Blog do Pannunzio

Leis estrambólicas da Câmara: reconhecer a Capital do Boné e obrigar divorciados a plantar árvores

JOHANNA NUBLAT E MARIA CLARA CABRAL

O deputado Manato (PDT-ES) é autor de uma das centenas de propostas exóticas que andaram neste ano no Congresso -lado a lado com os sucessivos escândalos que eclodiram ainda no início do ano legislativo. Ele quer tornar obrigatório o plantio de árvores para quem se casa (dez árvores) e para quem se separa (25).
Também deverão plantar mudas os compradores de carros zero quilômetro (de 20 a 60, dependendo do tipo de veículo) e as construtoras (dez para cada unidade residencial e 20 para unidades comerciais).
Não satisfeito, o deputado pretende exigir, em uma emenda que fará, o mesmo dos compradores de gado. A alegação é que todos que prejudicam o ambiente devem recompensá-lo de alguma forma.
“Quando se casa ou se separa gasta-se mais com água, luz, construção de casa, agredindo assim o meio ambiente. Se não tivéssemos o divórcio, economizaríamos 7 milhões de imóveis no mundo”, afirma ele.
Já o deputado Alex Canziani (PTB-PR) quer tornar Apucarana (cidade paranaense) a capital nacional do boné. Canziani afirma que, com a aprovação de um projeto neste sentido, a cidade -que já é um polo do produto, argumenta- pode ganhar grande recompensa financeira e social.
São inúmeros os projetos esdrúxulos que passaram por análise de comissões, foram objetos de pareceres e até análises no plenário. A última pauta do ano na Comissão de Seguridade Social e Família da Câmara, por exemplo, trazia uma proposta que tornava obrigatória a instalação de banheiros (masculinos e femininos) para uso dos clientes em bancos. Sua aprovação ou não ficou para 2010.
Outro que se destacou foi um projeto de lei que pretende trocar a palavra estupro por “assalto sexual”.

 

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