Blog do Pannunzio

Arruda está perdoado. Vamos agora à Justiça dos Homens

Arruda pediu perdão.

Melhor: disse que perdoava seus contendores para que pudesse pedir perdão pelos seus próprios pecados.

O blog, que só acredita em pecados como uma metáfora, já o perdoou. Vamos agora acertar as contas com a justiça humana.

José Roberto Arruda costuma recorrer a Deus pubicamente quando é pego com a boca na botija. Foi assim no escândalo da violação do painel eletrônico do Senado. Pelo que disse hoje, está enveredado em um de seus períodos sabáticos de devoção religiosa.

Receber propina, pagar propina, desviar dinheiro dos pobres dos hospitais, não é pecado. É roubo. Corrupção. Não sara com reza nem com indulgência papal. O que cura isso é um julgamento sério. E esse, Arruda tenta evitar a todo custo.

A penitência vai além de uma Ave-Maria, dois Pais Nossos ou uma novena. Purgar essa culpa demanda recohimento forçado, normalmente num estabelecimento prisional. É um pouco mais complicado do que receber o perdão de Deus.

O Blog admira a contrição religiosa de Arruda. Antes recorrer a Deus do que o próprios filhos em seus juramentos. Torce para que ele não queime no inferno. E fica admirado de vê-lo em hmilde genuflexão púbica, imagem que contrasta com sua arrogância, soberba e caráter.

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