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PTB, PSD e PRB fazem a extrema-unção do governo Dilma

Acabou.

Dilma Rousseff perdeu a última esperança de salvar seu governo do inferno do impeachment que se avizinha. Com a debandada do PRB, PTB e PSD não resta nenhuma chance de trazer de volta à vida o paciente moribundo que agoniza na Praça dos Três Poderes.

“Para que isso aconteça é preciso um Milagre de Lázaro, mas aí já não é com a gente”, dizia ontem um aliviado político da base governista. “Mas o santo que poderia operar esse milagre não dá mais o ar de sua graça”, lamentava, em uma referência ao sumiço de Lula do ambiente das negociações. “Melhor chamar logo um padre para ministrar a Oração dos Enfermos. Nós estamos conformados”, dizia o parlamentar.

Somente nesta quarta-feira Dilma perdeu 15 dos 19 votos do PTB, 26 dos 36 do PSD e todos os 22 votos do PRB. No total, a drenagem, ao menos no campo simbólico, foi de 63 votos. Some-se a isso a perda de 60 votos da véspera e você terá em quadro desalentador para o governo.

Mas hoje o PMDB também vai desembarcar do Titanic governamental. E isso representa a perda de ao menos 60 dos 69 votos da bancada controlada por Michel Temer. Assim, chega-se a 180 votos de prejuízo para a finada base aliada em apenas três dias.

Entender o tamanho da perda não é difícil. Basta lembrar que somente esses votos, caso tivessem sido mantidos pela Presidente, poderiam salvar-lhe o mandato, visto que com apenas 172 parlamentares contrários ao impeachment o processo seria arquivado e Dilma seguiria governando até fim de 2018.

O quadro, alentador para a oposição, também chama a atenção para a desnecessidade de iniciativas como o estabelecimento de regras casuísticas pelo presidente da Câmara Federal para amplificar o efeito-manada. Trata-se da ordem de chamada para a votação do impeachment.

Eduardo Cunha vai iniciar a votação pelos parlamentares do Sul, Centro-Oeste e Sudeste, onde a tese do impeachment tem mais acolhida, para só depois chamar os deputados nordestinos e nortistas. É uma deliberação antipática e desprovida de razão. Serve apenas para ressaltar o ânimo vingativo do presidente da Câmara Federal.

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