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MP instaura processo contra promotora implicada no panetonegate

Ana Maria Campos

O corregedor nacional do Ministério Público, Sandro José Neis, decidiu instaurar reclamação disciplinar contra a promotora de Justiça Deborah Guerner, citada no depoimento do ex-secretário de Relações Institucionais Durval Barbosa como beneficiária de negócios relacionados a contratos para coleta de lixo no DF. Neis decidiu também notificar a direção do Ministério Público local (MPDFT) para que envie informações sobre as providências tomadas na Corregedoria do órgão.

Em depoimento à Polícia Federal (PF), Durval Barbosa disse, em 30 de outubro, que Deborah Guerner estaria sendo atendida pelo governador José Roberto Arruda em relação à suposta participação dela no “contrato do lixo”. Segundo Durval, o procurador-geral de Justiça do DF, Leonardo Bandarra, teria negócios com a promotora, o marido dela, Jorge Guerner, e o empresário Roberto Cortopassi, dono da empresa WRJ Engenharia. Para o corregedor nacional, no entanto, ainda não há fato concreto para abrir procedimento contra Bandarra. “Se surgir algo no decorrer da investigação, poderemos tomar alguma providência”, disse Neis.
O corregedor pretende notificar Deborah Guerner e, se for necessário, poderá colher o depoimento dela pessoalmente.

Procurada pelo Correio, a promotora não quis comentar ontem a abertura do procedimento. Bandarra divulgou nota na última sexta-feira em que sustenta ter requerido ao procurador-geral da República, Roberto Gurgel, a instauração de investigação para apurar a denúncia de Durval. Para Bandarra, os fatos são “infundados” e “mentirosos” e representam uma represália à sua atuação como chefe do MP local.

Promotores viam com preocupação a proximidade de Bandarra com Déborah por causa das conexões políticas da promotora com integrantes do atual governo e empresários. Ela participou de reuniões de Bandarra com Arruda e com o vice-governador Paulo Octávio e se envolveu nas discussões, ainda na fase do governo de transição, para celebração de um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) relacionado à divisão do contrato com empresas para coleta de lixo. Déborah chegou a pedir autorização para trabalhar no primeiro escalão do GDF, mas não foi liberada pelo MP.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Correio Braziliense
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