#foratemer e Rodrigo maia : A esperteza que não leva a lugar nenhum

Foto: Ailton de Freitas / Agência O Globo

Fala-se dia e noite em quem sucederá Michel Temer na Presidência. Três nomes são recorrentes: Fernando Henrique Cardoso, Tasso Jereissati e Rodrigo Maia. Os dois tucanos, no entanto, têm uma viabilidade eleitoral menor do que o atual presidente da Câmara Federal num processo de escolha indireta como o previsto no rito constitucional.

Rodrigo Maia é apontado pelo grupo hegemônico que ainda orbita em torno do Planalto como a solução ideal. Suas virtudes seriam equivalentes em módulo aos seus maiores defeitos. Ele é parte do baixo clero congressual, tem ascendência sobre boa parte das bancadas e sabe jogar o jogo da esperteza. Isso o qualificaria para ocupar a Presidência e prosseguir com a agenda das reformas, assegurando sua aprovação.

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Rodrigo Maia cede a lobby da bancada da bala e aborta CPI da Taurus

Sob o argumento de que não há fato determinado a investigar, o presidente da Câmara Federal, deputado Rodrigo Maia, atuou em favor do lobby congressual conhecido como Bancada da Bala e livrou empresa Forjas Taurus de ter que responder pela má qualidade das armas que fabrica em uma comissão parlamentar de inquérito. O arquivamento, feito sem alarde, foi determinado no dia 26 de outubro de 2016.
No despacho em que empastelou a investigação, Rodrigo Maia argmentou que os 202 deputados que assinaram o requerimento da CPI “citam casos pontuais, sem demonstrar a repercussão do fato, limitando-se a apontar notícias de televisão  e quatro casos supostamente ocorridos no Distrito Federal e um nos Estados Unidos”.

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Criatura X criador: Rodrigo Maia critica pai por aprovação automática

O deputado federal Rodrigo Maia, candidato à prefeitura do Rio pelo DEM com 26% de rejeição popular — a maior, segundo o Ibope —, esforçou-se nesta quarta-feira para se distanciar do pai, o ex-prefeito e atual candidato a vereador, Cesar Maia. Na Associação Comercial do Rio, Rodrigo criticou a forma “completamente precipitada e sem debate” com que o pai introduziu o sistema de aprovação automática na educação e atacou a falta de planejamento na instalação da CSA (Companhia Siderúrgica do Atlântico) na Baía de Sepetiba, iniciada no segundo mandato de Cesar.
— Eu não sou o Cesar Maia. Sou o Rodrigo Maia. Se alguém tem fixação pelo Cesar que bata na porta dele, que converse com ele — disse o candidato. — O sistema de ciclos foi tão politizado que não dá para tratar do assunto. Foi feito de forma tão equivocada que não há condição de reabrir o debate.

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