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| Oposição admite que não tem votos para barrar entrada da Venezuela no Mercosul |
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A oposição reconhece que terá dificuldades para barrar o ingresso da Venezuela no Mercosul. O assunto deve ser analisado pelo plenário do Senado nesta semana. Embora os governistas tenham dissidências contrárias à adesão do país vizinho ao bloco econômico, senadores do DEM e PSDB admitem que não terão número suficiente de parlamentares para derrubar o protocolo de adesão da Venezuela no Mercosul. "Se todos os nosso vierem, e isso é difícil porque sempre tem um que viaja, um que está doente, conseguiremos 32 votos. Como o [presidente do Senado] Sarney não vota, calculo que fica em 48 a 32 para eles. Não é uma grande vitória, mas eles ganham", disse o líder do PSDB no Senado, Arthur Virgílio (AM). Os governistas prometem colocar em pauta quarta-feira, no plenário, o protocolo de adesão da Venezuela no Mercosul. Mas contabilizam, nos bastidores, se terão apoio suficiente para aprovar a matéria. A disposição da base aliada do presidente Luiz Inácio Lula da Silva é colocar a matéria em análise somente se houver um placar favorável ao protocolo de adesão. O governo adiou a votação nas últimas duas semanas por não ter certeza da vantagem sobre a oposição. Líderes governistas admitiram que as recentes declarações do presidente da Venezuela, Hugo Chávez, de que os líderes militares da Venezuela devem estar preparados para a "guerra" no continente, poderiam colocar em risco a aprovação da adesão do país ao Mercosul. Chávez fez as declarações há duas semanas, o que dificultou as negociações dos governistas para a votação do ingresso da Venezuela no Mercosul. A oposição trabalha para adiar a votação do protocolo de adesão até que haja um compromisso do governo venezuelano de que não há uma "situação de guerra" no continente. Na sessão plenária, a oposição promete realizar uma série de longos discursos na tentativa de suspender a sessão --como estratégia para adiar, novamente, a análise do protocolo de adesão. DEM e PSDB temem que Chávez, no comando da Venezuela, traga instabilidade à democracia no Mercosul --por isso são contrários à aprovação da matéria. Aprovação A CRE (Comissão de Relações Exteriores) do Senado aprovou no final de outubro o ingresso da Venezuela no Mercosul. Apesar da pressão de senadores oposicionistas contra a adesão do país presidido por Hugo Chávez no bloco econômico, o governo tinha maioria na comissão para garantir a aprovação do voto em separado do senador Romero Jucá (PMDB-RR) --favorável ao protocolo de ingresso do país no Mercosul. Antes de aprovar o voto de Jucá, a comissão rejeitou o relatório do senador Tasso Jereissati (PSDB-CE), contrário ao ingresso da Venezuela no Mercosul. A oposição critica a adesão da Venezuela no bloco por considerar que Chávez impôs um regime antidemocrático no país --o que poderia colocar em xeque a democracia na América do Sul. No texto, Jucá não reconhece atitudes antidemocráticas no governo de Hugo Chávez ao considerar que isso é fruto de distorção da imprensa sensacionalista e de organismos internacionais. O líder governista também argumentou que o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, da oposição, foi quem deu início às negociações para a adesão da Venezuela ao Mercosul.
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