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A COVID matou Trump

Donald Trump, o persona político, morreu assim que contraiu a COVID. Foi enterrado ainda no hospital sem direito a velório. Já não gozava mesmo de boa saúde eleitoral. Teve morte tão súbita que nem houve tempo nem de mobilizar as carpideiras das redes sociais.

O eleitor americano já deixou claro que o fantasma do personagem abominável e violento, do politico zombeteiro e insensível, não assusta mais, malgrado seu esforço para parecer vivo. O placar pró-Biden de 57 X 41 revelado na última pesquisa da CNN é eloquente. A sondagem explicita uma relação profunda e inequívoca entre a curva de popularidade e a doença que acometeu o líder máximo da extrema-direita mundial.

No atestado de óbito que fatalmente sairá das urnas daqui a 5 semanas, a causa da morte deverá estar relacionada à ausência da cloroquina no tratamento do zumbi republicano. E também de Lysol (Lysoform) endovenoso que ele mesmo receitou a seus eleitores como terapia para a ‘gripezinha’. Só em Nova York, os hospitais registraram mais de 30 casos de intoxicação pelo desinfetante depois da recomendação presidencial.

O Coronavirus sepultou o persona político de Donald Trump porque a opinião pública da Terra Plana finalmente encontrou a linha do Equador. O caipira de pescoço vermelho do Meio Oeste percebeu que as superstições e as mistificações ficaram do lado de fora do Centro Médico Militar Nacional Walter Reed. Percebeu que vinha sendo enganado, logrado, e ‘desencarnou’ do gordinho alaranjado assim que o vírus microscópico derrotou o soberbo presidente dos EUA.

Tump hoje é apenas uma alma penada forçando o diafragma para encher de ar pulmões inúteis para o fantasma político em que se transformou. É um rosto pálido e maquiado que lança da janela do carro blindado um olhar mortificado para o pequeno grupo de fanáticos que observa a passagem insólita de seu próprio féretro.

As mais de 20 mil mentiras que contou ao longo dos quatro anos de Casa Branca serviram para canalizar o ódio, motor das redes sociais, mas não para lhe assegurar oxigênio para um novo mandato. A receita de Bannon, afinal, não era infalível. Ela conseguiu alterar a geopolítica europeia, mas não teve a energia necessária para asfixiar a democracia americana.

No ostracismo que o aguarda, o pior e mais desrespeitoso presidente da história dos Estados Unidos vai ter a companhia de outros quatro únicos personagens que não conseguiram se reeleger: George W. Bush, Jimmy Carter, Gerald Ford e Herbert Hoover.

Que a esta altura devem estar se perguntando o que fizeram para merecer tamanho castigo — passar o restante da história na mesma galeria que bad boy da turma, que está chegando.

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