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Governo remarca provas do Enem para primeira semana de dezembro

Da Folha Online.

Após reunião realizada na tarde desta terça-feira entre os ministros Fernando Haddad (Educação) e Tarso Genro (Justiça), ficou decidido que a nova prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) será realizada nos dias 5 e 6 de dezembro. A PF (Polícia Federal) e os Correios farão parte de uma força-tarefa que atuará na segurança e logística do processo.

A prova, que deveria ter sido aplicada nos dias 3 e 4 deste mês, foi suspensa após o conteúdo das questões vazar. O MEC avaliava remarcar a prova nos dias 28 e 29 de novembro ou 5 e 6 de dezembro–, e a nova data foi anunciada por Haddad após a reunião entre os ministros.

De acordo com Haddad, a partir desta quarta (7), o aluno poderá mudar o local da realização da prova. O horário do exame está mantido, com início às 13h.

O novo Enem será realizado por uma força-tarefa formada pela Fundação Cesgranrio e pelo Cespe, ligado à UnB (Universidade de Brasília), que vão substituir o Connasel, consórcio que havia vencido a licitação para impressão, distribuição e correção do Enem. O ministério anunciou na segunda-feira (5) o rompimento do contrato por conta do vazamento da prova.

Polícia Federal e Correios entrarão na segurança e logística do processo. A PF acompanhará todo o processo da prova, desde a saída do cofre do Inep até a distribuição. A Polícia Federal acompanhará todo o processo da prova, desde a saída do cofre do Inep até a distribuição.

Segundo Haddad, o Exército se colocou à disposição. “O Enem é um ícone, um símbolo nacional, de importância estratégica. O desafio do estado brasileiro é garantir que esse ícone seja reconhecido como tal, respeitável e seguro”, afirmou.

Exame

Reformulado neste ano, o Enem será a única forma de seleção em parte das 55 universidades federais. O exame é usado por federais também para substituir a primeira fase do vestibular, para compor a nota e nas vagas que sobrarem.

A Unicamp decidiu não utilizar a nota do Enem em seu vestibular. Isso porque o Inep deveria entregar o resultado das notas à universidade até 30 de novembro, o que não será possível devido à nova data do exame.

Investigação

Na segunda-feira (5), um dos suspeitos de ter furtado a prova, Felipe Pradella, prestou depoimento à Polícia Federal e apontou mais duas pessoas que estariam envolvidas. Os dois, identificados apenas como Felipe e Marcelo, foram indiciados, assim como Pradella.

Também foram indiciados o empresário Luciano Rodrigues e o DJ Gregory Camillo de Oliveira Craid. A polícia investiga ainda a participação de uma mulher no furto de uma terceira prova.

O presidente do Inep (órgão ligado ao MEC), Reynaldo Fernandes, disse que o governo espera as conclusões das investigações para decidir se pedirá o ressarcimento dos gastos com a impressão da prova. “Se na apuração ficar comprovado que é de responsabilidade do consórcio, eu sou obrigado a ingressar pedindo o ressarcimento na Justiça. Tem que ser investigado. Falar agora seria pré-julgamento”, afirmou.

Fernandes disse que, além do ressarcimento, o governo também estuda responsabilizar o consórcio judicialmente se ficar comprovado o seu envolvimento no vazamento da prova. Até agora, porém, o presidente do Inep disse que é “muito cedo” para impor responsabilidades ao consórcio.

“Se o processo legal chegar à conclusão que tiveram responsabilidade, temos que entrar. Eu não posso avançar porque não sei desse inquérito”, afirmou.

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