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Destaques dos jornais de hoje – Valor

Fonte: Radiobras

Valor Econômico

Manchete: Ford usará motor feito no Brasil para carro nos EUA

A crise obrigou os fabricantes dos Estados Unidos a diminuir o tamanho de seus automóveis. Então, chegou a hora de o conhecimento brasileiro no desenvolvimento de carros pequenos ajudar os americanos. O motor do modelo Fiesta, que começará a ser vendido nos EUA em meados do ano, será produzido na Ford em Taubaté, fábrica que já vem recebendo investimentos de R$ 600 milhões para ampliar sua produção de 280 mil para 500 mil motores por ano até 2012. 

O motor que será usado no carro vendido para os americanos é o de 1,6 litro. “Não temos esse tipo de motor nos Estados Unidos”, explicou ontem Mark Fields, o presidente da Ford Americas, durante a apresentação do salão do automóvel em Detroit. Ao importar o motor do Fiesta, a Ford queima etapas na corrida da indústria americana no desenvolvimento de modelos de veículos menores. O Fiesta feito para americanos será produzido no México. Assim, os motores serão enviados do Brasil para o México e os carros, do México para EUA e Canadá. (págs. 1 e B1)

Karsten tenta adquirir a Trussardi

A Karsten, indústria têxtil com 125 anos de atuação em Santa Catarina, negocia a compra da Trussardi, fabricante paulista de artigos de luxo de cama, mesa e banho. Com a compra, a Karsten fortaleceria sua presença nos diversos públicos: a classe A seria atendida pelos produtos da Trussardi, a classe B pela marca Karsten e a C e D pela Casa In. Segundo informações da família Trussardi, as lojas Trousseau, com cerca de 20 unidades, não estão incluídas na negociação. De janeiro a setembro, a Karsten faturou R$ 223,5 milhões. A Trussardi não divulga balanço, mas suas vendas anuais são estimadas em R$ 60 milhões. (págs. 1 e B3)

Heineken quer o mercado da América Latina

O acordo de US$ 5,4 bilhões da Heineken para comprar a divisão de cerveja da gigante mexicana de bebidas e varejo Femsa dá à cervejaria holandesa uma base na América Latina e reduz sua dependência dos mercados europeus, de crescimento mais lento. A transação, inteiramente em ações, reunirá sob o mesmo teto as marcas Heineken, Newcastle Brown Ale e Amstel, as mexicanas Tecate, Dos Equis e Bohemia, e as brasileiras Kaiser e Bavaria. Com isso, a Heineken se torna a segunda maior cervejaria do México e amplia sua presença no Brasil e nos EUA. 

A Heineken deve ter grande crescimento no Brasil. A cerveja é feita em só uma das oito fábricas da Kaiser, mas pelo menos 5 estão sendo preparadas para produzi-la (com Lílian Cunha). (págs. 1 e B4)

Foto legenda: Jean-Francois van Boxmeer, CEO da holandesa Heineken: participação dos países emergentes vai dobrar de 11% para 24% com aquisição

‘Museu da ditadura’ cria fato político no Chile

A presidente do Chile, Michelle Bachelet, o chamou de Museu da Memória. Mas o prédio inaugurado ontem em Santiago guarda as lembranças nada memoráveis de uma das piores ditaduras da América Latina, a de Augusto Pinochet, que governou o seu país de 1973 a 1990.

A seis dias da eleição presidencial, o museu também criou polêmica. A oposição acusa o governo de tentar usar a memória da ditadura para criar um “fato político” e reverter a vantagem que o candidato direitista Sebastián Piñera tem sobre o governista Eduardo Frei. (págs. 1 e A9)

BB desaloja bancos médios no consignado

O Banco do Brasil conquistou um terço do mercado de empréstimos consignados e nele deve crescer 30% este ano. Os novos contratos para administração da folha de pagamento de Estados e municípios podem garantir um mercado cativo à instituição.

Os bancos públicos já administram metade das contas de servidores dos Estados e recentemente o BB conseguiu novos contratos. Em algumas localidades, o BB tem conseguido exclusividade. Os bancos menores, que historicamente tiveram participação importante no consignado, estão preocupados com o avanço do BB nos seus negócios. O temor dos médios se explica porque depois da crise só restaram dois nichos para atuar com mais segurança: o crédito para média empresa e os empréstimos consignados. Mesmo onde não há exclusividade, eles temem a perda do atual estoque de crédito pela “compra da carteira”. (págs. 1 e C1)

Brasil deve consumir mais e exportar menos gasolina

A maior demanda por gasolina C (misturada com álcool anidro) no mercado interno, estimulada pela forte alta dos preços do etanol no país, deverá comprometer as exportações brasileiras de gasolina A (pura) em 2010. Em 2009, os embarques realizados pela Petrobras já indicaram uma pequena queda. A expectativa para este ano é que as exportações recuem até 10%. 

As exportações brasileiras de gasolina A devem ficar em cerca de 2,45 bilhões de litros, apurou o Valor. Se confirmadas as estimativas, será uma queda de 5%. Até novembro, os embarques foram de 2,32 bilhões de litros, de acordo com a Agência Nacional do Petróleo. Os países da África e América Central são os principais importadores. (págs. 1 e B1)

Trem-bala só depois das Olimpíadas

Quem imaginava viajar de São Paulo em trem de alta velocidade para assistir aos Jogos Olímpicos no Rio vai ficar frustrado. A ligação completa entre Rio e São Paulo pelo trem-bala não deve ficar pronta a tempo. Segundo Hélio Mauro de França, superintendente executivo da Agência Nacional de Transportes Terrestres, o projeto nunca esteve associado a nenhum evento esportivo. O governo espera entregar a licença prévia para o início das obras em meados de 2011. Se tudo correr no prazo previsto, as obras deverão durar cinco anos. “Mas isso também depende de outras variáveis, como o fluxo financeiro do projeto, demanda de material e outros fatores, como imprevistos geológicos”, afirma. (págs. 1 e A2)

Vinci assume gestão dos fundos da GAS

A Vinci Partners, gestora de ex-sócios do banco Pactual liderados por Gilberto Sayão, está assumindo os fundos de ações da GAS Investimentos. Fundada em 2003 por Leivi Abuleac, a GAS tem três carteiras de ações com patrimônio de R$ 2,2 bilhões. Duas novas carteiras devem ser lançadas. Os sócios da Vinci farão aportes de capital em valor não revelado, mas espera-se que em março as 5 carteiras tenham patrimônio de R$ 3 bilhões. A Vinci elevará o total sob sua administração para R$ 8 bilhões. (págs. 1 e D2)

Desvalorização cambial na Venezuela pode beneficiar empresas brasileiras (págs. 1 e A10)

Sofisticação do consumo leva indústrias de cafés especiais, como a Café do Centro, de Rafael e Rodrigo Peres, a faturar mais (págs. 1 e B10)


Foco em hidrovias

O Brasil pode desengavetar projetos de 20 anos para usar o potencial hidroviário dos seus rios. Está em gestação o Plano Hidroviário Estratégico. (págs. 1 e A3)

IPA reformulado

A FGV vai mudar o cálculo do Índice de Preços por Atacado, que passará a medir a variação de preços ao produtor e não mais junto a distribuidores, atacadistas ou intermediários. (págs. 1 e A4)

Estatização na Bolívia

O governo da Bolívia anunciou que vai estatizar este ano as duas redes ferroviárias do país, privatizadas em 1996, e que são controladas por capital chileno e americano. (págs. 1 e A11)

Novo uso do celular

O celular começa a ser um instrumento de treinamento. Na Universidade Federal de Pernambuco, Silvio Meira usa o Twitter para esclarecer dúvidas de alunos. (págs. 1 e B2)

Preços da Chesf

Grandes consumidores de energia estão debatendo com a Chesf critérios para preços na renovação de contratos até 2015. Os contratos vencem este ano. (págs. 1 e B6)

Sobe a renda agrícola

O valor bruto da produção das 20 principais culturas agrícolas do país deverá somar R$ 159 bilhões em 2010, um aumento de 4,3% em relação ao ano passado. (págs. 1 e B10)

Bônus de bancos

Bancos americanos se preparam para uma nova reação pública e política contra planos de remuneração, uma vez que vão anunciar pacotes de bonificações multibilionários. (págs. 1 e C2)

Regra contábil para geradora

A maior parte das geradoras de energia elétrica não terá que seguir as novas e complexas regras contábeis previstas para os contratos de concessão, diferentemente das distribuidoras e transmissoras. (págs. 1 e D1)

R$ 907 milhões na bolsa

Nos primeiros quatro pregões de janeiro, o saldo líquido de investimentos estrangeiros na Bovespa atingiu R$ 907,9 milhões, valor elevado para esta época do ano. (págs. 1 e D2)

Ideias

Delfin Netto: país cresce entre 5% e 6% em 2010, mas qualidade e manutenção dessa expansão não estão garantidas. (págs. 1 e A2)

Ideias

Raymundo Costa: planos de direitos humanos são para a ONU ver. (págs. 1 e A8)

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