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Governistas usam CPI da Petrobras para ciritcar oposicionistas

A oposição cumpriu o prometido e debandou definitivamente da CPI da Petrobras. O discurso foi o de que a comissão que os oposicionistas tinham ajudado a criar perdia totalmente o sentido com a não-apuração dos fatos esperados. “Essa CPI nunca existiu. O fato de ter sido instalada não significa dizer que tenha atuado como uma comissão”, afirmou o senador Alvaro Dias (PSDB-PR), autor do requerimento que há cerca de quatro meses pediu a implantação do colegiado que averiguaria irregularidades na maior estatal do país.

A decisão foi tomada no início da tarde de hoje por líderes democratas e tucanos, que agora estudam ingressar no Ministério Público com pelo menos 18 representações, em uma espécie de CPI Paralela. “A CPI se transformou numa farsa. Fomos impedidos de ter acesso a contratos, sindicâncias, documentos importantes. Foi tudo uma encenação e isso não fica bem e desgasta a imagem do Congresso”, disse Dias.

A expectativa é a de que as representações sejam protocoladas a partir de amanhã, quando a oposição se encontrará com representantes da Procuradoria Geral da República. “É possível também que entremos com ações populares. Essa CPI paralela vai ser uma espécie de relatório final e paralelo antecipado”, garantiu ao se referir aos novos trabalhos que serão desempenhados pelo grupo de parlamentares insatisfeitos com os rumos da comissão.

Mas se por um lado a oposição demonstrou total insatisfação, por outro, os governistas não pareceram se importar tanto. Até o último momento, alegaram inclusive que tinham quórum para continuar os trabalhos do colegiado. No entanto, depois do encontro de hoje, que ouviu o presidente da Petrobras, José Sérgio Gabrielli, a bancada governista decidiu dar um fim e sepultar de vez a CPI.

A expectativa, segundo o relator e líder peemedebista Romero Jucá é a de que os trabalhos terminem em definitivo daqui a no máximo dez dias. Nesse prazo, Jucá prometeu apresentar o relatório final de toda a investigação. Até lá, mais ninguém deve ser ouvido.

Para o líder petista Aloizio Mercadante (SP), a postura da oposição já era esperada. “Não deve ser fácil para a oposição discutir a Petrobras no ceenário eleitoral porque a estatal está crescendo. O fato de não estarem aqui e recorrerem ao Ministério Público é bem característico e próprio de oposição.

Já para Inácio Arruda, o encerramento da comissão cumpre os objetivos esperados pelo governo. “Acho que ao final, no papel de teimosia da oposição, essa comissão permitiu que a Petrobras desse esclarecimentos sobre seu funcionamento”, afirmou. “A CPI não cumpriu o objetivo da oposição, mas cumpriu o papel de dar conhecimento à população brasileira”, reiterou.

E as críticas aos oposicionistas não pararam por aí. Os governistas e os representantes da chamada tropa de choque do governo, todos presentes à reunião, acabaram transformando o último dia de trabalhos em palanque para criticar a postura dos que debandaram sem esperar a conclusão da CPI.

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