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Pagot, segundo Adriana Vandoni: Boquirroto arrependido?

Numa espécie de delação premiada ou mea culpa, o ex-diretor do Dnit Luiz Antonio Pagot, está neste fim de semana nas revistas Época e IstoÉ. Ele faz acusações de caixa dois na campanha de José Serra (PSDB) e de coação de empreiteiros para fazerem doações à campanha de Dilma e conta que ele próprio reuniu empreiteiros. Se hoje Pagot insinua que foi obrigado a fazer tais atos, na época flutuava por Mato Grosso como o grande arrecadador da campanha presidencial, chegou a dizer que havia sido convidado para ser coordenador da campanha, mas que havia declinado do convite, pois tinha muito trabalho para administrar as obras do PAC, que hoje sabemos, cheias de irregularidades. Depois da eleição, o mesmo Pagot que se insinua vítima de partidos políticos, se disse convidado a ser ministro do Transporte, tamanha a confiança e moral que tinha com a presidente Dilma.

Compulsivo forjador do próprio passado, pessoa sinistra e de olhar raso, diferente do que declarado nas revistas, ninguém em Mato Grosso sabe ao certo quem é Pagot, de onde veio e o que fez para chegar aonde chegou. Várias versões já foram contadas, inclusive a de que foi integrante do Cenimar, o mais cruel órgão de repressão no período militar. Fato jamais comprovado. Segundo seu padrinho político, o senador Blairo Maggi, Pagot foi “quase almirante”. Mentira contada ou pelo marinheiro ou pelo padrinho. Foi candidato a vereador em São Miguel do Iguaçu e teve pouco mais de 200 votos. De funcionário do grupo Amaggi, hoje é um próspero criador de gado. Na capital comprou um belo apartamento com dinheiro que guardava no colchão. Enfim, é uma figura que surgiu no estado em 2003 trazido pelo então governador eleito Blairo Maggi.

A única coisa do passado de Pagot que se comprova é que ele foi funcionário fantasma do Senado e por isso responde a processo movido pelo Ministério Público Federal.

Aos interessados, clique aqui para ler a Época e aqui a IstoÉ.

Dados do processo:

PODER JUDICIARIO
TRIBUNAL REGIONAL FEDERAL DA 1a REGIAO
PROCESSO : 37838-16.2008.4.01.34002008.34.00.038382-62008.34.00.038382-6

CLASSE : 7100 – ACAO CIVIL PUBLICA
VARA : 5a VARA FEDERAL
DATA DE AUTUACAO : 03/12/2008
OBJETO DA PETICAO : 1110105 – ACUMULACAO DE CARGOS – REGIME ESTATUTARIO – SERVIDORPUBLICO CIVIL – ADMINISTRATIVO
P.A. 1.16.000.000548/2008-08 – MPF/PR/DF – PAGAR R$ 428.282,82 PELA PERCEPCAO ILICITA DE SIMULACAO DE EXERCICIO DE CARGO PUBLICO NO SENADO FEDERAL POR 7 ANOS, ONDE DEVERIA SER SECRETARIO PARLAMENTAR.
IMPTE : MINISTERIO PUBLICO FEDERAL
IMPDO : BLAIRO BORGES MAGGI

IMPDO : ESPOLIO DE JONAS PINHEIRO DA SILVA

IMPDO : LUIZ ANTONIO PAGOT

Beba na fonte: Boquirroto arrependido? | Prosa & Política – Por Adriana Vandoni.

Comentários

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8 comments

José Antônio 05/06/2012 at 09:01

Atenção, Pannunzio… A CENSURA PETISTA A IMPRENSA acelera por Goiás, especificamente em Anápolis… Veja link do Blog do Cleuber Carlos:

http://cleubercarlos.blogspot.com.br/2012/06/prefeito-de-anapolis-antonio-gomide.html

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Jose Almeida 05/06/2012 at 01:16

Segundo a Veja as boas informações estão com as pessoas de má reputação. Logo….

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Emilson Werner 04/06/2012 at 17:46

Boquirroto, sim, mas com segredos a desnudar. Os bilhões do DNIT eram mel para os corvos e abutres do financiamento de campanhas. A diferença, a se verificar, era que umas doações foram feitas e declaradas, outras eram porcentagens de aditivos conseguidos na pressão. A estratégia é claramente a da Delta. Subfatura na licitação, vence e depois adita. Simples assim, até o momento em que o Sr. Paulo Preto percebeu que dali poderia fazer a campanha a presidente de seu Führer (do qual ele era o líder a ser salvo na estrada). Resultado? Caixa dois pessedebista. Há acusações para o PT? No máximo , de solicitar doações paralelas a obras licitadas. É por aí que irá a CPI.

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Alessandro 04/06/2012 at 17:01

A Adriana Vandoni é a jornalista mais equilibrada e elegante que tem por aí. Coisa louca!

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Marcos Giraldi 04/06/2012 at 14:00

Só uma observação: a tragetória política de Luiz Antonio Pagot começou no Paraná, assim como a de Blairo Maggi. A cidade de São Miguel do Iguaçu, citada por Pannunzio, fica em território paranaense, pertinho se Foz do Iguaçu. Foi para o Mato Grosso ao lado de Blairo Maggi quando este resolveu investir no estado vizinho, onde se tornou o “rei da soja”. Paggot, portanto, é cria de Blairo Maggi.

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Alex 04/06/2012 at 13:55

Não me surpreende em nada a matéria. Na verdade, ainda tem mais coisa, se fuçarem.

Não ia ser Madre Teresa ou Dona Zilda Arns quem ia saber das patifarias do PT e do PSDB, não é mesmo? Desqualificar a fonte, – que pra mim nunca foi qualificada – técnica rasa e infrutífera em pretensas “defesas’, não diminui em nada as denúncias.

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Bruno Amaro 04/06/2012 at 15:35

A matéria é um absurdo, só ilações, nada de concreto.
Ninguém sabe bem que é Pagot, mas agora qe ele falou do PT e do PSDB já sabemos quem ele vai virar.

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Airton 04/06/2012 at 17:12

Alex , vá ao blog da Adriana
( http://prosaepolitica.com.br/ ) , escreva Pagot na busca , volte nas postagens até 2011 e talvez entenda o que o Pagot está fazendo agora .

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