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Sem apoio do PT, grupo de senadores quer colher assinaturas para renúncia de Sarney

Eles querem a renúncia de Sarney. Já se reuniram e pensaram em apresentar um manifesto de vários partidos para retirar o parlamentar da presidência do Senado. Mas, sem o apoio formal do PT, esses mesmos senadores decidiram mudar de estratégia.

Agora, querem procurar senador por senador na tentativa de garantir assinaturas suficientes para mostrar que grande parte da Casa vê na renúncia do maranhense filiado ao PMDB do Amapá uma saída para essa crise que assola a instituição e já é considerada a pior da história política do país.

Esse mesmo grupo decidiu também que vai apresentar recursos sempre que o Conselho de Ética arquivar sumariamente denúncias ou representações protocoladas contra Sarney. Ontem, o presidente do colegiado, senador Paulo Duque (PMDB-RJ) engavetou quatro reclamações contra José Sarney e uma contra o líder peemedebista Renan Calheiros (AL). O pretexto foi o mesmo em todos os casos: segundo Duque, não daria para levar adiante uma denúncia baseada apenas em recortes de jornal.

“Vamos reagir a essa tropa de choque que ocupou o Senado com violência maior que dos tanques da ditadura. O Senado está sob intervenção dessa tropa e vamos reagir todas as vezes em plenário”, afirmou Cristovam Buarque (PDT-DF), um dos organizadores do movimento entre partidos.

Também fazem parte do grupo senadores do DEM, PSDB, PSOL, PMDB e PSB.

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