Delações da Odebrecht colocam Temer no colo de Eduardo Cunha

O Presidente Michel Temer está nas mãos — ou melhor, no colo — de um presidiário. Eduardo Cunha, estrela do impachment e também da Lava Jato, deve estar rindo desde que os telejornais do fim da noite de ontem trouxeram as revelações do delator Márcio Faria, ex-presidente da Odebrecht Industrial.

Em um depoimento de mais de 40 minutos, Faria descreveu com uma desconcertante naturalidade como funcionava o esquema de achaque promovido pelos políticos do PMDB contra empresas interessadas em negociar grandes contratos com a PETROBRAS. O depoimento colocou o atual Presidente da República no centro da roda.

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Como a Delta e Cacheira pagaram propina a Marconi Perillo

DIEGO ESCOSTEGUY, COM MURILO RAMOS E MARCELO ROCHA

LUCRO O governador  de Goiás, Marconi Perillo. Ele vendeu uma casa ao bicheiro Carlinhos Cachoeira com um ágio  de R$ 500 mil –  em troca, liberou faturas da Delta  (Foto: Andre Borges/Folhapress)LUCROOuça o áudio capitulo 1 (Foto: reprodução)

No dia 27 de junho, o Núcleo de Inteligência da Polícia Federal remeteu à Procuradoria-Geral da República um relatório sigiloso, contendo todas as evidências de envolvimento do governador Marconi Perillo com o esquema da construtora Delta e do bicheiro Carlinhos Cachoeira. Como governador de Estado, Perillo só pode ser investigado pelo procurador-geral da República – e processado no Superior Tribunal de Justiça. O relatório, a que ÉPOCA teve acesso com exclusividade, tem 73 páginas, 169 diálogos telefônicos e um tema: corrupção.

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Ricardo Teixeira e João Havelange receberam R$ 45,5 milhões de suborno

RODRIGO MATTOS

O ex-presidente da CBF Ricardo Teixeira e o presidente de honra da Fifa, João Havelange, receberam R$ 45,5 milhões em subornos para facilitar a negociação de contratos de Copas do Mundo.

A informação consta em documento da Justiça suíça tornado público ontem e que relata acordo para encerrar um processo criminal contra os cartolas brasileiros. Ambos não comentaram o fato.

É o chamado dossiê ISL, ex-parceira comercial da Fifa e pivô do maior caso de corrupção da história do futebol. O jornal suíço “Handelszeitung” obteve o documento e o divulgou. A Fifa também o publicou em seu site ontem.

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Cachoeira repassou R$ 3 milhões a Demóstenes, diz procurador-geral da República

João Domingos e Mariângela Gallucci

No pedido de instauração de inquérito no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar as ligações do senador Demóstenes Torres (sem partido-GO) com o contraventor Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, o procurador-geral da República, Roberto Gurgel, diz que é “expressamente referido” que “R$ 1 milhão foi depositado na conta” do parlamentar. O documento aponta um valor total repassado para o parlamentar de R$ 3,1 milhões.

A afirmação do procurador está no item 36, página 40 do inquérito encaminhado ao Supremo. Toda essa documentação foi liberada ontem pelo ministro Ricardo Lewandowski para a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Cachoeira, e para o Conselho de Ética do Senado, que está apreciando pedido de cassação do mandato do senador Demóstenes.

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Cachoeira mandou entregar dinheiro ‘para o governador’

ANDREZA MATAIS, RUBENS VALENTE e NATUZA NERY

O empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, orientou um de seus operadores a entregar dinheiro a um assessor do governador de Goiás, Marconi Perillo (PSDB), em julho de 2011.

Escutas telefônicas feitas pela Polícia Federal durante investigações sobre os negócios de Cachoeira mostram-no tratando do assunto com o ex-vereador Wladimir Garcez, um de seus operadores.

“É pro governador”, disse Cachoeira a Garcez. “Vamos lá pagar logo pra ele no palácio lá. Chega lá, paga pro Jayme. Já manda ele levar o dinheiro, já entrega a chave aí pra ele, depois tira os trem que tem que tirar aqui.”

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Cachoeira deu dinheiro a assessor de senador, diz PF

FERNANDO MELLO, LEANDRO COLON e BRENO COSTA

Seis dias antes de sua prisão pela Polícia Federal, o empresário Carlos Augusto Ramos, o Carlinhos Cachoeira, entregou R$ 100 mil em dinheiro vivo a um assessor do senador Demóstenes Torres (ex-DEM), indicam relatórios da PF obtidos pela Folha.

Quem recebeu o montante foi o policial militar Hrillner Ananias, cedido pelo governo de Goiás para assessorar Demóstenes, a pedido do parlamentar -o que é permitido por lei. O policial deixou a função de assessor logo após a prisão de Cachoeira.

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A versão de Mino Pedrosa sobre o suborno que teria sido pago a Perillo

Mino Pedrosa, do site QuidNovi

Foi no Palácio das Esmeraldas que o governador de Goiás Marconi Perillo (PDSB) recebeu de Carlos Cachoeira um pacote de dinheiro com R$ 500 mil,numa caixa de computador,como parte do pagamento de “negócios” com o bicheiro.O dinheiro foi entregue por Wladimir Garcês, reconhecido por Perillo como amigo e presidente da Assembléia, só que Garcês se refere a Cachoeira como “chefe”.Fechamos o elo entre governador e contraventor.

Os agentes da polícia federal monitoraram todos os passos da entrega do dinheiro. Com áudio e vídeos.

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Grupo enviou dinheiro a governo de GO, diz PF

Gravações feitas pela Polícia Federal na Operação Monte Carlo levantam a suspeita de que o empresário Carlos Cachoeira enviou dinheiro, escondido numa caixa, para um integrante de seu grupo que estava na sede do governo de Goiás, comandado pelo tucano Marconi Perillo.

Segundo o site do jornalista Mino Pedrosa e a edição de ontem do “Jornal da Globo”, o valor enviado ao Palácio das Esmeraldas foi de R$ 500 mil.

As gravações foram feitas em junho do ano passado. Nelas, aparecem Cachoeira, Gleyb Ferreira da Cruz, um dos principais auxiliares do empresário, e Wladimir Garcez, ex-vereador de Goiânia e apontado como elo do grupo com políticos.

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