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Dilma divulga nomes dos sete membros da Comissão da Verdade

Quase seis meses depois de sancionar a lei que cria a Comissão da Verdade, a presidente Dilma Rousseff finalmente anunciou nesta quinta-feira seus sete integrantes. Entre eles está a advogada de Dilma durante a ditadura, Rosa Maria Cardoso da Cunha.
Completam a comissão: José Carlos Dias, ex-ministro da Justiça; Gilson Dipp, ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ); Claudio Fontelles, ex-procurador-geral da República; Paulo Sérgio Pinheiro, advogado e ex-secretário de Direitos Humanos; Maria Rita Kehl, psicanalista e escritora; e José Paulo Cavalcanti Filho, advogado e escritor.
A cerimônia de posse dos integrantes e instalação da comissão ocorrerá na próxima quarta-feira, no Palácio do Planalto, com as presenças dos ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso, Luiz Inácio Lula da Silva, José Sarney e Fernando Collor. Todos confirmaram presença, segundo o porta-voz da Presidência, Thomas Traumann.
O Planalto quer dar à Comissão da Verdade — que vai apurar, sem objetivo de punir, a violação de direitos entre 1946 e 1988 — um caráter de órgão de Estado, e não do governo petista. Os nomes serão publicados na edição desta sexta-feira do Diário Oficial da União. A presidente fez o convite aos sete pessoalmente nesta quinta-feira à tarde. À noite, todos foram jantar no Palácio da Alvorada.
Entre os escolhidos estão dois ex-auxiliares de FH: o advogado José Carlos Dias, ministro da Justiça de julho de 1999 a abril de 2000, e o diplomata Paulo Sérgio Pinheiro, secretário de Direitos Humanos no governo tucano. Dilma também colocou na comissão o primeiro procurador da República do governo Lula, Cláudio Fontelles (2003/2005).
A comissão terá prazo de dois anos para funcionar, após sua instalação. Seus integrantes receberão salário de R$ 11,2 mil e terão uma assessoria com 14 servidores. Caberá a ela esclarecer os casos de tortura, morte, desaparecimento e ocultação de cadáveres, identificando e tornando públicas as estruturas, locais, instituições e circunstâncias relacionados aos crimes contra os direitos humanos.
Para isso, poderá requisitar informações, dados e documentos, além de convocar pessoas que tenham relação com os fatos analisados e pedir perícias e diligências para coleta ou recuperação de informações, documentos e dados. Não terá, no entanto, poderes para punir.

via Dilma divulga nomes dos sete membros da Comissão da Verdade – O Globo.

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2 comments

Alex 11/05/2012 at 10:34

Há algo com relação aos militares da época e seus adoradores que realmente não entendo e não engulo. Como se sabe, a Comissão da Verdade não foi criada para punir ninguém, apenas para levantar os fatos históricos, dar nome aos bois, descobrir o o’nde, como, quem e porque’ de tantos fatos nebulosos do passado recente do Brasil, principalmente a chamada “guerra suja” do período 1964-1985.

Ora, batendo-se os comments pela Internet, publicados principalmente em seções para comentários de jornais on line e em videos do Youtube, nota-se a enorme quantidade de cidadãos, entre militares de pijamas, civis de viés autoritário, anti-petistas ferrenhos e até jovens, que nem viveram a época, um grande orgulho pelo que foi feito pelas Forças Armadas neste período, no tocante às torturas, mortes e desaparecimento de cidadãos.

Mensagens, como “terrorismo nunca mais!”, “comunista bom é comunista morto”, “Saudades da ditadura”, “Pena que não mataram todos”, “guerra é guerra”, “só quero saber se os carbonizados foram temperados antes”, com tais colocações fascistas e desumanas como resposta às denúncias de barbaridades cometidas, se leem às centenas quando o assunto é a ditadura e seus males. Batem no peito com grande orgulho do que fizeram (uns) e de grande apoio ao que os militares fizeram ( outros).

Usam também do expediente raso e imoral, de que todos que condenam essas barbáries são petistas ou comunistas. É necessário ser petista ou comunista para considerar a morte de alguém – após ser torturado até a morte e depois esquartejado e enterrado em pedaços por aí – uma abjeção?

Ora, se tem tanto orgulho do que fizeram, se afirmam que fariam tudo de novo, se se consideram certissimos em agirem como agiram, e se não correm o menor risco de serem punidos por isso, porque todo esse medo e toda essa gritaria com a busca pelas informações passadas e os nomes dos perpretadores? Alegam que se deveria levantar os fatos dos dois lados. Ora, os “terroristas” e seus atos já foram, desde a época, identificados, presos, torturados, julgados, condenados e cumpriram pena, o que mais querem? O que nunca se soube ao certo foi quem fez o quê do outro lado.

É isso que não faz nenhum sentido. O orgulho do que fizeram em contrapatida com o medo de serem expostos por isso, sendo que nenhuma punição sofrerão. Tem medo da punição moral da História?

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Fábio Pannunzio 11/05/2012 at 10:49

Alex, gostei muito do seu comentário e publique um post reproduzindo o texto. Se você quiser, mande para mim seus dados — nome real, profissão etc e eu completo a informação sobre a autoria. Obrigado.

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