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PF pede hoje quebra do sigilo de ”mensaleiros”

Vannildo Mendes
A Polícia Federal começa hoje a segunda etapa da Operação Caixa de Pandora, com pedido de quebra de sigilo bancário e fiscal dos envolvidos no chamado mensalão do DEM, entre os quais o governador do Distrito Federal, José Roberto Arruda (que se desfiliou do partido), o presidente licenciado da Câmara Legislativa, Leonardo Prudente (DEM), parlamentares e secretários de governo. O pedido consta de relatório parcial a ser entregue ao ministro Fernando Gonçalves, do Superior Tribunal de Justiça (STJ), que preside o inquérito.
De um total de 36 investigados, pelo menos 18 tiveram envolvimento no esquema confirmado com a perícia dos documentos apreendidos na operação, em 27 de novembro. O objetivo da quebra de sigilos é investigar se os suspeitos tiveram movimentação bancária superior à renda e indícios de enriquecimento ilícito e lavagem de dinheiro, detectados na primeira etapa da Operação Caixa de Pandora, da Polícia Federal. O relatório vai requerer novas buscas e apreensões em residências e escritórios dos alvos.
O documento também pede mais prazo para aprofundar as investigações, mas não deve incluir ainda pedidos de indiciamento ou de prisão. Além de reafirmar o modus operandi do grupo, que operava o mensalão com propinas de empresários ligados ao governo, o documento detalhará os primeiros resultados da perícia realizada pelo Instituto Nacional de Criminalística (INC) nos computadores e materiais apreendidos.
Esses resultados reforçarão o rol de provas contra os acusados e mostrarão, segundo a PF, que eles agiam como organização criminosa, ou quadrilha, com hierarquia de comando, operadores e uso de técnica gerencial no desvio de dinheiro público. As investigações apontam Arruda como suposto mentor do mensalão e também beneficiário. A quebra de sigilo vai verificar a suspeita de que ele engordou seu patrimônio com dinheiro de origem ilícita.
Levantamento publicado pelo Estado há uma semana revelou que o patrimônio do governador, incluindo bens registrados em nome de familiares e de sua ex-mulher, aumentou 1.060% em comparação com o valor declarado à Justiça Eleitoral nas eleições de 2002 e 2006. Ele nega que a variação patrimonial seja incompatível com sua renda.
A perícia constatou também que são autênticos os vídeos entregues pelo ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa, pivô do esquema e informante da polícia mediante acordo de delação premiada.
Clique aqui para ler a íntegra da cobertura no site do Estadão
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