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STF está no caminho para condenar Dirceu, diz Gurge

Depois das primeiras punições aos réus do mensalão, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse ontem que o STF (Supremo Tribunal Federal) “está no caminho certo” para condenar o núcleo político do esquema, entre eles o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu.

Gurgel também afirmou que as decisões tomadas até agora representam uma “guinada”, pois possibilitam a aceitação de “provas mais tênues” para condenar pessoas acusadas por crimes como corrupção e peculato.

“Independentemente do resultado, a decisão parcial é muito importante para toda a Justiça Penal, pois reconhece que não podemos buscar o mesmo tipo de provas obtidas em crimes comuns, como roubo, assassinato”, disse, após a posse do novo presidente do STJ (Superior Tribunal de Justiça), Felix Fischer.

O procurador foi questionado se as provas contra Dirceu não seriam mais tênues do que as que levaram à punição de João Paulo Cunha.

“Isso também está sendo discutido. Na medida em que sobe a hierarquia na organização criminosa, as provas vão ficando mais e mais tênues. O mandante não aparece. Não quero ficar fazendo previsões, mas acho que estamos num bom caminho.”

Questionado se ele se referia ao caminho para a condenação de José Dirceu, Gurgel respondeu: “Exatamente”.

O ex-ministro foi apontado pela Procuradoria-Geral da República como o “chefe da quadrilha” do que foi considerado o “mais atrevido e escandaloso esquema de corrupção” do país. Ele nega.

O julgamento do mensalão entra na semana que vem no segundo mês, com 17 sessões. Até agora, o STF julgou só a primeira parte da denúncia, relativa a desvios de recursos públicos do Banco do Brasil e da Câmara. O esquema de compra de apoio parlamentar no primeiro governo Lula não foi analisado, apesar de teses que poderão ser utilizadas futuramente já terem começado a ser discutidas.

Cinco réus já foram condenados por crimes como corrupção passiva e ativa, peculato e lavagem de dinheiro: o deputado João Paulo Cunha (PT-SP), o ex-diretor do Banco do Brasil, Henrique Pizzolato, o empresário Marcos Valério e seus ex-sócios Ramon Hollerbach e Cristiano Paz.

Ontem, Gurgel também falou sobre as primeiras dosimetrias (cálculos das penas), adiantadas por Cezar Peluso na semana passada. “Foi uma dosimetria comedida.

O Ministério Público acha que há espaço para a aplicação de penas mais graves.”

Além de Gurgel, a presidente Dilma Rousseff, ministros do governo e integrantes do STF também foram à posse de Fischer, mas evitaram falar sobre o julgamento.

O ministro José Eduardo Cardozo (Justiça) disse apenas que conversou com o presidente do STF, Carlos Ayres Britto, e negou que a emenda que alterou a lei sobre bônus de volume, que foi discutida no julgamento, tivesse o objetivo de favorecer os réus.

“Embora a emenda não seja de minha autoria, afirmei que ela era fruto de uma reivindicação no mercado publicitário.”

(FELIPE SELIGMAN, FLÁVIO FERREIRA E MÁRCIO FALCÃO)

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – STF está no caminho para condenar Dirceu, diz Gurgel – 01/09/2012.

Roberto Gurgel: Dirceu montou e foi o ‘protagonista’ do mensalão

Laryssa Borges e Gabriel Castro

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, apresenta seus argumentos de acusação no julgamento da AP 470, em 03/08/2012

Responsável por defender a condenação de políticos, empresários e dirigentes partidários que faziam parte do mensalão, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta sexta-feira, durante o julgamento do caso no Supremo Tribunal Federal (STF), que o ex-ministro da Casa Civil do governo Lula, José Dirceu, foi o idealizador e grande gerente do esquema. O chefe do Ministério Público (MP), que vai defender nesta tarde a condenação de 36 dos 38 réus do mensalão, direcionou o foco principal da acusação ao ex-todo-poderoso do governo Lula. “José Dirceu foi o mentor da ação do grupo, seu grande protagonista”, resumiu. “Foi José Dirceu quem idealizou o esquema ilícito de formação da base parlamentar de apoio ao governo mediante o pagamento de vantagens indevidas a seus integrantes e comandou a ação dos demais acusados para a consecução desse objetivo”, disse ele.

O relatório de Roberto Gurgel afirma que Dirceu, José Genoino (então presidente do PT), Delúbio Soares (tesoureiro do partido à época) e Sílvio Pereira (então secretário-geral do PT) se associaram ao grupo do empresário Marcos Valério Fernandes de Souza “de forma estável permanente para o cometimento de crimes contra o sistema financeiro nacional, contra a administração pública, contra a fé publica, bem como crimes de lavagem de dinheiro”.

O chefe do MP listou depoimentos de denunciados tomados ao longo da instrução da ação penal que comprovariam a ascendência de Dirceu sobre os demais participantes do esquema do mensalão. As oitivas, segundo ele, implodiriam a tese de que o ex-ministro não sabia da compra de votos de deputados federais. “Não há como se pretender que Dirceu estivesse alheio aos fatos”, afirmou. Ele exemplificou com um caso específico em que o tesoureiro informal do PTB, Emerson Palmieri, disse em juízo que após reuniões com os petistas José Genoino e Delúbio Soares “sempre era feita uma ligação a José Dirceu”.

“José Dirceu tinha conhecimento de todos os acordos para a construção da base aliada”, resumiu Gurgel. “Dirceu sabia da cooptação de políticos para a compra de base parlamentar de apoio ao governo, sabia que essa base estava sendo forma a custa de vantagens indevidas e, acima de tudo, sabia de onde vinha o dinheiro”, argumentou o procurador-geral.

Ao afastar a suposta tese de que não haveria provas de que o ex-ministro da Casa Civil coordenou o esquema de pagamento sistemático de parlamentares, o procurador-geral defendeu o argumento de que o “autor” também é o chefe da quadrilha que planeja as atividades criminosas, mesmo sem as executar.

“O autor dos chamados crimes organizados agem a quatro paredes. O autor intelectual quase sempre não fala ao telefone, não envia mensagens, não assina documentos e não movimenta contas”, disse. “A prova que instrui os autos dessa ação penal é contundente quanto à atuação de Dirceu como líder do grupo”.

Em sua acusação, Roberto Gurgel ainda se valeu de perícias do Instituto Nacional de Criminalística (INC) para demonstrar a manipulação de dados como simulação de empréstimos no Banco Rural. A liberação de recursos pela instituição financeira foi utilizada por petistas e pelo empresário Marcos Valério Fernandes de Souza para tentar dar veracidade ao fluxo de recursos que abastecia o mensalão.

Ao longo de sua sustentação oral, o procurador-geral também ironizou as críticas sobre a fragilidade do conjunto de provas contra a quadrilha. Ele disse ser “risível” a tese de alguns advogados de que o esquema de compra de votos seria um “delírio do Ministério Público”.

Provas - Gurgel, que começou a falar por volta das 14h30, utilizará cinco horas nesta sexta para pedir a condenação de 36 dos 38 réus que integram a ação penal do mensalão. No início de sua exposição, no plenário do STF, o chefe do MP resumiu: “A robustez da prova colhida faz risível a assertiva de que mensalão é ficção ou delírio do MP”.

“O Ministério Público está absolutamente convencido de que a prova colhida nos autos, associada aos elementos de autoria e materialidade dos delitos, não deixa dúvidas quanto à procedência da acusação”, disse ele. Assim como fez no memorial entregue aos ministros do Supremo, Roberto Gurgel voltou a classificar o mensalão como “o mais atrevido e escandaloso caso de corrupção e desvio de dinheiro público flagrado no história do Brasil”.

Ao expor seus argumentos, o procurador-geral recorreu ao intelectual Norberto Bobbio para refutar a tese de que, no mensalão, seria “justificável” construir, por meios escusos, uma sólida base parlamentar no Congresso. “Não se justifica o injustificável à luz dos parâmetros normativos de funcionamento do estado”, disse ao cita Bobbio.

Denúncia inicial - A denúncia do então procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, apresentada em 2006, classifica o esquema do mensalão como “uma sofisticada organização criminosa, dividida em setores de atuação, que se estruturou profissionalmente para a prática de crimes”.

Para o então chefe do Ministério Público, sucedido por Gurgel, os mensaleiros petistas, com o objetivo de formar uma base parlamentar sólida no Congresso, atuaram em “conluio” com outros partidos e “estabeleceram um engenhoso esquema de desvio de recursos de órgãos públicos e de empresas estatais e também de concessões de benefícios diretos ou indiretos a particulares em troca de ajuda financeira”.

Todo o esquema, descreve a Procuradoria, era feito “sob as ordens” de Dirceu, que “tinha o domínio funcional de todos os crimes perpetrados, caracterizando-se, em arremate, como o chefe do organograma delituoso”.

Beba na fonte: http://veja.abril.com.br/noticia/brasil/pgr-ironiza-criticas-e-diz-que-%E2%80%98provas-robustas%E2%80%99-comprovam-o-mensalao

Procurador-geral quer prisão dos réus do mensalão logo após sentença

Felipe Recondo, Eduardo Bresciani, Ricardo Brito e Mariângela Galucci
Ao fim de sua sustentação oral nessa sexta-feira, 3, no Supremo Tribunal Federal, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu a prisão dos acusados de envolvimento no escândalo do mensalão tão logo a Corte chegue a um veredito. Também pediu a cassação de mandatos parlamentares – três réus são deputados federais – e a devolução do dinheiro que sustenta ter sido desviado pelo esquema.

Gurgel centrou sua explanação de 4 horas e 38 minutos, lida num iPad, no ex-ministro da Casa Civil José Dirceu, chamado de “principal figura” e “autor intelectual” do mensalão, um esquema de pagamento de parlamentares durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva que, segundo a acusação, serviu para comprar votos no Congresso. Os advogados dos réus sustentam ter havido apenas caixa 2.

“A Procuradoria-Geral da República requer desde já a expedição de mandados de prisão imediatamente após a sentença”, disse Gurgel, num movimento que visa a evitar que recursos da defesa atrasem o cumprimento de eventuais penas. O procurador afirmou ter obtido “todas as provas possíveis” e destacou que o escândalo ocorreu entre “quatro paredes” dentro do Palácio do Planalto. “O Ministério Público só não conseguiu provas impossíveis”, afirmou Gurgel, segundo quem “jamais um delito foi tão fartamente comprovado” e que o julgamento é “histórico”.

O procurador aproveitou ainda para dizer que foi vítima de ataques “grosseiros e mentirosos” desde que apresentou as alegações finais ao processo, mantendo as acusações contra quase a totalidade dos réus – ele foi acusado por petistas de segurar uma investigação que comprometia o senador cassado Demóstenes Torres (ex-DEM, sem partido). “Foi tudo para constranger e intimidar o procurador”, disse Gurgel, segundo quem o comportamento foi “inaceitável” e “inútil”. “Não nos intimidaremos jamais”, afirmou.

Ele encerrou a sustentação oral, que começou no início da tarde e adentrou a noite, com versos da música Vai Passar, de Chico Buarque. “Dormia a nossa pátria mãe tão distraída, sem perceber que era subtraída em tenebrosas transações”, recitou.

Ponto central. O procurador ficou em Dirceu porque, segundo ele, provar sua participação no esquema é essencial para sustentar a acusação de compra de votos. Gurgel utilizou principalmente testemunhos para ligar o ex-ministro ao mensalão.

“O autor intelectual, quase sempre, não fala ao telefone, não envia mensagens eletrônicas, não assina documentos, não movimenta dinheiro por suas contas, agindo por intermédio de ‘laranjas’ e, na maioria dos casos, não se relaciona diretamente com os agentes que ocupam os níveis secundários da quadrilha”, disse o procurador, tentando adiantar-se a argumentos de advogados de defesa que afirmam não existir provas contra o ex-ministro.

“O ministro José Dirceu estava rigorosamente em todas”, afirmou Gurgel. “Nada, absolutamente nada, acontecia sem consentimento de José Dirceu.”

Segundo o procurador, Dirceu foi “o mentor” de todo o esquema que envolvia empréstimos bancários e contratos de publicidade, inclusive com uso de recursos públicos, para o pagamento de acordos políticos firmados com partidos políticos – PP, PTB, PL e PT – a fim de garantir a sustentação parlamentar nos primeiros anos do governo Lula.

Gurgel afirmou aos ministros do STF que há elementos suficientes para condenar 36 réus – ele não pediu a condenação de dois réus por falta de provas: Luiz Gushiken, ex-ministro de Lula, e Antonio Lamas, parente de um ex-dirigente do antigo PL.

Dentre as provas citadas por Gurgel contra Dirceu estão os depoimentos prestados pelo empresário Marcos Valério, pelo presidente do PTB, Roberto Jefferson, pelo ex-tesoureiro do PTB Emerson Palmieri, pelo ex-presidente do PL (hoje PR) Valdemar Costa Neto e pelo ex-presidente do PP Pedro Corrêa.

Beba na fonte: Procurador-geral quer prisão dos réus do mensalão logo após sentença do STF – politica – politica – Estadão.

Procurador-geral não pedirá impedimento de Toffoli

No final da sessão de julgamento do mensalão nesta quinta-feira, pelo Supremo Tribunal Federal (STF), o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou que não irá pedir pelo impedimento do ministro Dias Toffoli no processo. Segundo Gurgel, se tivesse pedido isso na sessão de hoje, atrasaria o julgamento.

Perguntado se Toffoli continuará no processo, Gurgel disse:
- A meu ver, sim.

Gurgel decidiu não pedir o afastamento após examinar e ponderar sobre todas as circunstâncias do caso.
- Ponderando aspectos técnicos e também aspectos estratégicos, a conclusão da Procuradoria Geral da República foi a de que não convinha ao Ministério Público tomar uma iniciativa que provocaria o adiamento do julgamento ou, até mesmo, a inviabilização do julgamento, pelo menos num prazo razoavelmente curto. O objetivo do Ministério Público é exatamente o oposto, de que o julgamento aconteça no menor tempo possível – afirmou.

Para Gurgel, ficou evidenciado na sessão inicial que a defesa esforça-se por protelar o julgamento, “não podendo o Ministério Público contribuir de qualquer forma para que esse objetivo seja alcançado”.
O próprio Dias Toffoli sinalizou que não pretende pedir afastamento. Na sessão de hoje, o ministro votou sobre questão de ordem feita pelo advogado Márcio Thomaz Bastos, que defende o réu José Roberto Salgado (ex-diretor do Banco Rural), pedindo cisão do processo. Durante sua explicação, o ministro afirmou que os argumentos usados para analisar a questão de ordem fazem parte de seu voto sobre o processo.

Toffoli era subordinado a um dos réus do processo, José Dirceu, quando estava na Advogacia Geral da União durante o governo Lula. Além disso, a namorada de Toffoli, Roberta Maria Rangel, trabalhou na defesa do professor Luizinho, então líder do governo na Câmara na época do escândalo.

No primeiro dia de julgamento, a decisão sobre questão levantada pela defesa adiou a sustentação oral do procurador-geral da República, que será realizada amanhã

Beba na fonte: Procurador-geral não pedirá impedimento de Toffoli – O Globo.

Procurador-geral pede ao STJ abertura de inquéritos contra Agnelo e Perillo

MARIÂNGELA GALLUCCI , FÁBIO FABRINI / BRASÍLIA

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, pediu ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) a abertura de investigações contra os governadores de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), e do Distrito Federal, Agnelo Queiroz (PT). São três inquéritos, um contra o tucano e dois contra o petista. Gurgel quer apurar suspeitas de envolvimento de ambos com a organização chefiada pelo contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira.

Em relação ao governador do Distrito Federal, Gurgel também pretende investigar se ele participou de supostas irregularidades na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). Agnelo foi diretor do órgão durante o governo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, entre 2007 e 2010, deixando o cargo para concorrer ao Palácio do Buriti.

No caso de Perillo, a Operação Monte Carlo, da Polícia Federal, levantou inúmeras suspeitas, entre elas sobre a venda da casa em que vivia o governador e na qual Cachoeira foi preso, em fevereiro deste ano. O esquema de Cachoeira em Goiás envolveria pagamentos e tráfico de influência no governo em troca de nomeações e facilidades em contratos.

Conforme revelou reportagem do Estado, o jornalista Luiz Carlos Bordoni, que trabalhou na campanha do tucano, diz ter recebido pelos serviços de uma empresa fantasma usada no esquema de Cachoeira.

Assessores. A Monte Carlo apontou envolvimento de secretários e alguns dos principais assessores de Agnelo com o grupo de Cachoeira. Ex-chefe de gabinete do petista, Claudio Monteiro pediu demissão após a revelação de que teria recebido propina para favorecer o grupo. Ex-subsecretário de Esportes, João Carlos Feitosa, o Zunga, também é suspeito de receber da quadrilha. Nos áudios, é citado como porta-voz de supostos recados do próprio governador, um deles para falar com o contraventor.

Grampos da Operação Monte Carlo indicam ainda que a Delta Construções teria contribuído com a campanha de Agnelo, embora não conste nenhuma doação da declaração oficial ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

O Ministério Público Federal suspeita de que o governador também tenha recebido vantagens de grupos farmacêuticos por sua passagem na Anvisa.

Daniel Almeida Tavares, lobista do laboratório União Química, acusou Agnelo de receber propina, quando diretor da Anvisa, para liberar licenças para.

Reportagens do Estado também mostraram que Agnelo seria beneficiário de pagamentos do laboratório Hipolabor, investigado em Minas por fraudes. O nome dele aparece em agenda apreendida da diretoria da empresa, com registros de supostos repasses no valor de R$ 50 mil.

Conversas telefônicas autorizadas pela Justiça na Operação Panaceia indicaram que a indústria recorria a Rafael Barbosa, secretário de Saúde do DF e ex-diretor adjunto do petista na Anvisa, para acelerar demandas.

Também há suspeitas em relação à compra de uma mansão pelo governador numa área nobre em Brasília. A PGR analisa dados de quebra de sigilos que indicam evolução patrimonial de parentes do governador.

Há semanas, Gurgel preparava os pedidos de abertura de inquérito. Em abril, ele solicitou ao Supremo Tribunal Federal (STF) que mantivesse na Corte só as investigações contra o senador Demóstenes Torres (ex-DEM, sem partido-GO) e contra deputados por suspeita de envolvimento com Carlinhos Cachoeira. A intenção já era pedir a abertura de inquéritos para apurar as suspeitas contra os governadores. No Brasil, autoridades devem ser investigadas criminalmente em tribunais a partir da segunda instância. No caso de governadores, o responsável é o STJ.

Gurgel não se pronunciou ontem – o caso está sob sigilo. Os dois governadores -Agnelo ontem e Perillo anteontem- negaram em seus depoimentos à CPI do Cachoeira qualquer relação ilegal com o grupo comandado pelo contraventor.

Beba na fonte: Procurador-geral pede ao STJ abertura de inquéritos contra Agnelo e Perillo – politica – versaoimpressa – Estadão.

Collor quer que Gurgel seja investigado por interromper a Operação Vegas

O senador Fernando Collor (PTB-AL) entrou ontem com uma representação no Conselho Nacional do Ministério Público pedindo investigação contra o procurador-geral da República, Roberto Gurgel.

No documento, Collor aponta “inércia” de Gurgel no caso da Operação Vegas, que investigou em 2009 o grupo de Carlinhos Cachoeira e flagrou conversas do senador Demóstenes Torres (ex-DEM-GO).

O procurador, ao receber o inquérito da PF na época, optou por não dar prosseguimento às investigações.

Collor pede ainda que seja apurada a iniciativa de Gurgel de repassar o caso Vegas para a mulher dele, a subprocuradora Cláudia Sampaio.

A representação foi distribuída para o conselheiro Almino Afonso, que abrirá agora prazo para manifestação de Gurgel sobre o caso. O conselho é o órgão de controle externo das ações dos integrantes do Ministério Público.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Collor quer que Gurgel seja investigado por interromper a Operação Vegas – 13/06/2012.

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