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Reinaldo Azevedo: há apenas duas, e não 200 ligações entre Cachoeira e Policarpo

No Blog do Reinaldo Azevedo

A quadrilha do mensalão estava mentindo.
A quadrilha da Internet estava mentindo.
A verdade vem à tona de forma clara, cristalina, inequívoca.
Lembram-se da Operação Monte Carlo e das supostas 200 ligações trocadas entre Carlinhos Cachoeira e Policarpo Júnior, um dos redatores-chefes da VEJA e chefe da Sucursal de Brasília? NÃO ERAM, NÃO SÃO E NUNCA FORAM 200! ERAM, SÃO E SEMPRE FORAM DUAS!!!

Collor, num de seus momentos de serenidade no Senado: em vez de apontar o dedo para os corruptos, ele resolveu atacar a imprensa livre. Faz sentido…

A canalha resolveu multiplicar o número por 100 para ver se conseguia dar ares de crime ao trabalho normal de um jornalista. Os que se dedicaram a espalhar a mentira nunca quiseram, como vocês sabem, apurar as ligações do grupo de Cachoeira com os políticos e com o Estado brasileiro. Queriam, isto sim, desmoralizar os fundamentos de uma democracia, a saber:
– a oposição (ela só existe em países democráticos);
– a Procuradoria-Geral da República (ela só é independente em países democráticos);
– a Justiça (ela só é isenta em países democráticos);
– a imprensa (ela só é livre em países democráticos).

Leia a íntegra em  HÁ 2 LIGAÇÕES ENTRE POLICARPO E CACHOEIRA, NÃO 200! LEIAM O QUE DIZEM DOIS DELEGADOS DA PF. E O PAPEL PATÉTICO DO EX-CAÇADOR DE MARAJÁS E ATUAL CAÇADOR DE JORNALISTAS | Reinaldo Azevedo – Blog – VEJA.com.

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Fábio Pannunzio

22 comments

Flavio F Farias 18/05/2012 at 21:21

Pannunzio, tem certeza que o Reinaldo não falou DUAS DEZENAS de ligações?
Acho que agora você pode fazer uma postagem informando que foram DUZENTAS ligações, QUARENTAS diretas entre Cachoeira e POLIcarpo.

Reply
Fábio Pannunzio 18/05/2012 at 22:31

Professor, essa história de 200 ligações é cascata da BESTA. Ele foi citado em 46 ligações, segundo a PF, e há dois registros de conversas entre ele e o contraventor. “Relação fonte-repórter”, disseram os próprios delegados. Tudo o mais é produto da máquina de esculhambar da BESTA.

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Lets 12/05/2012 at 23:47

Esse Jotavê poderia começar a ler e comentar e se ” inspirar” em livros do Brian L. Weiss , porque repetir bla bla de cartilha ou livro de auto ajuda tá muito batido.

Reply
Jotavê 13/05/2012 at 10:23

E você poderia argumentar de maneira articulada, ao invés de escrever um bilhete sem nenhum conteúdo que, em três linhas, consegue a proeza de cometer dois erros grosseiros de português.

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Alex 12/05/2012 at 23:39

A seção de comentários do blog do Reinaldo Azevedo da VEJA parece eleição do Iraque de Saddam Hussein: 99,9% dos comentários apóiam tudo que ele escreve e bajulam descaradamente o jornalista.

Reinaldo é um grande defensor da liberdade de expressão desde que ela não exista no blog dele.

Reply
Marcelo G 14/05/2012 at 19:15

Por que o “bajulam descaradamente”?? Algum problema com o fato de pessoas democraticamente elogiarem o jornalista??

Você pode ser contrário ao fato de ele não publicar opiniões que você julga que ele deveria publicar, mas desqualificar os comentários publicados não me parece muito democrático…

Apenas curiosidade: vc escolheu o Iraque de Saddam Hussein por alguma razão especial? Poderia ser a Cuba de Fidel, a Coreia do Norte de Kin Jong, a URSS de Stalin… sei lá, o mundo é cheio de ditaduras…

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Alex 14/05/2012 at 20:02

É obvio que os comentarios merecem desqualificação no todo, qdo TODOS eles se limitam a apoiar o blogueiro e incensá-lo com elogios rasgados, muitas vezes bizonhos , às vezes ne pra se acreditar no que se lê. Como conjunto de conteúdo, tem expressão nenhuma. É apenas uma claque a bater palmas, não há qualquer debate de nada, não há contraditório.

Escolhi o Iraque por que ficou famosa a ultima ‘eleição’ de Saddam com 99% de votos favoráveis. É mais ou menos a democracia e a liberdade de expressão do blog do Reinaldo.

A Coreia do Norte, a URSS e Cuba pelo menos não são cínicas. Não tem democracia, não tem eleição e não tem liberdade de expressão nenhuma. Assumem. Pior são os hipocritas.

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Marcelo G 14/05/2012 at 23:09

Gostei do “é óbvio”… Pior, todos os comentários merecem desqualificação!!

Vale um estudo mais profundo sobre a história desses 3 países que você elogia pela “não-hipocrisia”. Vale colocar mais um como “não-hipócrita”, segundo seu raciocínio: Adolf Hitler. E um hipócrita, por exemplo, Hugo Chaves…

Bom, agora com licença que vou aplaudir o Blog do Reinaldo, o do Pannunzio e de todos os jornalistas sérios, éticos, que escrevem bem e não babam-ovo de mensaleiro em troca de dinheiro público.

Abs

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Jotavê 12/05/2012 at 13:16

Cada um está montando o quebra-cabeça das relações entre a revista Veja e Carlinhos Cachoeira de um modo. Na minha remontagem, o nó da questão está no papel que a revista resolveu assumir no cenário político. Ao invés de ser uma observadora crítica do jogo do poder, ela começou a atuar segundo a lógica interna desse jogo, pensando do ponto de vista de alguém que está disputando o pode, e não de um observador que está fazendo a análise externa dessa disputa. A diferença é sutil e escorregadia, mas tem que ser feita.
Façamos uma primeira aproximação, um pouco grosseira. Tome-se o exemplo de Juca Kfouri. Corinthiano confesso, ele torce, como todos nós, para que seu time se dê bem, e os outros se dêem mal. Imaginem que, com o argumento de que nenhuma opinião é isenta, e que no final das contas qualquer coisa que ele publique acaba tendo efeito sobre diversas situações em que seu time está envolvido (um julgamento na Justiça Desportiva, por exemplo), Juca começasse a escrever seus textos com o objetivo implícito, mas inequívoco, de complicar a vida dos outros times e aliviar a barra do Corinthians. Faria denúncias, mas seletivas. As que favorecessem seu time seriam amplificadas; as que o prejudicassem seriam esquecidas, na medida do possível, ou então neutralizadas. Não estou imaginando, vejam bem, que Juca Kfouri tivesse se transformado num retardado mental. É claro que ele pesaria cuidadosamente as circunstâncias, e avaliaria se, diante de um fato inegável, não seria melhor entregar os anéis para não entregar os dedos. Para bem desempenhar o seu papel, não poderia brigar com o óbvio. Se um atacante cuspiu na cara do juiz diante das câmeras de televisão e a cena foi exibida, em slow motion, para todo o país em horário nobre, seria simplesmente idiota querer defendê-lo. Iria atacá-lo, sem dúvida, e com violência redobrada, mas apenas para se dar o direito de, na manhã seguinte, retomar o velho esquema das denúncias seletivas e da distorção sistemática de fatos.
A analogia, eu disse, é um pouco tosca, pois há uma diferença fundamental entre o futebol e a política, nesse caso. A imprensa pouco pode interferir naquilo que é fundamental no primeiro caso: o gol, o resultado da partida. O poder de influenciar o resultado final do campeonato é mínimo. No caso da política, não. O poder da imprensa, ali, é muito grande. Pode derrubar ministros, motivar CPIs, influenciar o eleitorado e, no limite, pode até mesmo redundar no impeachment de um presidente da república. Aí reside a tentação. E o perigo.
Todo jornalista acostuma-se desde cedo a sentir esse poder, e a ter orgulho de tê-lo em mãos. Sabe que isso significa prestígio, contatos, facilidades dos mais diversos tipos. Bozó, personagem criado por Chico Anysio, vivia repetindo o mote “eu trabalho na Globo” para conseguir a atenção das mulheres e o respeito dos homens. Em ponto maior, é exatamente esse o sentimento em diálogo com o qual a imagem pública de um jornalista de destaque irá se organizar. Nuns, virá temperado pelo sentimento do dever público associado a esse poder, e também pelo reconhecimento humilde de que o poder não pertence a ele, individualmente, mas ao órgão de imprensa para o qual trabalha. (O Noblat escreveu um bonito artigo a esse respeito há algumas semanas.) Se for despedido, não será menos talentoso no dia seguinte do que fora até então. Suas palavras potenciais serão as mesmas. Seu poder, no entanto, estará reduzido a uma fração desprezível daquilo que ele foi um dia. Falará montado num caixote de madeira, no meio da praça, berrando aos quatro ventos na esperança de ainda ser ouvido.
Esse poder inerente à ocupação do espaço público da informação pode levar o jornalista ou o órgão de imprensa no qual ele trabalha a dar o passo fatal: planejar toda a sua linha editorial de maneira a maximizar o exercício desse poder. Isso pode ser feito basicamente de duas formas. A primeira é puxando o saco. É uma fórmula incerta e frouxa, que rende poucos dividendos. Coloca a revista ou jornal na posição do áulico que eventualmente recolhe uma ou duas migalhas jogadas pelo governante que se beneficiou de sua sabujice. O grande lance (e isso foi percebido com clareza por Rupert Murdoch) é bater, seguindo o velho conselho de Maquiavel: ser temido é muito mais vantajoso e mais seguro do que ser amado. Demonstrando seu poder de fogo, o jornal ou revista ganha duas batalhas em duas frentes simultâneas. Ganha público leitor, na medida em que passa a funcionar como uma verdadeira fábrica de escândalos semanais, e também ganha o respeito temeroso daqueles que podem, a qualquer momento, se transformar em alvos de seus ataques.
Essa opção, por sua vez, transforma a imprensa numa prisioneira (confortável e voluntária) da lógica elementar de toda guerra: o inimigo de meu inimigo é meu amigo. Seja ele quem for. Se Carlos Cachoeira pode me fornecer o material de que eu preciso, ele será meu aliado ocasional ao longo de um, dois, três, muitos anos. Se o senador Demóstenes Torres é uma peça essencial de meu esquema, fazendo repercutir no Congresso as denúncias que faço na páginas da revista, ele se torna, só por isso, um mosqueteiro da ética, um exemplo de lucidez política e de moralidade pública. Pouco importa que ele seja uma figura de destaque na quadrilha de meu principal informante. Importa apenas que, quanto mais poder ele tiver na oposição ao governo que me serve de alvo fixo, mais poder eu, dono da revista, também terei.
A ética jornalística, nesse meio-tempo, foi para o espaço, pois a lógica a ser seguida é completamente outra. As denúncias são seletivas, dirigidas a um dos lados, e não ao outro. (Ressalvadas, é claro, as cusparadas na cara do juiz em rede nacional.) Os fatos são torcidos, torturados, como se diz, até confessarem aquilo que eu desejo que eles digam. Tudo é feito em nome da “causa”, vale dizer, do interesse de quem escreve. Carlos Cachoeira sabe o tipo de material que me interessa. Como tem interesse na promoção que faço de um dos principais membros da organização que chefia, ele será muito solícito, encomendando a seus subordinados as fitas de vídeo e as gravações que recheiam minhas reportagens de capa. As duas partes lucram, sem que seus interesses imediatos coincidam necessariamente. Nem Carlinhos Cachoeira tinha interesse em desestabilizar o Governo, nem a revista tinha como objetivo favorecer os negócios de um bicheiro. A mão de um lavou a mão do outro, e ambas ficaram limpas. O dia seguinte é uma outra história. A mão que afaga, como dizia o poeta, é a mesma que apedreja. Ambos têm plena consciência disso, e não serão ridículos a ponto de reclamar fidelidade ou compaixão. Fariam exatamente a mesma coisa se estivessem no lugar do outro. Se o senador foi flagrado pelas câmeras, que se vão os anéis. Pau no senador. Faz parte do jogo.

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Celso Lima 12/05/2012 at 15:04

Está faltando Gardenal no mercado?

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Big Head 12/05/2012 at 16:45

Creio que sim…kkk

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Jotavê 12/05/2012 at 18:28

Esse tipo de comentário deveria ser evitado, Celso. É uma ofensa pessoal sem nenhum sentido, sem nenhum propósito. Você nem me conhece. Para que tratar as pessoas dessa forma?

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Big Head 12/05/2012 at 21:58

Jotavê, um pouco de senso de humor não faz mal a ninguém…

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Jotavê 13/05/2012 at 06:53

Não se tratou de senso de humor, nesse caso, mas de agressão pura e simples.

Big Head 12/05/2012 at 16:43

Os prolixos comentários do Jotavê tem se notabilizado pela shakespeariana expressão: “muito barulho por nada”. Toda a verborragia foi gasta no intuito de dizer que a Veja tem lado e, por isso, selecionaria e só divulgaria escândalos de esus supostos adversários. Nada mais mentiroso. Basta o Jotavê, certamente um dos cordeiros da Besta, ir lá no (pequena pausa para vestir as luvas) Conversa Fiada e ver quantas capas a revista deu para escândalos do Governo FHC. Custa nada lembrar que boa parte das denúncias do, tá bom vá lá, livro do Amaury tem como fonte uma edição do semanário, mais precisamente a de n.º 1750, de 8 de maio de 2002. O que dizer então da publicação dos grampos que derrubaram o Mendonção, certamente o ministro mais forte do primeiro reinado do Príncipe Sociólogo? O pior é ver que o comentarista vai modulando seu discurso de acordo com a revelação da verdade factual. De início, o JV, como todos os outros cordeiuros da Besta, vinham aqui denunciar os crimes (quais?) do jornalista e da revista, até mesmo embalados por um post do dono deste blog que, veladamente, punha em dúvida a conduta do colega. Á medida que os próprios investigadores negaram a existência de uqalquer crime, reforçandoi ademais que a relação Cachoeira-Policarpo er meramente de fonte/repórter, dispensaram a palavra crime e passaram a falar agora de algo muito mais etéreo, que seria um suposto alinhamento da Veja com partidos da oposição. Mentira outra vez. Na verdade, ante a pusilanimidade da oposição, zonza por ter visto grande parte de seu projeto surrupiado pelo atual governo, não se deve negar que a imprensa tem cumprido sim o papel de vigiar o governo e denunciar suas mazelas. Só que tem denunciado a oposição també, pois foi a Veja quem primeiro fez reportagem sobre as ligações tenebrosas do Demóstenes e foi a Folha quem resolveu investigar as denuncias sobre a emendads na AL paulista, por exemplo. Alinhamento ideológico não é antiético, basta dizer que o NYT já fez editorial em apoio à candidatura Obama. A imprensa livre tem denunciado mazelas de todos os espectros da política, o seletivismo moral grassa mesmo é na imprensa cooptada, ou será que, por exemplo, o Jotavê conseguiria pinçaria algum link do blog do (pausa para o engov) Paulo Henrique Amorim ou mesmo do 247 (2 + 4 + 7 = 13) com denuncias contra Zé Dirceu ou Agnelo? Duvi-dê-o-dó! O resto é lorota…

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Big Head 12/05/2012 at 22:05

Pannunzio, autoedição, pode descartar o comentário original.

Os extensos comentários do Jotavê são muito barulho por nada. Toda a verborragia foi gasta no intuito de dizer que a Veja tem lado e, por isso, selecionaria e só divulgaria escândalos de esus supostos adversários. Nada mais equivocado. Basta o Jotavê, certamente um dos leitores da Besta, ir lá no (pequena pausa para vestir as luvas) Conversa Fiada e ver quantas capas a revista deu para escândalos do Governo FHC. Custa nada lembrar que boa parte das denúncias do – tá bom vá lá – livro do Amaury tem como fonte uma edição do semanário, mais precisamente a de n.º 1750, de 8 de maio de 2002? E o que dizer então da publicação dos grampos que derrubaram o Mendonção, certamente o ministro mais forte do primeiro reinado do Príncipe Sociólogo? O pior é ver que o comentarista vai modulando seu discurso de acordo com a revelação da verdade factual. De início, como os cordeiros da Besta, vinha aqui denunciar os crimes (quais?) do jornalista e da revista, até mesmo embalados por um post do dono deste blog que, nem tão veladamente assim, punha em dúvida a conduta do colega. Á medida que os próprios investigadores negaram a existência de qualquer crime, reforçando que a relação Cachoeira-Policarpo era meramente de fonte/repórter, dispensa a palavra crime e passa a falar agora de algo muito mais etéreo, que seria um suposto alinhamento da Veja com a oposição. Errado de novo. Na verdade, ante a pusilanimidade da oposição, zonza por ter visto grande parte de seu projeto surrupiado pelos governos petistas, não se deve negar que a imprensa tem cumprido sim o papel de vigiar o governo e denunciar suas mazelas, uma das tarefas primordiais de quem não está no poder. Só que tem denunciado a oposição também, pois foi a Veja quem primeiro fez reportagem sobre as ligações tenebrosas do Demóstenes e foi a Folha quem resolveu investigar as denuncias sobre a emendas na AL paulista, por exemplo. Alinhamento ideológico não é antiético, basta dizer que o NYT já fez editorial em apoio à candidatura Obama. A imprensa livre tem denunciado mazelas de todos os espectros da política, o seletivismo moral grassa mesmo é na imprensa cooptada. Ou será que, por exemplo, o Jotavê conseguiria pinçar algum link do blog do (intervalinho para o engov) Paulo Henrique Amorim ou mesmo do 247 (2 + 4 + 7 = 13) com denuncias contra Zé Dirceu ou Agnelo? Duvi-dê-o-dó! O resto é lorota…

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Jotavê 13/05/2012 at 07:42

Big Head,

Eu não quis dizer de maneira alguma que a revista Veja ou qualquer outro órgão de imprensa não possa assumir posições políticas. Isso é perfeitamente normal, muito embora eu prefira o estilo NYT (ou mesmo FSP) de “assumir posições políticas”, que deixa um amplíssimo espaço para que os articulistas apresentem pontos de vista que divergem radicalmente daqueles assumidos pela cúpula do jornal ou da revista. Na Veja, isso não acontece. Na Carta Capital, também não. No blog do Paulo Henrique Amorim, muito menos. Mas, até aí, estamos falando apenas em “estilos” de engajamento político, e da maior ou menor disposição de dar abrigo à diversidade de opiniões.

O que tem acontecido com a revista Veja é algo muito diferente. Eles fazem campanhas de desestabilização de governos, e transformam a revista num instrumento de luta partidária. É ilegal fazer isso? Graças a Deus, não. Mas o jornalismo resultante é pobre, em primeiro lugar, e perigoso, em segundo. O caso Demóstenes Torres ilustra bem o ponto.

Você diz que a revista foi a primeira a denunciar o senador. Quem o denunciou, na verdade, e da forma mais explícita, foram os grampos que começaram a vazar por toda a imprensa, e aos quais a revista tinha, é claro, que reagir, já que havia transformado o “doutor” em mosqueteiro da ética pública. Até a semana anterior, a revista ainda o promovia, apesar do fato do chefe de sua sucursal em Brasília ter contato frequente há anos (vamos repetir – há ANOS a fio) com o chefe da quadrilha à qual o senador pertencia. Foram desonestos? Eram cúmplices de Cachoeira? Não num sentido imediato. Mas eram, sim, num outro sentido.

Duvido que Policarpo Jr tenha recebido um único centavo para não dizer o que sabia a respeito da “base de sustentação” de Demóstenes Torres. Não se trata disso. Duvido que a revista tenha publicado uma única reportagem que favoreça Carlinhos Cachoeira diretamente. O problema é outro. Havia uma troca, sim, mas um pouco mais complexa. Demóstenes Torres, via Carlinhos Cachoeira, fornecia a munição de que a revista e seu partido precisavam para desestabilizar o Governo, e a revista fazia vistas grossas sobre as ligações do senador com o bicheiro para não “secar” a sua fonte. É o preço que ela acabou pagando para levar adiante essa política de “ataque a qualquer custo”, de “denuncismo” seletivo que a caracteriza. De um ponto estritamente jornalístico, é pobre. Eventualmente, no entanto, o essa pobreza editorial pode se transformar em falta de escrúpulos. E foi exatamente isso o que aconteceu nesse caso.

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Big Head 13/05/2012 at 10:04

Desestabilizar governos? Poupe-me, Jotavê. Quem os desestabiliza são eles próprios, à medida que não se pautam por um mínimo de ética. A imprensa é só um meio e nisso a tem se portado muito bem, pois vem sendo, desde há muito, os olhos e ouvidos da população, já que, pelo menos nos úiltimos nove anos, a oposição tem se marcado pela pusilanimidade. Repito: você sestá completamente equivocado, não há nada orquestrado, não há falta de escrúpulos, nem trasposição de limites éticos. Onde estariam os crimes? E as condutas anti-éticas? A não ser que você ache que o jornalismo investigativo daqui por diante tenha por fontes conventos e jardins de infância… Não há nada nas gravações que desabone o Policarpo e isso já foi reconhecido por quem investiga o caso. Insistir nessa tecla é mal-caratismo e tentativa de por TODA a imprensa sob suspeição por exercer seu mister. Se as denúncias da imprensa servem para por fogo no circo, que se ponha então. Se a externalidade é ver governos desestabilizados e políticos com o Cê-ú na mão, que seja o preço a pagar. Querer culpar o mensageiros é estratagema de tiranete. Vocalizar esse discursozinho é coisa de espírito servil. Diga aí onde qual trecho das conversas endossa essa sua tese? Não há. Ponto. Outra coisa, mais uma vez você modula o discurso. A história começou com 200 telefonemas, os investigadoes concluíram que foram apenas 2 e além disso disseram que a relação era de fonte/repórter. A quem interessa esse climão de suspeita? Aos inimigos da imprensa livre, entre eles ex-jornalistas que hoje montaram o “Armazén de Secos e Molhados” que vive a operar os países baixos de quem está no poder, em troca de trinta dinheiros. Não adianta, Jotavê. Toda a sua peroração nada mais é do que o que fala um (licença para o dramin) PHA, só que um pouco mais elaboradinho e vertido em português legível. Essa cruzada antiimprensa vai encontrar resistência em quem tem liberdade. O resto é conversa pra boi dormir e Besta ganhar dinheiro…

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Jotavê 13/05/2012 at 11:56

O ponto não é que Policarpo Jr. usava um bicheiro como fonte. Isso é absolutamente normal, e qualquer jornalista faz. O ponto é que ele SABIA que Demóstenes Torres pertencia ao esquema.

Vinícius Jadyr 13/05/2012 at 01:47

Desde quando o senador Demóstenes Torres foi peça essencial, para que as denúncias da Veja fossem repercutidas no Congresso? A Veja tem mais de um milhão de assinantes, altíssimo número em qualquer lugar do mundo e para os padrões brasileiro nem se fale. O que sai em suas página repercute inclusive em outros meios de comunicação. O Senador Demóstenes será cassado (se Deus quiser) e tudo indica que Veja continuará, por um bom tempo, fazendo reportagem investigativa e liderando o mercado editorial no quesito publicações semanais.

Menos, Sr. Jotavê, menos.

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Jotavê 13/05/2012 at 07:47

O fato de a revista Veja liderar o mercado de revistas semanais no Brasil não significa que ela seja infalível, ou não assuma posições éticas questionáveis. Acobertar (e promover) um senador para não secar a sua fonte junto à quadrilha a que esse senador pertencia não é um modo correto de se fazer jornalismo.

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Big Head 12/05/2012 at 09:41

Fim mais do que justo para a Besta e seus cordeiros: ter Zé Dirceu como financiador e norte teórico da “democracia” com que sonham e Collor como tarefeiro, porta-voz, empreendedor e defensor-mor de tal regime…

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