Blog do Pannunzio

Polí­tica, economia, cultura segundo o jornalista Fábio Pannunzio

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Serra defende política de trânsito e depois usa helicóptero

JULIA DUAILIBIBRUNO BOGHOSSIAN – O Estado de S.Paulo

Minutos antes de deixar uma agenda de campanha a bordo de um helicóptero, o candidato do PSDB a prefeito de São Paulo, José Serra, afirmou ontem que a questão do transporte na capital é “crítica” e disse que o trânsito “não piorou, mas também não melhorou” desde 2005, quando assumiu a Prefeitura.

O tucano é o único dos 12 candidatos a prefeito que usa um helicóptero para se locomover pela cidade e cumprir a agenda de candidato. O PSDB firmou contrato com uma empresa chamada Helimarte, uma das maiores companhias de táxi aéreo em São Paulo. Serra usa uma das 13 aeronaves da empresa, que tem na frota os modelos Esquilo, Bell Jet Ranger e um Robinson R44.

O Estado apurou que, no contrato firmado com a campanha de Serra e em vigor desde julho, os pagamentos são feitos mensalmente e cada hora de voo custa R$ 3 mil. Assim, se Serra usasse o helicóptero duas vezes por semana, por duas horas, pagaria R$ 48 mil, por exemplo.

Depois de almoçar com empresários ligados à colônia portuguesa, Serra pegou ontem um helicóptero às 15h08 em um hotel na região dos Jardins, com destino a São Mateus, na zona leste. Se tivesse ido de carro, o tucano teria percorrido 30 km e levado, pelo menos, uma hora para chegar ao local.

“A questão do trânsito é absolutamente essencial”, afirmou Serra, antes de embarcar. “Na verdade, se vocês pegarem os números de 2004 e 2005 para cá, pelos indicadores de filas de automóveis, (o trânsito) não piorou, mas também não melhorou”, disse o candidato.

Nos últimos quatro anos, a média de trânsito na capital às 19h (horário de pico) caiu de 140 km para 111 km. A expansão da Marginal do Tietê e medidas de restrição à circulação de caminhões são apontadas como responsáveis pela redução da lentidão. Dados do Detran de São Paulo mostram que, no mesmo período, a capital ganhou quase 630 mil carros – um aumento de 13,5% de 2008 a 2012.

Ao discursar, Serra citou investimentos do seu governo e das gestões de aliados em mobilidade urbana. A coordenação da campanha minimiza o uso do helicóptero e destaca os investimentos feitos pelo tucano, como o trecho sul do Rodoanel, a ampliação da Marginal e os corredores metropolitanos. Serra é apresentado pela propaganda tucana como o “administrador que mais investiu na ampliação do metrô e na expansão e modernização dos trens”, com R$ 10,5 bilhões em quatro anos.

Em pesquisa Ibope de 15 de agosto, encomendada pela TV Globo e pelo Estado, o trânsito é apontado pelos eleitores como o quarto maior problema da cidade, empatado com transporte coletivo – para o eleitor, o maior problema é a saúde.

Beba na fonte: Serra defende política de trânsito e depois usa helicóptero – politica – versaoimpressa – Estadão.

Dilma age para barrar acordo Serra-Russomanno

CATIA SEABRA E LEANDRO COLON

A presidente Dilma Rousseff fez ontem uma recomendação ao presidente do PRB, bispo Marcos Pereira: “Por favor, não me faça aliança com partidos que não são da base do governo”.

O recado, relatado pelo próprio Pereira, ocorre seis dias após um jantar entre ele e o candidato do PSDB à Prefeitura de São Paulo, José Serra.

Coordenador da campanha de Celso Russomanno (PRB), empatado tecnicamente em primeiro lugar com o tucano, Pereira se reuniu com Serra para selar um pacto de convivência durante as eleições.

Pereira diz ter entendido a mensagem. “Ela fazia alusão ao encontro com Serra. Para bom entendedor, uma palavra basta.”

Foi Pereira quem abordou o tema durante visita da presidente aos estúdios da TV Record, em Londres, por conta da Olimpíada. Numa reunião reservada de Dilma com o dono da emissora, bispo Edir Macedo, e integrantes da cúpula da Record, Pereira perguntou a Dilma se ela participaria da campanha.

A presidente, segundo ele, afirmou que pedirá votos onde já há polarização oposição versus governo, mas que vai esperar o cenário se desenhar nas cidades onde a base tem mais de um candidato.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Dilma age para barrar acordo Serra-Russomanno, diz aliado – 27/07/2012.

Promotoria contesta candidaturas de Serra e Russomanno

O Ministério Público Eleitoral de São Paulo impugnou ontem as candidaturas de José Serra (PSDB) e Celso Russomanno (PRB) à prefeitura. Eles lideram a corrida paulistana com 31% e 24% das intenções de voto, respectivamente, segundo o Datafolha.

De acordo com o promotor Roberto Senise, que faz parte do grupo que analisou os pedidos de candidatura, Serra não apresentou certidões com a situação atual dos processos a que responde.

“Juntando as certidões, vamos analisar o conteúdo, ver qual o andamento real das ações e reavaliar. Ele precisa dizer se houve condenação ou se a ação foi extinta.”

A assessoria de Serra disse não poderia comentar porque o departamento jurídico ainda não havia sido notificado.

Já Russomanno, segundo o órgão, não tinha pago até o dia 5 de julho uma multa de R$ 5.000 de uma campanha anterior. A data era o prazo máximo exigido para que os candidatos estivessem quites.

“O caso de Russomanno, no entendimento do Ministério Público, compromete a candidatura”, diz Senise.

Segundo o Ministério Público, Russomanno pagou a multa ontem e adicionou o comprovante ao pedido, mas isso não é suficiente. “O pagamento o habilita para disputar as eleições de 2014, mas não as deste ano”, afirma.

Russomanno disse que a multa se refere à campanha ao governo estadual em 2010 e que foi paga em 2011. “O Ministério Público não sabe o que faz. É um troço ridículo.”

As contestações serão analisadas pela Justiça Eleitoral, após esclarecimentos dos candidatos. A decisão tem de sair até o dia 5 de agosto.

Além deles, foram impugnados quatro candidatos nanicos à prefeitura: Anaí Caproni (PCO), Ana Luiza (PSTU), Carlos Giannazi (PSOL) e Levy Fidelix (PRTB).

Dos 1.191 candidatos a vereador, 403 tiveram o pedido de candidatura questionado pelo Ministério Público.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Promotoria contesta candidaturas de Serra e Russomanno em SP – 14/07/2012.

Partido atingido por expurgo no governo Dilma apoiará Serra

DANIELA LIMA E PAULO GAMA

Alvo do expurgo feito pela presidente Dilma Rousseff no Ministério dos Transportes no ano passado, o PR formalizou ontem o apoio à candidatura de José Serra (PSDB) à Prefeitura de São Paulo nas eleições deste ano.

A aliança impõe uma derrota significativa ao PT, que ainda não assegurou o apoio de nenhum partido para a candidatura do ex-ministro da Educação Fernando Haddad e queria o PR a seu lado.

O apoio do partido dará a Serra cerca de um minuto e meio na propaganda eleitoral, garantindo aos tucanos um bloco de tempo maior do que o de Haddad, que Serra vê como principal adversário.

Com o apoio de DEM, PV, PSD, PR e PP, que anunciará a aliança ao PSDB na semana que vem, o tucano terá cerca de oito minutos no horário eleitoral gratuito.

Em 2010, o PR fez campanha para a presidente Dilma Rousseff e apoiou o PT em São Paulo, elegendo como suplente da senadora Marta Suplicy (PT-SP) o vereador Antonio Carlos Rodrigues.

As relações com os petistas azedaram depois que o partido virou o principal alvo da faxina promovida por Dilma no ano passado, quando a cúpula do Ministério dos Transportes foi afastada.

O senador Alfredo Nascimento (PR-AM), demitido do cargo de ministro por Dilma, foi um dos principais entusiastas da aliança com Serra nas conversas com o PSDB.

Para negociar com o partido, ele escalou o deputado Valdemar Costa Neto, que manda no PR paulista e é réu na ação do mensalão, que deve ser julgada neste ano.

Do lado tucano, os responsáveis pelos contatos foram o senador Aloysio Nunes Ferreira (PSDB-SP), principal articulador de Serra, e o prefeito Gilberto Kassab (PSD).

Serra e o governador Geraldo Alckmin prometeram que, se o tucano vencer a eleição, dará “espaço” ao PR na administração municipal. Kassab ofereceu uma vaga no Tribunal de Contas do Município para Antonio Carlos Rodrigues em troca do apoio.

Alckmin prometeu apoio a candidatos do PR na região de Mogi das Cruzes, reduto de Costa Neto, e recursos para projetos do único deputado estadual da sigla em São Paulo, André do Prado.

O apoio a Serra foi oficializado em cerimônia de menos de 30 minutos, com Nascimento, Alckmin e Kassab. Costa Neto não apareceu. Alckmin saiu antes do fim.

Beba na fonte: Folha de S.Paulo – Poder – Partido atingido por expurgo no governo Dilma apoiará Serra – 05/06/2012.

Isto É: MP investiga negócios da Delta nos governo Kassab e Serra

Os desdobramentos da Operação Monte Carlo, que investiga as relações do bicheiro Carlinhos Cachoeira com governos estaduais e municipais, chegaram ao principal bunker da oposição: o Estado de São Paulo. Em Brasília, parlamentares que compõem a “CPI do Cachoeira” já tiveram acesso a conversas telefônicas gravadas com autorização judicial entre junho do ano passado e janeiro deste ano. Elas apontam que a construtora Delta, braço operacional e financeiro do grupo do contraventor, foi favorecida nas gestões de José Serra (PSDB) e de seu afilhado político Gilberto Kassab (PSD) na prefeitura e também quando o tucano ocupou o governo do Estado. Em 31 de janeiro deste ano, por exemplo, Carlinhos Cachoeira telefona para Cláudio Abreu, o representante da empreiteira na região Centro-Oeste, atualmente preso sob a acusação de fraudar licitações e superfaturar obras. Na ligação (leia quadro na pág. 43), o bicheiro pergunta se Abreu teria conversado com Fernando Cavendish, oficialmente o dono da construtora, sobre “o negócio do Kassab”. Em seguida, diz a Abreu que o prefeito de São Paulo “triplicou o contrato”. Essa conversa, segundo membros da CPI e do Ministério Público de São Paulo, é um dos indícios de que a organização de Cachoeira também teria atuado com os tucanos e seus aliados em São Paulo. “Os depoimentos de Cachoeira e Abreu serão fundamentais para que se descubra o alcance das relações entre a empreiteira e políticos”, diz o relator da CPI, deputado Odair Cunha (PT-MG).

A Delta começou a prestar serviços à capital paulista em 2005, quando Serra assumiu o comando do município. Inicialmente, os contratos somavam R$ 11 milhões. A partir de 2006, quando Serra deixou a prefeitura e venceu as eleições para governador, os negócios da empreiteira com o município se multiplicaram, em muitos casos sem licitação. Em 2010, ano em que o tucano disputou a Presidência, os repasses chegaram a R$ 36,4 milhões. Entre 2008 e 2011, os pagamentos da prefeitura para a Delta ultrapassaram R$ 167 milhões. O que chama mais a atenção da CPI e do Ministério Público de São Paulo, porém, é o fato de a Delta ter vencido em outubro do ano passado uma concorrência para limpeza urbana no valor de R$ 1,1 bilhão. O MP abriu um inquérito para apurar se houve fraude na licitação. Há suspeitas de uso de documentos falsos e de edital dirigido. “Se a Delta cometeu essas irregularidades em outros Estados e municípios, precisamos apurar se isso ocorreu também em São Paulo”, diz o promotor Silvio Marques, do Patrimônio Público. Na quarta-feira 2, ele encaminhou ofício à PF, solicitando acesso às investigações da Operação Monte Carlo.

Entre a papelada, o promotor receberá a transcrição de uma conversa gravada com autorização judicial ocorrida em 4 de agosto do ano passado. No diálogo, a que ISTOÉ teve acesso, um homem identificado como Jorge pergunta para Gleyb Ferreira, segundo a PF uma espécie de “faz-tudo” de Cachoeira, sobre o edital de uma licitação. “E aí, evoluiu aquele negócio?”, pergunta Jorge. “Aguardamos estar com o edital hoje à tarde. O Carlinhos (Cachoeira) quer que a gente converse com o Heraldo (Puccini Neto, representante da Delta na região Sudeste). Já estamos conseguindo uma prorrogação com o secretário para o dia 31 ao invés do dia 15”, responde Gleyb. Para a PF, o diálogo se refere à concorrência de R$ 1,1 bilhão vencida pela empresa ligada ao bicheiro. O Ministério Público já apurou que foram necessários dois editais para a concorrência. No primeiro, a Delta foi desclassificada.

Se a Delta multiplicou seus contratos com a prefeitura entre 2005 e 2011, um movimento semelhante ocorreu com o governo de São Paulo, quando Serra chegou ao Palácio dos Bandeirantes em janeiro de 2007. Durante o mandato do tucano, a construtora recebeu R$ 664 milhões do governo paulista. O valor corresponde a 83% de todos os 27 convênios firmados pela Delta com o Estado de São Paulo na última década. A obra mais polêmica é a ampliação da Marginal Tietê, um dos cartões de visita da campanha presidencial de Serra em 2010. Além de inúmeros problemas, como atrasos e falta de compensação ambiental, o valor pago ao consórcio Nova Tietê, liderado pela Delta, sofreu um reajuste de 75%. Na quarta-feira 2, o Ministério Público de São Paulo instaurou Inquérito Civil para apurar a existência de irregularidades na licitação, superfaturamento e conluio entre agentes públicos.

Segundo documentos obtidos por ISTOÉ, a obra da Marginal era acompanhada dentro do governo de São Paulo por Delson José Amador e Paulo Vieira de Souza, conhecido como Paulo Preto, que no PSDB é identificado como um dos arrecadadores das campanhas eleitorais de Serra. Tanto Paulo Preto como Amador são citados na Operação Castelo da Areia, da Polícia Federal, por suposto envolvimento com empreiteiras. Pelo lado da Delta, o responsável pelo gerenciamento da obra era o diretor da empreiteira para a região Sudeste, Heraldo Puccini Neto. Ele está foragido, após ter a prisão preventiva decretada por envolvimento em suposto esquema de fraude em licitações na área de transporte público do Distrito Federal. “A apuração sobre os contratos da Delta com o governo paulista pode levar ao caixa 2 dos tucanos em São Paulo”, afirma o deputado estadual João Paulo Rillo (PT). “Não podemos nos limitar a fazer uma análise política”, diz o líder tucano Álvaro Dias (PR). “Devemos checar todos os contratos da Delta para saber de que forma foram celebrados e se os preços praticados foram justos. Afinal, a empresa foi a principal patrocinadora da relação do bicheiro Cachoeira com os recursos públicos.”

Serra critica “falso rigor fiscal”, enquanto Alckmin elogia Dilma

Os dois maiores nomes do PSDB em São Paulo avaliam de forma diversa o desempenho de Dilma Rousseff na Presidência. Enquanto o ex-governador José Serra criticou o “falso rigor fiscal” da administração federal, seu sucessor, Geraldo Alckmin, elogiou o “preparo” da presidente à frente do Planalto.

“Ela sabe tudo, tem os números na ponta da língua. É muito preparada”, disse o Alckmin ontem, após a primeira reunião de trabalho com a presidente.

Os dois se reuniram por mais de uma hora no escritório da Presidência em São Paulo e falaram sobre os preparativos para a Copa.

O prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab (DEM), e o ministro do Esporte, Orlando Silva, também participaram do encontro.

Já Serra, derrotado por Dilma na eleição presidencial, criticou ontem, em entrevista à rádio Jovem Pan, o “falso rigor fiscal” do governo federal, que anunciou um corte de R$ 50 bilhões no Orçamento deste ano.

“Quero ver isso acontecer de verdade. Disseram que vão cortar emendas de parlamentares, precisa ver quais emendas. A maior parte é espuma, para dizer que tem um governo austero”, disse.

O tucano também falou sobre o salário mínimo. Para Serra, que durante a eleição defendeu o valor de R$ 600, a decisão do governo de estabelecer o reajuste para R$ 545 foi política, e não econômica.

“Quando propus R$ 600, examinei os números. O voto contra o mínimo maior acaba sendo especialmente contra os pobres do Nordeste.”

Serra também criticou o dispositivo que permite o reajuste do salário mínimo por decreto presidencial.

via Folha de S.Paulo – Serra critica “falso rigor fiscal”, enquanto Alckmin elogia Dilma – 26/02/2011.

‘Fator Serra’ embaralha articulação para 2012

Julia Duailibi- A iminente saída do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, do DEM e o chamado “fator Serra” delinearam um novo rumo nas articulações para a eleição municipal de 2012.

À revelia do ex-governador José Serra, que tem dito não ter interesse em disputar a Prefeitura de São Paulo, tucanos passaram a ventilar seu nome como alternativa capaz de reeditar a aliança entre PSDB, DEM e PMDB, vitoriosa na última eleição no Estado.

Paralelamente, o PT começa a estudar novos nomes para fazer frente a uma eventual candidatura Serra. A possibilidade de Kassab migrar para o PSB – ele negocia ainda com o PMDB ou a formação de um novo partido – também levou o PTB a procurar o deputado Gabriel Chalita (PSB) para oferecer-lhe a sigla, se quiser entrar na disputa. O deputado ainda está na mira do PMDB paulista, caso Kassab não escolha a legenda como destino.

O governador Geraldo Alckmin tem dito que Serra deve ser o nome para 2012. Apesar da atual resistência de Serra, tucanos apostam que ele pode aceitar a missão e se fortalecer na cena política, num momento em que a ala do PSDB do senador Aécio Neves trabalha para retirar espaço do ex-governador.

Em 2004, Serra também não queria ser candidato a prefeito. Diante das pressões do partido, inclusive de Alckmin, que ameaçava lançar o seu então secretário de Segurança Pública, Saulo Abreu, ele aceitou. Assinou, então, um documento em que se comprometia a ficar até o final do mandato, caso vencesse. Tomou posse e um ano e três meses depois, renunciou para disputar o Palácio dos Bandeirantes. A atitude tornou-se hoje um argumento contra o lançamento de seu nome.

Apesar do consenso de uma candidatura Serra à Prefeitura, tucanos veem motivação nele para disputar o governo estadual, numa articulação em que Alckmin ficaria com a Presidência – o governador não dá sinais de que aceitaria a dobradinha. Serra, de qualquer maneira, afinou o discurso com Alckmin, com quem viajou no sábado pelo interior e tem conversado semanalmente.

No front petista, o ministro Aloizio Mercadante (Ciência e Tecnologia) conta com mais apoio no diretório paulista para disputar a Prefeitura que a senadora Marta Suplicy. O petista chegou a propor acordo para Marta em 2010, segundo o qual ela ficaria com a vaga para o Senado e ele, com a Prefeitura. A senadora não aceitou. Os dois, entretanto, aguardariam a definição de Serra para se decidir.

O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a insistir num nome novo. Recentemente, falou do ministro Fernando Haddad (Educação), que queria ter lançado para o Estado em 2010. Além de Haddad, que não conta com respaldo o PT e está desgastado com a crise do Enem, entra na cota a novidade Alexandre Padilha (Saúde), que não tem título em São Paulo. Corre por fora o deputado Carlos Zarattini, visto como o mais forte no PT paulistano entre as apostas “novas”. 

via ‘Fator Serra’ embaralha articulação para 2012 – politica – Estadao.com.br.

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