do Trabalho, os principais líderes do PSDB faltaram ontem à festa de Primeiro de Maio da Força Sindical, presidida pelo deputado Paulo Pereira da Silva, o Paulinho (PDT-SP).

Presentes no ano passado, o governador Geraldo Alckmin e o senador mineiro Aécio Neves não apareceram. O pré-candidato a prefeito José Serra se recupera de uma cirurgia dentária e já havia informado que não iria ao ato.

Na ausência dos tucanos, o palanque foi ocupado por petistas como o ministro Gilberto Carvalho (Secretaria-Geral) e o pré-candidato do partido a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad.

Os dois aproveitaram para cortejar Paulinho, que também é pré-candidato a prefeito e foi o principal padrinho da indicação de Brizola Neto, contra a vontade do ex-ministro Carlos Lupi.

Haddad usou o ato para tentar se aproximar dos pedetistas. Na saída, disse que suas conversas com Paulinho são “muito frequentes” e indicou que conta com seu apoio num eventual segundo turno contra Serra.

“O PDT está com estratégia de lançar candidato próprio, mas nossa interlocução é permanente”, afirmou. “O partido apoiou muito o Ministério da Educação na minha gestão. Provavelmente teremos uma eleição em dois turnos, e é bom manter os canais de comunicação desobstruídos.”

Mais tarde, na festa da CUT, Haddad também fez elogios a Brizola Neto. “É um querido amigo. Ele me ajudou muito quando eu era ministro”, disse.

Para dirigentes do PT, a escolha do novo ministro facilita uma aliança com o PDT no segundo turno. O presidente da Força Sindical é desafeto de Serra, o que também contribuiria para o apoio de seu partido a Haddad.

via Folha de S.Paulo – Poder – Tucanos somem de palanque da Força em SP – 02/05/2012.

Planalto articula fim de aliança PT-PSDB em Belo Horizonte

Por orientação do Palácio do Planalto e de aliados do tucano Aécio Neves, o triângulo PT-PSB-PSDB em apoio ao prefeito de Belo Horizonte, Márcio Lacerda (PSB), está à beira da implosão.

Até Lacerda reconhece: “Se fosse agora, 99% de impossibilidade [de reedição do acordo que o elegeu]. Mas, daqui a uns oito meses, a coisa toda pode mudar”, disse o prefeito, alegando que a precipitação do debate impõe risco à administração.

Sob a avaliação de que Aécio deve ser tratado como um adversário em potencial, integrantes do governo Dilma avisaram ao PSB que não apoiarão Lacerda no ano que vem caso o PSDB permaneça em sua base.

“O PT nacional não quer o PSDB na aliança”, disse o presidente de honra do PT de BH, Aluisio Marques.

Apesar da pressão para que tentem recuperar a prefeitura, petistas até admitem reeditar a aliança de 2008, desde que o PSB se comprometa para a disputa de 2014.

“Temos que buscar uma aliança na capital, desde que o PSB entenda que estaremos juntos em 2014. Se não, seguiremos nosso caminho”, afirmou o deputado Odair Cunha (PT-MG).

via Folha de S.Paulo – Planalto articula fim de aliança PT-PSDB em Belo Horizonte – 26/02/2011.

Carvalho quer inquérito sobre gravação de conversa

Da Folha de São Paulo

O chefe de gabinete do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, Gilberto Carvalho, defendeu ontem a abertura de investigação para averiguar a origem e o conteúdo de gravação divulgada no final de semana pela revista “Veja”.

Na gravação, de autoria, data e circunstâncias ainda desconhecidas, o atual secretário nacional de Justiça, Pedro Abramovay, reclama, com seu ex-colega no Ministério da Justiça Romeu Tuma Jr., sobre frequentes pedidos para confecção de dossiês.

Segundo a revista, Abramovay disse a Tuma Jr. que tais pedidos vinham de Carvalho e da ex-ministra da Casa Civil Dilma Rousseff.

Em nota, Abramovay negou anteontem ter falado sobre dossiês. Contudo, Tuma Jr. confirmou à Folha ter ouvido reclamações de Abramovay, embora tenha negado a autoria da gravação. Dilma também negou.

Carvalho disse que vai consultar a área jurídica do Palácio do Planalto sobre que providências poderão ser tomadas.

“Temos que ter uma investigação. Porque é grave que esse tipo de gravação tenha ocorrido e as pessoas falem essas coisas que não são verdadeiras”, afirmou Carvalho. A Polícia Federal não decidiu ainda se abrirá inquérito.

Carvalho negou ter feito “qualquer pedido” sobre dossiês e disse que “nunca conversou nem com Pedro nem com ninguém” sobre tal assunto. Disse que já tratou com Abramovay “sempre de assuntos institucionais”.

O perito criminal Ricardo Molina, que analisou os áudios a pedido da revista, disse ontem que não há sinais de montagem na gravação da conversa de Abramovay e Tuma Jr. (RUBENS VALENTE)

via Folha de S.Paulo – Carvalho quer inquérito sobre gravação de conversa – 25/10/2010.

Jornalista depõe à PF sobre quebra de sigilo de tucanos

Da Folha de São Paulo

O jornalista Amaury Ribeiro Jr., ligado ao “grupo de inteligência” na fase da pré-campanha de Dilma Rousseff, prestará mais um depoimento à Polícia Federal hoje.

A PF investiga quem ordenou e pagou pela quebra ilegal do sigilo fiscal de dirigentes tucanos e familiares do candidato José Serra (PSDB).

Ribeiro Jr. admite ter pedido dados dessas pessoas, mas nega ter solicitado acesso a documentos sigilosos.

Todos os alvos do jornalista tiveram seus dados violados em duas agências da Receita Federal em São Paulo.

O despachante Dirceu Rodrigues Garcia declarou à polícia que o jornalista o contratou para obter informações fiscais sigilosas de familiares e aliados de Serra. Essas informações foram parar num dossiê que circulou na pré-campanha petista.

Garcia afirma ter recebido de Ribeiro Jr. R$ 12 mil em dinheiro em outubro de 2009. No mês passado, alega ter recebido mais R$ 5.000.

No último depoimento que concedeu à PF, o jornalista não esclareceu se recebeu ou não orientação para investigar tucanos. Ele apenas afirmou que iniciou a apuração porque soube que uma equipe liderada pelo deputado Marcelo Itagiba (PSDB-RJ), ligado a Serra, estaria reunindo munição contra o ex-governador Aécio Neves.

Nessa época, Aécio e Serra disputavam a indicação do partido para concorrer à Presidência da República.

VAZAMENTO

No último depoimento, Ribeiro Jr. atribuiu a uma ala do PT o vazamento do dados que coletou. Segundo ele, um setor do partido disputava o controle de contratos da área de comunicação.

O PT nega que a ordem para encomendar a quebra de sigilo tenha sido dada pela campanha, assim como refuta ter operado qualquer dossiê para atacar o adversário.

Embora o jornalista tenha negado que trabalhou para a campanha petista, ele participou de ao menos uma reunião da “equipe de inteligência” em 20 de abril deste ano, num restaurante de Brasília.

MESMA AGÊNCIA

Ele é amigo de Luiz Lanzetta, dono de uma empresa contratada na ocasião para administrar contratos de comunicação para a campanha de Dilma Rousseff.

A Lanza Comunicação tem conta na mesma agência bancária, em Brasília, onde foram feitos os depósitos no mês passado em nome do despachante Dirceu Garcia.

Agora, a PF quer identificar a origem do dinheiro pago ao despachante .

via Folha de S.Paulo – Jornalista depõe à PF sobre quebra de sigilo de tucanos – 25/10/2010.

Na terra do fumo, tucano tenta amenizar fama de antitabagista

GRACILIANO ROCHA, da Folha de São Paulo

Conhecido nacionalmente pelas restrições ao cigarro que patrocinou quando ministro da Saúde e governador de São Paulo, José Serra (PSDB) tenta amenizar a fama de antitabagista para ganhar o voto de agricultores do Rio Grande do Sul, maior produtor brasileiro de fumo.

Aliados do tucano estão fazendo circular uma carta em que o candidato promete assistência técnica e crédito para as lavouras de tabaco.

No Estado, responsável por cerca de metade da produção nacional, Dilma Rousseff (PT) venceu o primeiro turno por 47% dos votos válidos, contra 41% de Serra.

A vantagem da petista foi mais ampla nas regiões gaúchas que mais dependem economicamente do fumo.

Dilma superou Serra nas dez cidades que lideram a produção no Rio Grande do Sul e, em oito deles, com percentuais entre 56% e 81%. Em Venâncio Aires, campeã nacional da cultura, ela bateu o tucano por 67% a 23%.

Trata-se de uma inversão do resultado de 2006, quando o tucano Geraldo Alckmin prevaleceu sobre Lula em 9 dos 10 principais municípios fumageiros gaúchos.

A carta é um antídoto contra boatos de que Serra, se eleito, trabalharia para extinguir a produção de fumo.

“Minha luta contra os malefícios do cigarro são notórias, desde quando comandava o Ministério da Saúde. Jamais, porém, combati nem denegri o agricultor que luta, através da produção de fumo, para garantir o sustento de sua família”, diz Serra em trecho do documento.

“Em algumas cidades, a Dilma teve mais de 80% dos votos. Por isso pedimos que a carta fosse redigida”, afirma o deputado ruralista Luís Carlos Heinze (PP-RS).

O Brasil é o segundo maior produtor e o principal exportador mundial de fumo. O Sul concentra 90% da atividade.

via Folha de S.Paulo – Na terra do fumo, tucano tenta amenizar fama de antitabagista – 25/10/2010.

Ideal, antipetismo e ajuda de custo movem tucanos

LAURA CAPRIGLIONE, da Folha de São Paulo

O pink quase fosforescente, uniforme do grupo de 20 mulheres que aguardava a chegada de José Serra na porta de um hotel de Porto Alegre (RS), na última sexta-feira, só não chamava mais atenção do que a gritaria que elas promoviam -”Brasil Decente, Serra Presidente!”

Quando se cansavam, as militantes sacavam cópias de um artigo de jornal em que se lia: “Dilma Rousseff defende a legalização do aborto”, e começavam seu proselitismo: “Somos a favor da vida, e Dilma tem sido ambígua demais quando o assunto é aborto”, repetia a presidente da Ação da Mulher Progressista do Rio Grande do Sul, Ana Gorski Rodrigues.

O entusiasmo das Penélopes Charmosas gaúchas por José Serra não depende de ajudas de custo, quentinhas com almoço ou promessas de emprego. “É ideologia mesmo. É um ideal”, dizia a octogenária cor-de-rosa do boné ao tênis, só os imensos olhos azuis destoando.

“É por ideologia, sim, que estou aqui”, proclamava o segundo tenente reformado Adair Gonçalves, 60, gaúcho de Pelotas, ontem, na caminhada com Serra pelo calçadão de Copacabana, no Rio.

Gonçalves, membro de uma comunidade de militares na internet chamada “Brasil Acima de Tudo”, fez questão de levar para o ato duas “bombas”, como ele chamava duas folhinhas que exibia para todos em volta. Em uma, via-se imagem de Dilma supostamente fotografada ao lado de uma metralhadora.

A coordenação de campanha da candidata petista tachou a imagem de “fotomontagem grosseira” -”Mesmo no julgamento a que a ditadura a submeteu, ela não foi acusada de ter participado de nenhuma ação que envolvesse armas”, diz um blog antiboatos mantido pelo PT.

A outra “bomba” de Gonçalves era uma suposta certidão de nascimento lavrada na Bulgária, atestando que a candidata petista teria nascido naquele país. “Ela nem brasileira é”, pregava o militar reformado.

No calçadão de Copacabana, distribuíram-se 200 capacetes, desses de operários, que foram disputados a empurrões pelos serristas.

Os mesmos capacetes já haviam aparecido, na véspera, em um bairro popular de Campinas onde Serra fez campanha. “É para a gente se proteger das agressões petistas”, disse a psicóloga e escritora Ana Parreira, 58. “Pode vir coisa bem pior do que bolinhas de papel.” Não veio.

“Nós não queremos que o Brasil se transforme em uma Cuba ou em uma Venezuela”, discursava, risonha e confiante entre suas amigas, a administradora de empresas Maria Tavares, 65. O forte sotaque nordestino, ela não revelava de onde é. As amigas em tom de mistério diziam que Maria é uma celebridade da política alagoana refugiada há anos no Rio -mora ali, na área nobre da avenida Atlântica que assistiu à manifestação tucana.

O professor universitário de Direito João Francisco Sauwen Filho, 74, acompanhado pela também professora Regina Fiuza, 66, assim explicou seu apoio à candidatura Serra: “Cansei dessa cafajestocracia que dominou o Brasil.” Instado pela Folha a explicar seu ponto de vista, o docente completou: “Posso estar sendo um tanto heterodoxo, mas eu não acredito em nenhuma solução que não passe pelas elites. A solução que não passar [pelas elites] é meia-sola”, disse.

Entre tantos militantes “ideológicos”, ainda se vê, no meio das hostes serristas, o velho cabo eleitoral remunerado, aquele sujeito que, em troca de R$ 50, agita durante seis horas consecutivas as bandeiras do PSDB. Como Natália Antunes, 25, moradora de um conjunto residencial popular.

No sábado, Natália e um grupo de 60 outras jovens, faziam figuração em uma rápida visita de Serra à periferia de Campinas (SP).

Serra desceu da van, andou menos de 100 metros, cercado por um enxame de repórteres e fotógrafos, parou no estacionamento de uma lanchonete, deu uma entrevista coletiva em que detonou o PAC (Programa de Aceleração do Crescimento), peça-chave do programa do PT, entrou na van e sumiu.

“Foi rapidinho”, comemorou Jenifer Souza, 21, que receberá como se tivesse trabalhado seis horas. Natália vota em Serra, convicta. Suas amigas, não. São dilmistas que estão ali só por causa do dinheiro. Todas estão desempregadas. “Bandeirar é nossa atual profissão”, diz, aproveitando para pedir “uma vaguinha na Folha depois que a campanha acabar”.

via Folha de S.Paulo – Ideal, antipetismo e ajuda de custo movem tucanos – 25/10/2010.

Na reta final da disputa, petista e tucano focam Sudeste

Na reta final da campanha, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB) decidiram priorizar os mesmos Estados, a começar por São Paulo.

Os dois intensificarão agenda na Grande São Paulo: ele, para ampliar sua vantagem no Estado. Ela, para conter o crescimento do adversário em reduto tucano.

O comando da campanha de Serra mapeou cidades onde o desempenho do candidato está abaixo da média: além de São Paulo e Rio, Paraná e Rio Grande do Sul estão no roteiro da reta final. Ele fará duas visitas ao Nordeste: Bahia e Pernambuco.

Tucanos também apostam no acirramento da disputa no horário eleitoral e nas ruas. Para última semana, o comando da campanha reuniu munição contra Dilma, especialmente nas denúncias na área da Eletrobras.

O PSDB insistirá na tecla dos valores éticos e de que o PT ameaça a democracia. O ex-ministro José Dirceu continuará a estrelar o programa de Serra. O partido também espera um bom desempenho de Serra nos últimos debates -na Record, hoje às 23h, e na Globo, na sexta-feira.

Já a campanha petista deve prosseguir com críticas ao adversário, o tucano José Serra, focadas na TV, enquanto Dilma e Lula somarão forças em agendas “propositivas” separadas pelo Sudeste, Nordeste e Sul do país.

As críticas a José Serra, que marcaram a campanha petista em todo o segundo turno, em especial na TV e rádio, devem continuar no horário eleitoral gratuito.

O foco será a comparação de projetos e administrações de FHC e Lula. Há um esforço para evitar que a candidata à Presidência e, em especial, Lula, façam ataques a Serra em entrevistas, como ocorreu nos últimos dias.

Secretário-geral do PT, José Eduardo Cardozo diz: “Fazer críticas é inerente ao segundo turno”, quando é preciso comparar os projetos”. (CATIA SEABRA E ANA FLOR)

via Folha de S.Paulo – Na reta final da disputa, petista e tucano focam Sudeste – 25/10/2010.

Folha de S.Paulo – PSDB dispara 5 milhões de ligações de Aécio – 25/10/2010

NATUZA NERY, da Folha de São Paulo

Como última ofensiva para conquistar eleitores em Minas Gerais, uma gravação com a voz do senador eleito Aécio Neves (PSDB) pede, desde ontem, votos para o candidato tucano José Serra.

O objetivo da campanha é explorar o capital político do ex-governador no Estado e atingir 5 milhões de pessoas nos próximos dias.

O número é expressivo. Trata-se de um quinto do eleitorado local, que elegeu Aécio para uma vaga do Senado com 39,47% dos votos.

As telemensagens fazem parte de um derradeiro esforço da campanha nacional tucana para atrair votos no segundo maior colégio eleitoral do país.

FOCO MINEIRO

Por seu tamanho, o Estado de Minas Gerais é apontado como o fiel da balança das eleições. Tradicionalmente, quem vence lá acaba deixando as urnas eleito presidente da República.

Não por acaso, Serra e sua adversária do PT, Dilma Rousseff, transformaram o Estado em uma das trincheiras mais cobiçadas desta campanha.

Enquanto o primeiro conta com o apoio de Aécio- escolhido senador após dois mandatos no Palácio da Liberdade-, a segunda exibe ao seu lado o presidente Lula, igualmente bem avaliado pela população mineira.

José Serra ainda não bateu o martelo, mas deve visitar Minas mais uma vez antes do segundo turno, no dia 31.

Dilma encerrará sua campanha em Belo Horizonte, no sábado, véspera da votação.

Apesar de ter nascido na capital, esse vínculo não lhe rendeu a vitória no primeiro turno. Foi Marina Silva, do PV, quem levou a maioria dos votos por lá. Serra acabou em terceiro lugar.

Hoje, as pesquisas internas do PSDB dão conta de que, em terras mineiras, o tucano está à frente por uma curta vantagem. As do PT, ao contrário, mostram liderança de sua candidata um pouco acima da margem de erro.

DIFERENÇA

Nas palavras de um tucano, Aécio pode fazer a diferença e definir o jogo mineiro. O ex-governador rodou o Brasil nos últimos dias em favor do aliado, mas integrantes da campanha pedem que, a partir de agora, ele não tire os pés do Estado.

Segundo a Folha apurou, o comando da campanha oposicionista está contente com o desempenho do aliado neste segundo turno, ao contrário das críticas do primeiro de que não se engajava.

Além das telemensagens com sua assinatura de voz- estratégia já empreendida no Paraná por Beto Richa, eleito governador do Estado, por exemplo- Aécio apareceu em diversos programas de TV. Há quem defenda que ele substitua Serra nas inserções do horário eleitoral gratuito.

Nas contas do tucanato, só Minas pode neutralizar os votos do Nordeste, região que deu à Dilma no último Datafolha uma liderança com 65% dos votos, contra 28% dados a José Serra.

via Folha de S.Paulo – PSDB dispara 5 milhões de ligações de Aécio – 25/10/2010.

Fiscais relatam pressão política no Ibama

RUBENS VALENTE, da Folha de São Paulo

Fiscais do Ibama relataram à Procuradoria da República em São Paulo e a uma sindicância interna uma suposta pressão política exercida pela superintendente do órgão no Estado, Analice de Novais Pereira, para livrar empresas de multas e embargos aplicados pela fiscalização do instituto.

Filiada ao PT de Osasco (Grande SP) desde 1981, Analice, 47, é irmã de Silvio Pereira, ex-secretário-geral nacional do partido, implicado em 2005 no escândalo do mensalão. Ela comanda o Ibama paulista desde 2003.

Em entrevista à Folha, Antonio Paulo de Paiva Ganme, ex-chefe da fiscalização em São Paulo, apontou indícios de “uso político” do órgão na pré-campanha presidencial.

Segundo ele, em abril, às vésperas da inauguração do trecho sul do Rodoanel, um carro-chefe da campanha do ex-governador José Serra (PSDB) à Presidência, seus superiores pediram uma fiscalização de emergência no local.

Entre os casos levantados, há uma ação do deputado federal Vicentinho (PT-SP). Por e-mail, em dezembro de 2008, ele pediu que Analice atendesse a empresa sucroalcooleira Dedini para tratar de multa e embargo, aplicados no mês anterior, em obras de um porto da empresa.

No dia seguinte ao e-mail, Analice assinou termo de desembargo parcial da obra.

O deputado confirmou o e-mail à Folha. “O advogado [da Dedini] é amigo meu de longa data e na época me pediu para que eles fossem recebidos para resolver pendências. Mas não sei o que aconteceu [depois].”

Na sindicância, os fiscais disseram que o desembargo ocorreu “a toque de caixa, sem parecer jurídico prévio, para atender a solicitação do deputado”.

A Dedini confirmou o encontro com Analice: “A Dedini realizou uma reunião técnica e oficial, apresentando relatório completo da situação referente à obra no porto de São Sebastião”.

ESTOPIM

Os atritos entre os fiscais e o comando local do Ibama começaram em 2008, mas se agravaram em julho último, quando o órgão destituiu dois fiscais que, um dia antes, haviam embargado as atividades do porto de Santos, gerido pela Codesp, estatal do Ministério dos Transportes. Um dos atingidos foi Ganme.

Na autuação, conforme relataram os fiscais, representantes da Codesp disseram ter amizade com Analice, para quem telefonaram.

Em agosto, os dois fiscais, acompanhados de procuradoras federais do Ibama, prestaram depoimento ao procurador da República José Roberto Pimenta.

“A superintendente tem ilegalmente interferido na fiscalização para favorecer determinadas empresas”, declararam. Lançaram dúvidas sobre decisões em prol da construtora Queiroz Galvão e das usinas Tanabi e Companhia Brasileira de Açúcar e Álcool.

Em agosto, a procuradora da República que assumiu o caso, Inês Prado Soares, enviou recomendação ao Ibama para que fosse aberto procedimento interno e sugeriu que Analice fosse afastada do cargo até o final das investigações. A sindicância foi aberta, mas Analice foi mantida no posto.

“”Há grande possibilidade de que a sra. Analice interfira no andamento de procedimento administrativo que investiga sua própria conduta”, alertou Inês.

À correição aberta e conduzida por procuradores do Ibama de Brasília, os fiscais anexaram denúncias e prestaram depoimentos.

O analista ambiental Carlos Daniel Gomes Toni falou em “pressão política” e “assédio moral”.

“Rogo que esta comissão inclua em seu relatório que encontrou em São Paulo servidores que não se curvam às pressões políticas daqueles que fazem da administração pública seu balcão de interesses”, escreveu Toni.

via Folha de S.Paulo – PRESIDENTE 40 ELEIÇÕES 2010:Fiscais relatam pressão política no Ibama – 25/10/2010.

Agressão a Serra é uma farsa, diz Lula

GRACILIANO ROCHA

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva acusou o candidato José Serra (PSDB) de simular ter sido agredido durante ato de campanha no Rio anteontem. Lula chamou o incidente de “mentira descarada” e “farsa”.

Citando imagens das redes de TV SBT e Record, o presidente disse que Serra foi atingido por uma bola de papel e só após receber um telefonema, 20 minutos depois, “fingiu” ter sido agredido.

O vídeo que mostra o tucano sendo atingido por uma bola de papel, exibido pelo SBT, entretanto, corresponde a um momento anterior ao candidato ter sido atingido por um rolo de fita crepe, já no final da caminhada em Campo Grande, no Rio.

“A mentira que foi produzida ontem pela equipe de publicidade do candidato José Serra é uma coisa vergonhosa. Ontem deveria ser conhecido como dia da farsa, dia da mentira”, disse Lula, após inaugurar obras do Polo Naval em Rio Grande (309 km de Porto Alegre).

O presidente comparou Serra ao ex-goleiro da seleção chilena de futebol Roberto Rojas, banido após fingir ter sido atingido por um foguete sinalizador em partida contra o Brasil, em 1989.

“Primeiro bateu uma bola de papel na cabeça do candidato, ele nem deu toque pra bola, olhou pro chão e continuou andando. Vinte minutos depois, esse cidadão recebe um telefonema, deve ser o diretor de produção dele que orientou que ele tinha que criar um factoide.”

No Rio Grande do Sul, Dilma fez a mesma comparação com o jogador. “Hoje nós vimos uma bolinha de papel virar uma arma maligna”, disse. “O mesmo expediente do Rojas, que se feriu com uma gilete para criar tumulto.”

O presidente também citou o fato do candidato ter sido atendido pelo médico Jacob Kligerman, que integrou o secretariado do ex-prefeito do Rio Cesar Maia e dirigiu o Inca (Instituto Nacional do Câncer) durante a gestão de Serra no Ministério da Saúde.

Lula contou que chegou a discutir com petistas a possibilidade de telefonar para Serra para se solidarizar e condenar a agressão, mas foi demovido da ideia após ver as imagens.

QUEBRA DE SIGILOS

Ontem, Lula também atribuiu a quebra de sigilo fiscal de pessoas próximas a Serra a “tucano tentando bicar tucano”, em referência à disputa interna que opôs o candidato ao ex-governador Aécio Neves (PSDB-MG) pelo posto de presidenciável do partido.

Sobre o inquérito da Polícia Federal, Lula mencionou o jornalista Amaury Ribeiro Jr., que disse ter obtido informações após saber que um grupo de inteligência de Serra seguia Aécio.

via Folha de S.Paulo – Agressão a Serra é uma farsa, diz Lula – 22/10/2010.

Serra é agredido durante enfrentamento entre militantes em ato de campanha no Rio

Do Globo Online

O candidato do PSDB à Presidência, José Serra, viveu no início da tarde desta quarta-feira um dos momentos mais tensos desde o início da campanha eleitoral, em julho. Durante uma caminhada pelo calçadão de Campo Grande, na Zona Oeste do Rio, militantes do PT chegaram para confrontar com bandeiras a comitiva do tucano. Houve muito empurra-empurra e comerciantes fecharam as lojas com medo da briga. De acordo com o deputado federal Fernando Gabeira (PV), o presidenciável chegou a ser ferido na cabeça.

Segundo o pastor Maurício Teixeira, que estava ao lado de Serra no momento de maior conflito, um militante petista atirou uma bobina de adesivos de papel, que acertou a cabeça do candidato. No meio da confusão, o tucano comentou rapidamente o episódio.

- Esse é o estilo deles. É o estilo das tropas de assalto dos nazistas. Um comportamento muito típico de movimentos fascistas – disse Serra, que estava visivelmente tenso.

O empurra-empurra entre os militantes tucanos e petistas começou na metade final da caminhada, depois que os cabos eleitorais do PT passaram a xingar Serra. No meio da confusão entre as militâncias, o objeto teria sido lançado na cabeça do presidenciável.

Serra chegou a entrar na van de sua campanha após o incidente, mas o veículo parou poucos metros depois, quando o candidato desembarcou para seguir com a caminhada. O tucano passava a mão na cabeça, mas não havia sinal de sangramento. Após caminhar por 100m, Serra entrou novamente na van e foi embora.

via Serra é agredido durante enfrentamento entre militantes em ato de campanha no Rio – O Globo Online.

No JN, Serra diz que PT usa denúncia contra Paulo Preto para ‘nivelar todo mundo’

André Mascarenhas, do Estadão

Em entrevista ao Jornal Nacional na noite desta terça-feira, 19, o candidato do PSDB à Presidência, José Serra, atribuiu a adversários as denúncias contra o ex-diretor da Dersa Paulo Viera de Souza, o Paulo Preto, e classificou as acusações contra sua campanha como uma tentativa do PT em se “niverlar” por meio de escândalos.

Perguntado sobre a declaração de Paulo Preto, de que “não se abandona um líder ferido na estrada”, Serra disse que não houve desvio de dinheiro em sua campanha, e acrescentou que, se houvesse, ele que seria a vítima. “Sempre existe num partido gente que gosta de um, gente que não gosta do outro. O fato é que não houve o essencial, que é o desvio de dinheiro na minha campanha. Porque eu saberia. Em todo caso, nós seríamos a vítima”, disse.

Reportagem publicada pela revista IstoÉ afirma que o ex-diretor da Dersa teria desviado cerca de R$ 4 milhões de um suposto caixa dois da campanha tucana.

Serra voltou a negar as acusações, mas ponderou que, se fosse verdadeiro, o caso não teria a mesma importância de escândalos como o de tráfico de influência na Casa Civil, que resultou na demissão da ex-ministra Erenice Guerra. “Não se trata nem de dinheiro do governo. É um dinheiro que foi contribuição para uma campanha”, disse. “Eu não tenho nenhum chefe da Casa Civil que ficou do meu lado e que aprontou tudo o que a Erenice aprontou, braço direito da Dilma”, acrescentou. Erenice foi chefe de gabinete da candidata do PT, Dilma Rousseff, durante sua passagem pela chefia da Casa Civil.

Segundo Serra, o PT “gosta de vir com ataques destes meio incompreensíveis para nivelar todo mundo.”

O candidato do PSDB também foi questionado sobre a contratação da filha de Paulo Preto durante suas passagens pela prefeitura e pelo governo de São Paulo. Segundo Serra, não foi ele o responsável por oferecer os empregos à jovem, que teria a qualificação necessária para os cargos que ocupou. Em sua resposta, o tucano voltou a citar o caso Erenice. “Ela não está em nenhum cargo que tome decisões, faça lobby, pegue dinheiro, como no caso dos filhos da Erenice”, disse.

Aborto. Serra voltou a ter de se pronunciar sobre a exploração do tema aborto por sua campanha. Na opinião do candidato, foi o PT que levou o assunto para o debate, através promulgação do Plano Nacional de Direitos Humanos (PNDH-3), que, segundo ele, “tornava transgressor, criminoso, aquele que fosse contra o aborto”.

“Não fomos nós que levantamentos, nem nós exploramos”, disse. Para o candidato do PSDB, a polêmica em torno do caso foi uma reação da população às contradições de Dilma, que no passado “manifestou-se à favor do aborto” e que hoje diz ser contra. “Eu sempre manifestei que sou contra a liberação do aborto. E nunca explorei isso do ponto de vista de que ela (Dilma) estaria errada por ser à favor do aborto. O que acontece é que ela afirmou uma coisa, e depois afirmou o oposto”, anotou.

Serra acrescentou que sempre visitou igrejas nas campanhas das quais participou. “Não há nada forçado nesse sentido. E, aliás, a candidata não fez outra coisa senão frequentar igrejas. Coisas que habitualmente ela não fazia.”

via No JN, Serra diz que PT usa denúncia contra Paulo Preto para ‘nivelar todo mundo’ « Radar político.

Base aliada pede que Procuradoria investigue tucano e Paulo Preto

NANCY DUTRA, da Folha de São Paulo

Deputados governistas entraram ontem na Procuradoria-Geral da República com um pedido de abertura de investigação do candidato tucano à Presidência, José Serra, e do ex-diretor da Dersa Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto.

A ação faz parte da estratégia do PT de tratar as suspeitas sobre o ex-diretor como um dos principais temas da campanha presidencial.

O engenheiro é acusado de captar ilegalmente e fugir com R$ 4 milhões destinados à campanha de Serra.

Foram entregues duas representações. A primeira, assinada pelos líderes do governo e do PT na Câmara, Cândido Vaccarezza (PT-SP) e Fernando Ferro (PE), pede a apuração de desvios de recursos de obras do governo de São Paulo.

A segunda, do deputado Paulo Pereira da Silva (PDT-SP), requer que o Ministério Público se empenhe em investigar Serra, o ex-diretor da Dersa e o senador eleito Aloysio Nunes (PSDB-SP) pela suspeita de caixa dois.

“É um fato concreto. Ele [Paulo Souza] é réu confesso. Confessou que usou dinheiro para fechar negócios e fazer obras”, afirmou o líder do governo na Câmara, em referência à declaração de Paulo Preto à Folha.

Na entrevista, ele negou ter arrecadado o dinheiro, mas disse ter criado “condições” para que a campanha de Serra conseguisse verba.

As suspeitas contra o engenheiro têm sido abordadas pela campanha petista inclusive nos programas eleitorais de Dilma Rousseff.

Anteontem, o ex-diretor disse que ia pedir ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) direito de resposta por conta do programa veiculado no domingo. Nele, Paulo Preto voltou a ser acusado de captar ilegalmente e fugir.

Para a defesa do engenheiro, a honra e a reputação dele foram atingidas.

Ontem, em entrevista ao “Jornal Nacional”, Dilma disse que “ele cuidava das mais importantes obras do governo de SP. Até agora não houve uma investigação e não houve um processo”.

via Folha de S.Paulo – Base aliada pede que Procuradoria investigue tucano e Paulo Preto – 20/10/2010.

Campanha de Serra vê perda de fôlego e traça mudanças

Da Folha de São Paulo

O comando da campanha de José Serra (PSDB) avalia que houve uma perda de fôlego nos últimos dias e estuda como manter a candidatura em ascensão.

Um reflexo disso foi o abandono do tema do aborto e de questões religiosas pelo tucano, que, ainda no fim do primeiro turno, identificou o assunto como calcanhar de Aquiles da campanha de Dilma Rousseff (PT) e como fator que contribuiu para sua chegada ao segundo turno.

O tema, contudo, já começa a ser visto com potencial negativo pelo PSDB, especialmente depois que a mulher de Serra, Monica, acabou incluída involuntariamente no noticiário, após o relato, feito por uma ex-aluna sua, de que ela havia feito um aborto no exílio no Chile.

No último debate, na RedeTV!, o tema foi escanteado pelos dois lados e deixou de aparecer no programa de TV.

PESQUISA

Ontem, o partido demonstrou publicamente uma contrariedade em grau ainda não manifestado em relação a uma pesquisa do Vox Populi que apontou crescimento da vantagem de Dilma Rousseff (PT) sobre o tucano, após uma onda positiva para Serra desde o primeiro turno.

A pesquisa deu início a um procedimento raro na campanha de Serra. O presidente do PSDB e coordenador da campanha, Sérgio Guerra, decidiu conceder entrevista coletiva com o objetivo de desqualificar o instituto e os números da pesquisa, que apontam ampliação da vantagem de Dilma sobre Serra.

Guerra fez um pronunciamento de nove minutos recheado de duros ataques ao instituto. Apesar das críticas, ele não anunciou nenhuma medida judicial em relação à pesquisa ou ao instituto.

Ao fim do prounciamento, não concedeu entrevista, como previsto inicialmente (leia mais nesta página).

Um tucano também afirmou ontem que a expectativa do partido é que a próxima pesquisa Ibope, que deve ser divulgada hoje, também aponte um crescimento de Dilma, interrompendo a trajetória ascendente de Serra.

No quesito escândalos, o caso do ex-diretor de engenharia da estatal Dersa, Paulo Vieira de Souza, o Paulo Preto, responsável pelas principais obras viárias do governo Serra em São Paulo e que teria “fugido” com R$ 4 milhões destinados à campanha tucana, assumiu, para o PT, o papel que o caso Erenice Guerra teve para os tucanos no primeiro turno.

Exemplo disso é que, agora, sempre que questionada sobre o suposto envolvimento de sua ex-braço direito em tráfico de influência na Casa Civil, Dilma passa a usar o caso Paulo Preto como uma espécie de contraponto.

Ontem Serra obteve no TSE direito de resposta no programa da petista Dilma Rousseff no rádio e na TV. A maioria dos ministros do tribunal considerou que a campanha petista errou ao dizer que Serra participou da privatização de 31 empresas quando governou o Estado de São Paulo. Segundo a defesa do tucano, foram apenas nove empresas privatizadas.

Serra terá direito de usar, como resposta, dois minutos no programa de Dilma na TV e um minuto no rádio.

via Folha de S.Paulo – Campanha de Serra vê perda de fôlego e traça mudanças – 20/10/2010.

Comício ‘ecumênico’ de Dilma tem Pai-Nosso e hino religioso

Do jornal O Globo

Depois de ceder às pressões religiosas e divulgar carta condenando o aborto , a campanha da candidata Dilma Rousseff (PT) lançou na noite desta sexta-feira uma nova modalidade de comício: o ecumênico. O palanque de seu ato eleitoral em São Miguel Paulista, na periferia de São Paulo, foi tomado por padres e pastores evangélicos que cantaram “Glória, Glória, Aleluia” e rezaram o Pai-Nosso. A manifestação religiosa aconteceu antes de Dilma e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva subirem ao palanque.

” A palavra de Deus é para nos dar consciência crítica ”

- Não se pode usar a palavra de Deus para condenar, muito menos para mentir. A presença dos padres e pastores (no palanque) é para afastar o demônio da calúnia, da mentira. A palavra de Deus é para nos dar consciência crítica – disse o padre Julio Lancelotti, ligado às pastorais católicas.

Antes de Lancelotti “puxar” a oração, um pastor cantou “Glória, Glória, Aleluia” e outro líder evangélico reivindicou mais direitos aos estrangeiros que vivem no Brasil, em especial os latinoamericanos, lembrando que a Zona Leste é a região da comunidade boliviana.

A campanha petista tenta resolver a crise com as igrejas cristãs em razão da polêmica sobre o aborto e o casamento entre pessoas de mesmo sexo.

via Comício ‘ecumênico’ de Dilma tem Pai-Nosso e hino religioso – O Globo Online.

Comando tucano diz que pesquisas estão erradas

O Senador Sérgio Guerra, presidente nacional do PSDB e coordenador da campanha de José Serra à Presidência da República, assegura que as pesquisas divulgadas hoje já não refletem mais a realidade da situação eleitoral dos dois candidatos.

Guerra afirma que as pesquisas internas encomendadas pelo PSDB indicam que há um rigoroso empate entre ambas as campanhas. “Nosso tracking foi muito preciso no primeiro turno e já antecipava o segundo turno 15 dias antes da eleição passada”, disse o parlamentar ao Blog do Pannunzio.

Outra fonte da campanha tucana revela que nas pesquisas diárias feitas para orientar a campanha a margem entre Serra e DIlma, ainda favorável a Dilma Rousseff estaria oscilando entre 3% e 4%.

Guerra participa esta noite do programa Band Eleições, que entra no ar à meia-noite e meia, e vai explicar de onde nasce sua convicção de que os dos candidatos estão empatados.

De acordo com a pesquisa Vox Populi / IG divulgada no começo da noite, a diferença entre Serra e Dilma seria de 8%  a favor da candidata petista. No IBOPE, a vantagem aparece reduzida a 6 pontos percentuais. No último Datafolha, divulgado este fim-de-semana, Dilma aparecia 7 pontos à frente de Serra.

Dilma tem 53% dos votos válidos, e Serra, 47%, aponta Ibope

Do portal G1

O Ibope divulgou nesta quarta-feira (13) pesquisa de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial. Segundo o instituto, Dilma Rousseff (PT) tem 53% dos votos válidos, e José Serra (PSDB), 47%.

Com a margem de erro, de 2 pontos percentuais para mais ou para menos, Dilma pode ter de 51% a 55%, e José Serra, de 45% a 49%. O critério de votos válidos exclui intenções de voto em branco e nulo e eleitores indecisos.

A pesquisa foi encomendada pela TV Globo e pelo jornal “O Estado de S. Paulo” e foi registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) com o número 35660/2010. O Ibope ouviu 3.010 eleitores entre segunda-feira (11) e esta quarta (13).

Votos totais

Levando em conta os votos totais (que incluem brancos, nulos e indecisos), a vantagem de Dilma para Serra também é de seis pontos percentuais.

Segundo o Ibope, a petista tem 49%, e o tucano, 43%. Brancos e nulos somaram 5%, e indecisos, 3%.

Com a margem erro, a petista pode ter de 47% a 51%, e o tucano, de 41% a 45%.

Comparação

O Ibope informou que a pesquisa permite comparações com as sondagens realizadas antes do primeiro turno, mas com ressalvas. Segundo o instituto, nas pesquisas feitas antes de 3 de outubro, a pergunta sobre a intenção de voto no segundo turno era hipotética. Hoje, é uma situação real.

Na simulação de segundo turno divulgada no dia 2 de outubro, a diferença entre os dois candidatos era de 14 pontos percentuais (51% a 37% a favor de Dilma, considerando os votos totais). Agora, a diferença é de seis pontos.

via G1 – Dilma tem 53% dos votos válidos, e Serra, 47%, aponta Ibope – notícias em Eleições 2010.

Vox Populi: Dilma tem 48%; Serra tem 40%

Com informações do Portal Ig

Levantamento encomendado pelo iG dá à candidata do PT 54,5% dos votos válidos, contra 45,5% obtidos pelo tucano

A candidata do PT ao Palácio do Planalto, Dilma Rousseff, mantém a dianteira na preferência do eleitorado neste segundo turno, aponta nova pesquisa Vox Populi/iG divulgada nesta quarta-feira. O levantamento, primeiro realizado pelo instituto na segunda etapa da eleição presidencial, dá a Dilma 48% das intenções de voto, contra 40% registrados pelo adversário tucano José Serra.

Brancos e nulos totalizaram 6%, mesmo índice de indecisos. Se forem considerados somente os votos válidos, Dilma tem 54,5%, enquanto Serra ficaria com 45,4%. O número exclui da conta tanto os votos em branco ou nulos, quanto os indecisos. Esta última fatia do eleitorado, entretanto, ainda pode migrar para um ou outro candidato até a data da eleição.

A pesquisa Vox Populi/iG contou com 3.000 entrevistas, realizadas entre os dias 10 e 11 deste mês, em 214 municípios. A margem de erro da pesquisa é de 1,8.

A pouco menos de três semanas da eleição em segundo turno, a avaliação positiva do presidente Luiz Inácio Lula da Silva somou 78%. Na amostra, 17% consideraram o desempenho de Lula regular e 4% o avaliaram negativamente. Não souberam ou não responderam 1% dos entrevistados.

Debate

O levantamento mediu também o impacto do último debate entre presidenciáveis, realizado no último domingo pela Band. Entre os entrevistados, 22% disseram ter assistido ao debate, enquanto 77% disseram não ter visto o programa. Entre os que não assistiram, 39% disseram ter ouvido falar do debate e 60% não ouviram falar.

Entre os que assistiram ou tomaram conhecimento do debate, 37% disseram acreditar que Dilma saiu vitoriosa do confronto. Outros 32% deram a Serra a vitória no debate, enquanto 31% não souberam ou não responderam.

As pesquisas de intenção de voto não são um instrumento infalível de aferição do desempenho dos candidatos na corrida presidencial. No primeiro turno, o último tracking Vox Populi/Band/iG dava a Dilma 53%, se considerada apenas a conta de votos válidos. Serra, de acordo com a pesquisa, tinha 30% dos votos válidos e Marina Silva (PV), 16%.

Levantamento Datafolha divulgado logo antes do pleito dava à petista 50% dos votos válidos, contra 31% de Serra e 17% de Marina.Já a pesquisa de boca de urna do Ibope dava à petista 51% dos votos válidos, contra 30% de Serra e 17% de Marina. Dilma, no entanto, saiu da eleição com 46,9% dos votos válidos, Serra teve 32,6% e Marina 19,3%.

via Vox Populi: Dilma tem 48%; Serra tem 40% – Eleições – iG.

Dilma usa debate da Band no horário eleitoral para atingir Serra

Cinco minutos e 45 segundos de pau puro. Assim foi o programa eleitoral da campanha petista para a tarde desta segunda. A produção se valeu da edição de trechos do debate de ontem na Band.

O curioso é que nem um take do candidato adversário é mostrado. Dilma pergunta e ninguém responde. Fade-in (escurecimento gradual da tela), fade-out ( a candidata reaparece) e lá está DIlma de novo, detonando José Serra.

A edição vitaminou o tom agressivo da candidata, que aparece bem mais assertiva agora, neste início de segundo. A maior parte dos analistas não vinculados ao PT acha a tática temerária. Tentada por Geraldo Alkmin nas eleições de 2006 contra Lula, fez com que o candidato tucano tivesse menos votos no segundo do que no primeiro turno, quando suas aparições insossas lhe valeram o apelido de “Picolé de Xuxu”.

[VIDEO]http://www.youtube.com/watch?v=hdeBIllhrgE[/VIDEO]

Campanha tucana na TV ainda faz remissões implítias ao aborto.

O candidato do PSDB, José Serra, abriu o programa produzido para o horário eleitoral desta tarde valendo-se de símbolos que remetem à questão mais discutida dos últimos dias — a polêmica do aborto.

Logo depois da vinheta inicial, a equipe que produz o programa editou takes de um parto, enquanto o locutor Ferreira Martins anuncia “um Brasil que nasce a cada dia”, bordão que segundo depois é repetido pelo candidato. É uma remissão subliminar, que leva ao tema sem tangenciá-lo no texto formal.

Serra fala diretamente para o eleitorado mais jovem, desiludido com a polítice prega um governo “que respeite os valores da família”, antes de abordar sua proposta ambiental — com o nítido propósito de criar elementos de interesse para os que votaram em Marina Silva.

[VIDEO]http://www.youtube.com/watch?v=U4cu6RHpKbo[/VIDEO]

.

Post Navigation