Blog do Pannunzio

Despacho do desembargador-zumbi já foi exorcizado.

Ainda resta uma consicência moral ativa no Tribunal de Justiça de Mato Grosso. Um grupo de desembargadores está se articulando para neutralizar os eflúvios maléficos legados por uma estirpe de julgadores que está paulatinamente se extinguindo. Dois desembagadores que compõem a Terceira Câmara, por exemplo, conseguiram impedir a tentativa do desembargador-zumbi José Tadeu Cury de salvar a pele do presidente da Assembléia Legislativa, José Geraldo Riva, que é réu em 118 ações civis e penais.

Digna de nota também foi a atuação do desembargador Evandro Stábile. Foi ele quem anulou a decisão póstuma de José Tadeu Cury na última segunda-feira em benefício do deputado Pedro Satélite, dono de uma empresa de ônibus que pleiteava — e conseguiu do desembargador-zumbi — o direito de transportar passageiros numa linha cuja concessão é de um concorrente.

Stábile concedeu liminar a um mandado de segurança impetrado pelos advogados do empresário prejudicado cassando a decisão anterior, exarada da caneta de Cury um dia depois da formalização de sua aposentadoria compulsória. “Nesse caso ele agiu com absoluta lisura”, conta uma fonte que acompanhou o desenrolar dos acontecimentos literalmente assombrosos no TJ matogrossense.

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