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Não importa se Bolsonaro é corno ou gay; importa é se é golpista e ladrão

Foto: Sérgio Lima - Poder360
O Dep. Rodrigo Maia conta ao canal DerreteCast que Bolsonaro é gay enrustido

A baixaria chegou ao Poder no Brasil levada por Bolsonaro. O governo do Genocida começou sob o signo do Golden Shower, o primeiro escândalo escatológico desde o advento do novo fascismo que se instalou no País.

Foram muitas as investidas do ditador em formação contra a civilidade e os bons modos, que no ambiente das instituições são chamados de decoro. Piadas ‘indecorosas’, apelo a bordões pré-medievais, palavrões, insultos e grosserias formam o caldo de cultura no qual fermentam os valores do degenerado Chefe de Estado brasileiro.

O comportamento pessoal de Bolsonaro definitivamente não espelha o que sua retórica vazia afirma defender. A tosquidão da metalinguagem de bordel se contrapõe frontalmente ao discurso moralista, supostamente em defesa da ‘família’, entidade anacrônica pela qual o boçal move sua cruzada.

Ele mesmo constituiu uma família multinuclear, produto de várias relações com pessoas diferentes, e nunca escondeu de ninguém que usava o auxílio-moradia para “comer gente” em Brasília.

Nada disso teria a mínima importância se o Genocida não se utilizasse de suas perversões para compor a pauta com que inflama sua base de fanáticos. Mas nesta quadra infeliz da história do Brasil, a perfídia de sua mente grotesca está a toldar-lhe o futuro.

É bem provável que se Bolsonaro não usasse a grotesca expressão “dar o furo” para fustigar as jornalistas Patrícia Campos Mello e Constança Rezende se tivesse em mente o que a mãe de seus três varões andou fazendo com seus próprios furos ao tempo em que eram casados.

Se Bolsonaro é corno ou não, isso só interessa a ele, suas amantes e aos eventuais amantes de suas mulheres. Mas é de interesse geral a informação de que foram as traições de Ana Cristina Valle com um bombeiro que fazia a segurança da família que levaram o Imperador da Rachadinha a transferir da ex-mulher para o miliciano Queiros a arrecadação do dinheiro roubado de funcionários fantasmas dos gabinetes da família.

Se a história é como o ex-empregado doméstico Marcelo Luiz contou ao jornalista Guilherme Amado, do site Metrópoles, os problemas sexuais do ex-casal Bolsonaro foram a matriz dos problemas que ele e os filhos enfrentam hoje.

Não se trata de sexo, e sim de peculato. É esta a história que brota com requintes picantes das alcovas da Primeira-Família. Aí está presente o elemento do interesse público que permite a qualquer cidadão querer se inteirar do que se passou na tangente pública da vida privada dos Bolsonaro.

Especulações sobre um aludido homossexualismo enrustido do machão do Alvorada, ao contrário, não servem para nada. Não tem nenhum proveito, por exemplo, a afirmação do deputado Rodrigo Maia de que Bolsonaro é gay enrustido.

Se fosse, talvez lhe assistisse alguma sensibilidade, um comportamento mais humano, diferente da rudeza que marca suas assertivas habituais e a contumácia na prática de estigmatizar homossexuais.

Claro, sempre se pode alegar que a repressão decorrente da não-aceitação de sua própria sexualidade pode gerar comportamentos eventualmente perigosos para a sociedade. Ainda estão vivas no inconsciente coletivo as imagens terríveis do ataque contra os frequentadores da boate Pulse, em Miami. Cinco anos atrás, Omar Saddiqui Mateen, homossexual enrustido que deplorava a própria condição, abriu fogo contra o púbico LGBT que estava na balada e matou 50 pessoas.

Mas o comportamento deplorável de Bolsonaro não aponta para causas dessa natureza. Ele odeia as mulheres não por ser gay, e sim por ser machista e misógino. Não é a sexualidade, é a autonomia feminina que ele deplora.

O fato a anotar é que os segredos que começam a extravasar a barreira de silêncio da família Bolsonaro estão a indicar que pode haver uma doentia relação entre o falso-moralismo, as perversões e as atitudes políticas do Presidente da República.

É preciso observar também que Bolsonaro e os filhos têm sido vítimas dos mesmos preconceito que irradiam. Basta observar que Eduardo Bolsonaro tem sido chamado de Bananinha desde que uma ex-namorada revelou certos segredos sobre sua anatomia.

Usar esse estigma para construir a crítica política é tão tosco e mal-educado quanto as referências que ele, Bananinha, faz à mutilação da mão do ex-presidente Lula, a quem se refere como Nove Dedos. Está errado, a despeito do provérbio que os adversários repetem: “pau (por favor!…) que bate em Chico também bate em Francisco”.

Também é revoltante ver assacações feitas contra o vereador Carlos Bolsonaro em função de sua antipatia pelas mulheres e da simpatia pelo primo Leozinho. O apelido Carluxo é absolutamente preconceituoso, fruto da mesma árvore da qual brotam a pérolas da escatologia homofóbica bolsonarista.

Nada disso contribui para a construção de um ambiente mais saudável e moralmente adequado a um País que se pretende sério e preocupado com o que realmente importa. É preciso repor a palavra decoro a despeito da falta desse elemento na liturgia presidencial.

E torcer para que da alcova de onde saem agora tantos segredos não saiam outros, anda mais graves, decorrentes dos problemas conjugais do Presidente e sua Primeira-Dama. Dona Michelle, tão bem aquinhoada com cheques em profusão, andou reclamando de certa escassez, do personagem tão cheio de energia em público e tão carente dela na intimidade do casal.

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