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Mônica Waldvogel refresca a memória seletiva da BESTA sobre a greve de 89

Queridos Fábio e Natalzinho,

Como esquecer daquela greve? A pressão foi tremenda, um diz-que-disse sem fim, uma tremenda desorganização. Lembro de passar uma noite toda chorando tamanha era a confusão. Mas é fato que a redação parou, que gente muito notória furou a greve e que alguns, com cargo de chefia, foram demitidos, como no caso do Natalzinho. Quando a greve acabou, Heraldo, eu e outros repórteres fomos de “castigo” para o Bom Dia Brasil. Depois de uma semana só de notas cobertas no Jornal Nacional – faltavam repórteres! – fomos chamados de volta. Eram outros tempos, brilhantes à sua maneira. Beijos para os dois e muita saudade de vocês.

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1 comment

Rodrigo Leitão 04/04/2012 at 20:42

Querido Fábio,
A greve de 1989 é histórica. Lembro dos piquetes concorridíssimos nas portas do Jornal de Brasília, Correio Braziliense, SBT e TV Globo. Vi muito colega sendo demitido e muitos furadores de greve dentro das redações tentando pôr jornal na rua com releases elaborados pela assessoria de Imprensa do GDF. Mas conseguimos que, pelo menos em um dia da greve, os jornais locais não circulassem. Fizemos piquete na porta da Globo e vi gente muito famosa, que hoje até ancora telejornal de rede nacional, furando a greve, apesar dos apelos dos colegas, inclusive da própria emissora. Por causa disso, teve gente demitida e muita gente punida na Globo. Pena que o movimento, naquela época, não soube aproveitar a única oportunidade em que 95% da categoria conseguiu se unir.

Abraço,
Rodrigo Leitão

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