Delcídio põe Lula e Dilma no centro da Lava Jato

delcidioA informação foi dada agora há pouco pelo meu colega Ricardo Boechat na Rádio Bandnews FM: A revista Isto É antecipou em dois dias a edição desta semana porque tráz uma informação que pode comprometer seriamente tanto Lula quanto a presidente Dilma Rousseff. Em delação premiada, Delcídio teria dito à Polícia Federal que foi Lula quem tramou o fatídico encontro em que ele, Delcídio, tentou corromper o filho de Nestor Cerveró para que ele fugisse do País — oferecendo inclusive avião e dinheiro para a fuga.

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Afine sua panela. PT vai fazer blá blá blá na TV hoje à noite

Com a mesma cantilena de sempre, o Partido dos Trabalhadores, do Mensalão e do Petrolão vai ocupar o horário nobre na TV hoje à noite para tentar embromar o povo brasileiro. O roteiro foi  engendrado pelo marketeiro João Santana, responsável pela campanha mais mentirosa da história da nossa democracia.

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Todos são iguais perante a lama

A safra de escândalos nunca foi tão democrática quanto agora. Temos o do Mensalão, o clássico da categoria, o do Metrô paulistano e agora o da Petrobras. O arco partidário abarcado pelas denúncias vai da direita à esquerda, não distingue legendas e iguala novamente todos os políticos. É uma generalização ? É, mas faz todo sentido.

A diferença entre os dois ‘cases’ criminais que os brasileiros começam a entender e os demais é a origem: agora, são os corruptores que denunciam os corrompidos, uma novidade desconcertante para as máfias que se formam a partir dos legislativos e executivos em todos os níveis. Mesmo que um deles se declare louco e diga, arrependido, que faltou medicação tarja preta para manter sua boca fechada. É presumível que tenha faltado bem mais do que isso.

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Apatia ?, por Marco Antônio Villa

Marco Antonio Villa

Por Marco Villa , em seu blog

Excetuando uma ou outra manifestação em julho, manifestação mesmo, não aquelas dos novos camisas negras, os fascistas do século XXI (black bloc), o país regressou ao berço esplêndido. O Congresso voltou ao normal, o normal de agir sempre contra os interesses republicanos. Dilma continua falando uma língua aparentada ao português, cita uma montanha de dados, falando de êxitos que só ela vê. A oposição sumiu. É caso até de chamar a Interpol para ver se é possível, ao menos, achar um dos pré-candidatos presidenciais. Eles sumiram.

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Reincidência

Dora Kramer

Foi preciso o Supremo Tribunal Federal pregar à testa de João Paulo Cunha o carimbo de corrupto para o PT se dar conta da inadequação de ter como candidato a prefeito um réu em processo criminal.

Foram necessários nove contundentes votos de condenação por corrupção passiva e peculato para que o deputado pensasse em desistir de buscar absolvição “de fato” junto ao eleitorado de Osasco.

Antes disso estava tudo normal. Três ministros gravaram manifestações de apoio para o horário eleitoral. Míriam Belchior, do Planejamento, lugar tenente da presidente da República, emprestou seu aval considerando “muito importante eleger João Paulo” para dar continuidade ao “modo petista de governar”.

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Chupa, PT!

O Partido dos Trabalhadores, em seu passado remoto, já encarnou a esperança de moralização da política. Quem não se lembra da CPI da Corrupção do governo FHC, das inúmeras denúncias contra governantes e partidos adversários, da atuação cidadã de gente como José Genoíno, dos vazamentos seletivos durante as CPIS ? Dava gosto ver aqueles jovens egressos do sindicalismo, dos movimentos sociais, atuando em Brasília.

Hoje, à luz do que jorra do STF, o que se percebe é um enorme logro. Da mesma natureza do que um certo Demóstenes Torres protagonizou recentemente. Mas em proporções gigantescas. O que o PT fez assim que assumiu o poder, que agora vai sendo assentado como sentença condenatória, foi criar um grupo com expertise em corromper, ser corrompido, tungar dinheiro de empresas públicas, aliciar malfeitores na iniciativa privada e subornar parlamentares. Uma máquina de desviar dinheiro público.

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CPI e julgamento do mensalão travam arrecadação do PT

O julgamento do mensalão no Supremo Tribunal Federal e a CPI do Cachoeira travaram a arrecadação do PT para as eleições municipais de outubro, disse ontem o presidente do partido em São Paulo, Edinho Silva.

A dificuldade para obter doações foi debatida em reunião da cúpula do partido com o ex-presidente Lula.

Segundo Edinho, o ambiente criado pela investigação dos dois escândalos -ambos ligados a esquemas de financiamento ilegal de campanhas políticas- levou insegurança ao empresariado.

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Eleições: em 17 capitais, PT só é protagonista em 2

Após um mês de campanha eleitoral, as candidaturas do PT não decolaram na maioria das capitais do país. Das 17 onde tem candidatura própria, o partido só é líder, por enquanto, em Recife e Goiânia, e mostra-se competitivo em Belo Horizonte, Rio Branco e Salvador, onde está na segunda colocação nas pesquisas eleitorais.
Nas demais capitais brasileiras, os petistas aparecem, até agora, como coadjuvantes, na terceira, quarta ou até quinta posições. Apesar do cenário desfavorável, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, principal cabo eleitoral destas eleições, não tem manifestado disposição ou saúde para socorrer a maioria desses candidatos, o que tem frustrado muitos petistas que apostam na sua participação para virar o jogo. Lula tem se queixado de um inchaço na região da garganta e do retorno da bursite.
O diagnóstico dos líderes da sigla é que o partido poderá encolher nas capitais do país após os resultados nas urnas este ano.
O número de candidatos petistas em capitais em 2012 já é inferior ao do pleito de 2008, quando o partido lançou 19 postulantes. Atualmente, o partido controla seis prefeituras de capitais: Fortaleza, Palmas, Porto Velho, Recife, Vitória e Rio Branco.
Lula subirá nos palanques de Haddad, Patrus e Costa
A presença do ex-presidente Lula em palanques está assegurada, até agora, somente nas campanhas de seus ex-ministros Fernando Haddad (São Paulo), Patrus Ananias (Belo Horizonte) e Humberto Costa (Recife). Das três campanhas, a de São Paulo é a que inspira mais cuidados. Pesquisa Ibope, divulgada sexta-feira, mostrou o petista com 6% das intenções de voto, amargando o quarto lugar. José Serra (PSDB) tem 26% e Celso Russomanno (PRB), 25%.
Exames que Lula fará amanhã no Hospital Sírio-Libanês vão definir seu grau de engajamento em campanhas pelo país. Mas assessores já adiantaram que ele não poderá atender todos os pedidos de ajuda recebidos de candidatos.
Por enquanto, o que está previsto é a primeira gravação para o programa de Haddad no horário eleitoral gratuito esta semana. Semana passada, ele fez uma sessão de fotos com cerca de 120 postulantes a prefeito do PT e de partidos aliados. Todos passaram o dia num hotel na capital paulista esperando a vez para registrar uma imagem com Lula.
Estavam nesse périplo os candidatos a prefeito Fernando Mineiro (Natal), Vander Loubet (Campo Grande), Lúdio Cabral (Cuiabá), Adão Villaverde (Porto Alegre), Alfredo Costa (Belém), Fátima Cleide (Porto Velho), Elmano de Freitas (Fortaleza) e Washington Oliveira (São Luís). São os petistas com pior desempenho nas capitais. Villaverde aparece nas pesquisas mais recentes com cerca de 3% da intenções de voto. Em Natal, Mineiro, estacionado em 5%, também não se mostra competitivo.
Apesar das restrições impostas a Lula pela saúde debilitada, candidatos propagam em seus redutos eleitorais que terão sua presença na campanha. Washington Oliveira, que com 6% nas pesquisas em São Luís, postou no Twitter que Lula garantiu participação.
— O ex-presidente Lula me disse que viria a São Luís — disse, otimista, Oliveira.
A maioria tem esperança na participação do ex-presidente para alavancar as candidaturas. O senador Wellington Dias, que concorre em Teresina, explica o motivo do assédio:
— Há um sentimento de saudade muito forte da população. A simples presença dele já ajudaria muito.
Em situação mais confortável como líder das pesquisa em Recife, Humberto Costa conta com, pelo menos, três visitas de Lula na cidade.
— Eu gostaria que ele participasse de eventos de rua, mas vamos ver o que é possível construir — afirmou.

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Censura em massa: PT quer proibir termo ‘mensalão’ e trocar por ‘ação penal’

Advogados do PT querem proibir a imprensa de usar a palavra “mensalão”. Em reunião nesta sexta-feira, 3, em São Paulo, cerca de 30 advogados decidiram que tomarão “providências jurídicas”, para que seja utilizada a designação “Ação Penal 470”, quando se referir ao suposto pagamento de propina a parlamentares em troca de apoio político ao governo Lula.

O coordenador jurídico do PT, Marco Aurélio de Carvalho, disse que a palavra “mensalão” exprime juízo de valor pejorativo. Sua principal queixa é contra o uso feito pela TV Globo e pela Globo News, “que muitas vezes escrevem a palavra até em negrito”. E completa: “Uma concessão pública não deveria divulgar teses, apenas informações para o público”.

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Petistas já discutem perdão para Dirceu

O ex-ministro José Dirceu quer mais do que uma absolvição no julgamento do mensalão pelo Supremo Tribunal Federal. Se for inocentado, vai cobrar do Congresso sua anistia política para poder voltar a disputar eleições já em 2014.

Como teve seu mandato de deputado federal cassado por causa do envolvimento no escândalo e acabou perdendo os direitos políticos, o petista só poderia voltar a se candidatar a partir de 2015. A tese da anistia pode beneficiar também Roberto Jefferson (PTB) e Pedro Corrêa (PP), que também perderam seus mandatos na esteira do escândalo.

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Sorrisos amarelos

Eliane Cantanhêde

Não se sabe se é para rir ou para chorar, mas o que os candidatos e os principais líderes e candidatos do PT vão fazer durante todo o mês de agosto, enquanto o julgamento do mensalão vai expor ao país os podres do partido? Aliás, quando se fala dos principais líderes, fala-se dos atuais. Os antigos encabeçam a lista de 38 réus.

Lula saiu da toca ontem, a três dias do início do julgamento, como quem não quer nada: não viu, não ouviu, não soube nem quer saber. Num hotel em São Paulo, tirou fotos com mais de cem candidatos de cidades consideradas prioritárias pelo PT. Depois do clique coletivo, os individuais -de 30 segundos a um minuto para cada um.

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PT organiza novo ato de apoio a Delúbio Soares

A menos de uma semana do início do julgamento do mensalão no STF (Supremo Tribunal Federal), o PT fará amanhã novo ato de apoio a seu ex-tesoureiro Delúbio Soares, em São Paulo.

O encontro é promovido pelo diretório zonal do partido na Vila Mariana (zona sul). Segundo organizadores, será fechado à imprensa e deve reunir cerca de 50 militantes.

Nos últimos dias, petistas receberam convites para o ato enviados pelo candidato a vereador Roberto Casseb, que integra a ala majoritária da sigla, a Construindo um Novo Brasil.

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Advogado de Delúbio diz que ele agia a mando do PT

Advogado principal da banca que defende Delúbio Soares no processo do mensalão no Supremo Tribunal Federal (STF), Arnaldo Malheiros Filho rejeita a tese de que a culpa de todos os malfeitos é do ex-tesoureiro da legenda na época do escândalo. Malheiros diz que seu cliente era apenas um executor de decisões colegiadas da Executiva do PT, rebatendo a tese de defesa de José Genoino, presidente à época do partido. Os advogados de Genoino sustentam que ele só cuidava das questões políticas e Delúbio das questões financeiras, como os empréstimos de R$ 55 milhões contraídos por Marcos Valério em nome do PT. É a mesma linha da defesa de José Dirceu, que alega não ter tratado de dinheiro do partido quando ocupava a Casa Civil no primeiro mandato do governo Lula.
O GLOBO: O senhor está preparado para, em uma hora na tribuna, convencer o pleno do Supremo da inocência de Delúbio?
ARNALDO MALHEIROS FILHO: Acho que cada um tem o seu papel. O Ministério Público vai acusar. O meu papel é conseguir mostrar o que existe e o que não existe contra Delúbio da melhor maneira possível. E que a partir daí a Justiça seja feita. Se eu não confiasse na Justiça não perderia meu tempo indo lá fazer essa defesa. Espero fazer um bom trabalho. Essa é a missão que tenho.
O que o senhor considera o ponto fraco para Delúbio: as provas existentes ou a pressão da opinião pública pela condenação?
MALHEIROS: Provas contra ele, eu não achei nenhuma. Me preocupa um pouco a politização do julgamento, que acho que não seja um bom caminho para os ministros. Quem está nesse cargo está acostumado a decidir sem ligar para a pressão da opinião pública.
O Delúbio vai entregar alguém ou assumir que fez tudo sozinho?
MALHEIROS: Desde o primeiro momento na CPI, o Delúbio nunca mudou sua versão. E não tem mais oportunidade de falar. Quem fala agora sou eu. O que precisa ficar claro é que nem ele assumiu tudo sozinho nem acusou ninguém. O perfil, o caráter do Delúbio não permite que seu dedo endureça. Ainda mais agora.
Dirigentes do PT naquela época, réus do mensalão, não querem jogar a culpa nele? O advogado de Genoino diz que seu cliente cuidava da parte política e Delúbio da financeira…
MALHEIROS: Ninguém do partido poderia decidir isso sozinho (conseguir o dinheiro para saldar as dívidas da campanha de 2003). Todas as decisões eram do colegiado, da Executiva. Nem sei se José Dirceu era da Executiva naquela época. Acho que, como ministro, se licenciou do partido. Mas Genoino era o presidente. Delúbio não tomava decisões. Era o executor das decisões da Executiva nacional do PT.
O seu cliente vai sustentar que agiu como um soldado do PT?
MALHEIROS: Ele não disse que fez tudo sozinho, nem se negou a assumir suas responsabilidades. Delúbio não quer ser julgado pelo que não fez. Mas sempre assumiu tudo que fez, que manipulou as contas do caixa dois da campanha.
Delúbio acha que pode ser condenado? Como está o espírito dele nessa fase pré-julgamento do Supremo?
MALHEIROS: Ele é um homem tranquilo. Sempre se comportou de forma muito calma e tranquila e continua assim. Continua trabalhando na imobiliária, se confortando no seio da família. Delúbio não é de reclamar de nada. É um cliente muito bom. Nas nossas conversas ele demonstra uma confiança total em mim. Deu a sua versão dos fatos e agora diz: aceito o que acharem que for melhor para mim e pronto.
Ele pode sair como o único condenado do mensalão?
MALHEIROS: Não arrisco prognósticos. A pior situação para ele é ser condenado. Mas nunca me debrucei sobre essa possibilidade. Eu sempre trabalho com a perspectiva de que Delúbio será absolvido.

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PT prepara vídeo para se desvincular do mensalão

ERICH DECAT

Temendo um possível impacto do julgamento do mensalão nas eleições, o presidente do PT, Rui Falcão, gravará um vídeo amanhã em que tentará desvincular o ação no STF (Supremo Tribunal Federal) do partido.

A iniciativa ocorrerá a seis dias do início do julgamento, marcado para 2 de agosto.

“O que foi discutido é que a mensagem mostre que o julgamento não é do PT, mas das pessoas [rés no processo]”, disse o secretário nacional de Comunicação do PT, deputado André Vargas (PR).

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PT sugere à Justiça adiar julgamento do mensalão

Estimulado por integrantes da cúpula do partido, três coordenadores do setor jurídico do PT de São Paulo entraram ontem com representação na Justiça Eleitoral para tentar convencer os ministros do Supremo Tribunal Federal da “inconveniência” de julgar agora o mensalão.

No ofício, encaminhado à presidente do TSE (Tribunal Superior Eleitoral), Cármen Lúcia, que também é ministra do STF, os petistas dizem ser “inoportuno” a ocorrência do julgamento no período eleitoral.

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Por Perillo, PSDB se equipara ao PT

As enroladas transações envolvendo um imóvel, pagamentos triangulares e malas de dinheiro expuseram as entranhas de um sistema de corrupção introjetado na máquina goiana. O protagonismo do governador Marconi Perillo parece agora indelével. Quanto mais tenta explicar a transação envolvendo a venda de sua casa, mais complicado fica entender o negócio sem enveredar por suspeitas mais do que bem fundamentadas de que ali houve corrupcão.

A CPI do Cachoeira pegou Perillo. É evidente demais que os tucanos não percebam que perderam a primeira batalha na guerra de morte congressual. O bicheiro nomeava gente no governo, mantinha em seu bolso boa parte dos oficiais da PM, tinha influência inequívoca na corte goiana.

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Prefeito de Palmas corre risco de ser expulso do PT

Diante do vídeo que mostra o prefeito de Palmas (TO), o petista Raul Filho, negociando com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, a cúpula do PT vai insistir que o prefeito nunca foi um quadro histórico do partido. A estratégia é tentar isolá-lo, deixando claro que seu envolvimento com o contraventor não faz o PT sangrar.

A tendência é que Raul Filho seja expulso da legenda depois da abertura de processo na Comissão de Ética do partido. Parte da direção do PT defende que esse processo seja concluído somente depois das eleições municipais de outubro.

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Cadê os 30% de petisas no eleitorado de SP ?

Fernando Haddad é um cara simpático. Parece bem-intencionado. É bonitão, causa furor entre as mulheres por onde passa. Mas não consegue transformar sua simpatia em votos. Está atolado no ridículo percentual de pouco mais de 5% desde que sua candidatura foi imposta pelo ex-presidente Lula.

Diz um dos bordões da política que o eleitorado petista representa 30% dos eleitores paulistanos. Pergunto: onde estão esses 30% que não aparecem nas pesquisas ?

Podem dizer que a pergunta é extemporânea. Deveria ser feita mais à frente, quando a campanha já tiver sido embalada pela propaganda na televisão. É verdade que só o início da propaganda eletrônica vai definir o cenáio. Mas o tabuleiro já está montado. E, ao contrário do que se passa com o postulante petista, os demais já começaram a ver suas curvas eleitorais sofrendo os efeitos da reflexão dos eleitores.

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Inferno astral

Ao abandonar o PT depois de mais de 20 anos de militância, o deputado federal Maurício Rands, um dos bons quadros do Congresso, confirmou que o partido vive um inferno astral.

Rands saiu atirando contra a cúpula nacional, pela “pretensão de impor, a partir de São Paulo, um candidato à Frente Popular e ao povo de Recife”. E se aliou ao PSB.

Além de irritar petistas e socialistas, a fome do PT e a vontade de comer do governador Eduardo Campos explodiram a aliança do PT com o PSB em capitais importantes: Belo Horizonte, Recife e Fortaleza.

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PT terá dificuldades para a eleição nas dez maiores capitais

O PT enfrentará uma dura batalha para conseguir sair das eleições de outubro controlando qualquer uma das dez maiores cidades do país. Com a definição de Patrus Ananias como candidato em Belo Horizonte, os petistas passaram a ter nomes próprios em sete delas. Mas, se há três semanas a situação geral parecia alvissareira, hoje o quadro é sombrio. O único candidato do partido que lidera as pesquisas em uma dessas capitais é o senador Humberto Costa, em Recife, mas lá ele terá de enfrentar o candidato do governador Eduardo Campos (PSB), com aprovação popular que já chegou a 90%, e que está construindo uma aliança com quase uma dezena de partidos que antes estavam com o PT.
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Por isso, Costa não deverá contar com apoio de parte significativa de seus correligionários, ainda magoados com a retirada do nome do atual prefeito, João da Costa, que foi impedido pela direção nacional do partido de disputar a reeleição.
Em São Paulo, o petista Fernando Haddad só agora chegou aos 8% de intenção de voto, ainda distante dos 30% do tucano José Serra. Terá contra si na campanha as máquinas da prefeitura de Gilberto Kassab e do governo de Geraldo Alckmin, ambos aliados de Serra. Para completar, ainda que Lula continue sendo apontado como principal eleitor na cidade, sua capacidade de influência vem se reduzindo nos últimos meses.
O cenário é parecido em Belo Horizonte. Com a ruptura sacramentada no fim de semana, o PT terá pela frente a missão de fazer Patrus Ananias superar os pesos das máquinas da prefeitura e do governo de Antonio Anastasia para derrotar o prefeito Márcio Lacerda, que lidera as pesquisas com grande folga. E o senador Aécio Neves, patrono da candidatura de Lacerda, é apontado nas últimas pesquisas como o principal eleitor na cidade.
No Rio, o partido firmou uma aliança com o prefeito Eduardo Paes e indicou para vice o vereador Adilson Pires. O mesmo ocorreu em Manaus, onde o partido indicou o vice da candidata do PCdoB, senadora Vanessa Grazziotin, e em Curitiba, com vice na chapa de Gustavo Fruet (PDT). Em Porto Alegre, o partido lançou o deputado estadual Adão Villaverde, que tem menos de 10% das intenções de voto, em um cenário de polarização entre as candidaturas do atual prefeito José Fortunati (PDT) e da deputada Manuela D’Ávila (PCdoB), os dois com mais de 30% das intenções de voto.
Em Salvador e Fortaleza, que com Recife formam as três maiores capitais nordestinas, o cenário também é incerto. Se dois anos atrás o governador Jaques Wagner (PT) se reelegeu com 63% das intenções de voto, hoje sua popularidade já não é tão grande. É nesse cenário que o candidato do PT, Nelson Pellegrino, enfrentará seu principal adversário, o deputado ACM Neto, que lidera com folga as pesquisas.
Em Fortaleza, por sua vez, o PT também viu o PSB se descolar de sua candidatura e, assim, ficou sem apoio do governador Cid Gomes. O petista Elmano Freitas, escolhido pela prefeita Luizianne Lins para sucedê-la, amargava entre 1% e 2% na pesquisa Ibope divulgada em maio. A gestão de Luizianne vem sendo mal avaliada.
— Em Belo Horizonte, Recife e Fortaleza, a situação só chegou a esse ponto pelas divergências internas do PT. O PT vem sendo vítima de suas próprias divergências e incompreensões. Eles demoraram meses para definir seus campos — avalia um ex-aliado.
Em Belém, o candidato petista será o deputado estadual Alfredo Costa, que está mal nas pesquisas e não anima nem mesmo os correligionários de lá. Pela frente, ele tem candidatos fortes. O líder das pesquisas é o ex-petista Edmílson Rodrigues (PSOL), seguido do candidato de Jader Barbalho, José Priante (PMDB) e do candidato do governador Simão Jatene, Zenado Coutinho (PSDB).

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PSB antecipa plano presidencial após atritos com PT

O afastamento do PT nas disputas municipais pode antecipar para 2014 o projeto do PSB de lançar o presidente do partido e governador de Pernambuco, Eduardo Campos, na disputa pelo Palácio do Planalto, plano antes previsto para 2018.

A tese da candidatura própria já ganhou novos adeptos no PSB, no embalo do fortalecimento da liderança nacional de Campos e do rompimento de parcerias com o PT no Ceará, em Pernambuco e em Minas. Dirigentes socialistas dizem que está em curso o processo de libertação do PT, que sempre pede apoio, mas resiste a apoiar aliados.

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PT e PSDB: nada a ver com você

Por Francisco Câmpera

Fala-se muito das diferenças dos principais partidos brasileiros, o PT e o PSDB, mas comenta-se pouco sobre as semelhanças. Começa da origem de cada um. Os seus supremos líderes lutaram contra a ditadura militar. Lula liderando as greves das indústrias no ABC e Mário Covas e Franco Montoro, já falecidos, juntos com Fernando Henrique Cardoso marcaram trincheira no PMDB. Lula criou o PT e o trio lançou o PSDB. O projeto de ambos era chegar ao poder.

Os tucanos foram mais ágeis e espertos, os líderes eram mais experientes e pragmáticos. Covas procurou se diferenciar em 1989, quando era candidato à presidente, com o discurso intitulado “Choque do Capitalismo”. O objetivo era conquistar a classe média e afastar a imagem de esquerdista que ele tinha. Lula fez o mesmo com a “Carta Aberta aos brasileiros”, divulgada antes das vitoriosas eleições de 2002.

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Nem eles aguentam: 2 em cada 3 dos petistas rejeitam apoio de Maluf

BERNARDO MELLO FRANCO

O apoio do deputado Paulo Maluf (PP-SP) ao petista Fernando Haddad é rejeitado por 62% dos eleitores de São Paulo, mostra pesquisa concluída ontem pelo Datafolha. Entre os que declaram preferência pelo PT, a reprovação da aliança chega a 64%.

Este é o primeiro levantamento a medir o impacto da união patrocinada pelo ex-presidente Lula, que abriu crise na campanha petista e levou a ex-vice Luiza Erundina (PSB) a abandonar a chapa.

Os números indicam que a foto com Maluf pode prejudicar Haddad na corrida à prefeitura. A maioria dos entrevistados (59%) disse que não votaria num candidato apoiado pelo ex-prefeito. Outros 12% seguiriam sua indicação, e 26% seriam indiferentes.

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PT reforça tropa de choque na CPI e PMDB esvazia bancada

No Blog do João Bosco Rabelo

O PT reforçou a bancada na CPI do Cachoeira, substituindo o deputado Sibá Machado (AC) pelo presidente da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), deputado Ricardo Berzoini (SP). Berzoini é ex-presidente do PT, integrante do Diretório Nacional e um dos nomes de projeção da legenda.
Na direção contrária, o PMDB mantém a bancada esvaziada na comissão. O líder do PMDB, senador Renan Calheiros (AL), segue indiferente aos apelos do governo para preencher, com pesos pesados, as quatro vagas de suplentes na comissão. Até agora, o único indicado é o senador Benedito de Lira (PP-AL), aliado de Renan.
Desde o início dos trabalhos, chamou a atenção o fato de que os petistas escalaram seus principais atacantes para o jogo, enquanto os peemedebistas entraram em campo com o time reserva.
Agora o PT receia uma ofensiva do presidente da CPI, senador Vital do Rêgo Filho (PMDB-PB), por causa da disputa em Campina Grande, na Paraíba, reduto eleitoral da família dele. Os petistas romperam a aliança de oito anos com o PMDB no município – o segundo maior e pólo econômico do Estado – e decidiram apoiar Daniella Ribeiro (PP), que é irmã do ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro (PP). A atuação do ministro foi decisiva para levar o PP – e seu tempo de TV – para a coligação de apoio a Fernando Haddad em São Paulo.
O PT atua na CPI com seus principais atacantes: os deputados Candido Vaccarezza (SP), Paulo Teixeira (SP), e Odair Cunha (MG). Vaccarezza foi líder do governo, Teixeira foi líder da bancada e assumiu a vice-presidência da CPI. Cunha é vice-líder do governo e relator dos trabalhos. Agora entrou Berzoini, reforçando o time.
Pelo Senado, o PT escalou o líder do governo no Congresso, José Pimentel (CE), o ex-líder da bancada Humberto Costa – que também é relator do processo contra Demóstenes Torres (GO) no Conselho de Ética – o atual líder da bancada, Walter Pinheiro (BA), e Delcídio Amaral (MS), que foi presidente da CPI dos Correios.
Em contrapartida, nenhum dos caciques do PMDB compõe a CPI. Pelo Senado, Renan Calheiros escalou Ciro Nogueira (PP-PI, pelo bloco PMDB-PP-PV), e dois suplentes, Paulo Davim (PV-RN) e Sérgio Souza (PMDB-PR). Souza é suplente da ministra-chefe da Casa Civil, Gleisi Hoffmann (PT-PR). O destaque são os “emergentes”, Vital do Rêgo Filho, que preside a comissão, e Ricardo Ferraço (PMDB-ES). Pela Câmara, atuam Luiz Pitiman (PMDB-DF) e Iris de Araújo (PMDB-GO), que é adversária política de um dos alvos da investigação, o governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB).

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PT teme que acordo eleitoral influa na CPI

Eugênia Lopes

O PT rompeu com o PMDB do senador Vital do Rêgo, presidente da CPI do Cachoeira, e apoiará Daniela Ribeiro (PP), irmã do ministro Aguinaldo Ribeiro (Cidades), à Prefeitura de Campina Grande, na Paraíba. A decisão foi comunicada nesta quarta-feira, 20, pelo presidente nacional do PT, Rui Falcão.

Vital do Rêgo ficou irritado e, agora, os petistas temem que essa insatisfação acabe refletindo no dia a dia dos trabalhos conduzidos pelo senador na CPI.

Reduto eleitoral da família Rêgo, Campina Grande é comandada há oito anos por Veneziano Rêgo (PMDB), irmão do senador, com o apoio do PT. Mas, a pouco mais de três meses das eleições, a cidade acabou se transformando moeda de troca pelo apoio do PP do deputado Paulo Maluf (SP) à candidatura do petista Fernando Haddad à Prefeitura de São Paulo. Para acalmar Vital do Rêgo, o PT se comprometeu a apoiar sua candidatura ou a de seu irmão ao governo da Paraíba em 2014.

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Rudá Ricci: Erundina, a última petista

Erundina deixou todos petistas constrangidos. Fez o que qualquer petista histórico faria. O PT dos anos 1980, não este pragmático, sem cor, sem cheiro, sem forma. Praticamente matou a candidatura de Haddad. Só uma reviravolta para colocar a militância engajada (da zona leste e sul) na rua.
Os pragmáticos, do PT e PSB, estão furiosos e jogam a culpa na escolha do nome da ex-prefeita. Não se importam com programa ou ideologia. Se importam com vitória, com cálculo de votos. Assim, pautados pela popularidade, se tornam conservadores, fiéis escudeiros do status quo, justamente porque não querem mudanças fundamentais, mas apenas se tornarem populares. Um atalho para a construção da hegemonia gramsciana. Em Gramsci, havia diálogo e costura de múltiplos interesses. Mas o pragmatismo petista de hoje é rebaixado. Não procura costurar interesses a partir de um programa. Faz o contrário: constrói seu programa a partir do cálculo de força eleitoral. Cede. Se rebaixa. Na verdade, não se preocupa com programa algum. Eleito, administra e sai a cata de programas que tenham algum sentido estatal-desenvolvimentista, o que sobrou do modo petista de governar. Aquele modo petista, mesmo difuso e confuso, tinha uma inspiração de transformação social, plasmada no slogan “inversão de prioridades”. O participacionismo, outra marca do início dos governos petistas, foi abruptamente abandonado. O motivo parece óbvio: não há como abrir a participação dos de baixo se os cálculos eleitorais exigem acordos com as elites coronelistas de sempre.
Erundina é a última petista. O que deve incomodar profundamente os caciques do PSB e do PT.

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Prefeito do Recife ganha na Justiça direito de disputar a reeleição

No Blog do Noblat

Francisco Julião de Oliveira Sobrinho, juiz da 3a Vara Civil do Recife,  mandou o Diretório Municipal do PT homologar a candidatura à reeleição do prefeito João da Costa.

O juiz entendeu que foi válida a prévia realizada pelo partido em 20 de maio último onde João da Costa derrotou por quase 600 votos de diferença o deputado federal Maurício Rands.

A Executiva Nacional do PT anulou a prévia que ela mesma patrocinara. Alegou que haviam votado militantes que não estavam aptos. E marcou data para uma nova prévia.

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Intelectuais ligados a PT se calam sobre aliança

ntelectuais ligados ao PT silenciaram ontem sobre a aliança com o deputado Paulo Maluf (PP-SP) na eleição paulistana e as críticas que culminaram com a saída de Luiza Erundina da vice na chapa de Fernando Haddad.

Secretária da gestão Erundina na prefeitura (1989-1992), a filósofa Marilena Chauí se negou a falar: “Não vou dar entrevista, meu bem. Não acho nada [da aliança]. Nadinha. Até logo”.

Também egresso da equipe de Erundina e hoje no governo federal, o economista Paul Singer defendeu a candidatura de Haddad, mas disse que não se manifestaria sobre o apoio de Maluf.

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Erundina sai e agrava crise na campanha de Haddad

Um dia depois da feijoada que selou o apoio do deputado Paulo Maluf (PP-SP), o pré-candidato do PT a prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, perdeu a sua vice. A deputada Luiza Erundina (PSB-SP), 77, abandonou ontem a chapa em protesto contra a aliança com o ex-rival.

A decisão agrava a crise na campanha petista, que passou a enfrentar cobranças de sua própria militância e terá que correr em busca de um substituto para a ex-prefeita.

Em reunião com a cúpula do PSB em Brasília, Erundina disse que não aceitava a ligação com Maluf, a quem acusou de corrupto e aliado da ditadura militar.

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Os dois PTs

Publicado na Revista Época

Como o julgamento do mensalão, as acusações contra a Delta na CPI do Cachoeira e as eleições municipais dividiram o partido entre a turma de Lula e a turma de Dilma

ALBERTO BOMBIG

Uma linha divide a estrela do PT. Seu nome: mensalão. De um lado, estão os acusados no maior escândalo de corrupção do governo de Luiz Inácio Lula da Silva, como José Dirceu e José Genoino. De outro, os integrantes do governo de Dilma Rousseff, que querem distância da banda enrolada do partido. Alguns membros do Partido dos Trabalhadores já levantam a tese dos “dois PTs”. O PT de Lula e o PT de Dilma. O primeiro lado é o defendido pelo ex-presidente, que, no afã de proteger seu legado, operou nos bastidores para adiar o julgamento do mensalão. Agora que foi marcado, ele tenta minimizar os prejuízos dos “réus companheiros”. Na outra ponta, a presidente Dilma e seu governo sabem que só têm a perder com o envolvimento com o “outro lado”. O PT de Lula, afinal, é o passado. O de Dilma é o futuro.

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