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Defesa nega usar saúde de Arruda para conseguir prisão domiciliar

Márcio Falcão

A defesa do governador afastado e preso do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), negou nesta quinta-feira que uma das estratégias para livrar o ex-democrata da prisão seja conseguir atestados médicos que justifiquem uma prisão domiciliar.

Machado afirmou que foram os médicos da Polícia Federal que recomendaram que Arruda passe por avaliações médicas e que fosse a um hospital no início da semana para realizar exames. “A Polícia Federal foi quem chamou o médico porque ele passou mal […] Eu luto em favor da saúde do meu cliente, prefiro ele preso saudável a ele solto e doente, a ciência médica não tem nada a ver”, disse.

Segundo o advogado, a Polícia Federal tem interesse em deixar Arruda abalado emocionalmente. “Eles querem deixar o governador em uma depressão que não permita que ele volte a ser um cidadão normal”, afirmou.

Arruda deve voltar na tarde de hoje a um hospital para realizar novos exames no tornozelo direito, que foi operado em novembro.

O médico particular, Brasil Caiado, confirmou que os exames de urina e sangue não apresentaram irregularidades e que o diagnóstico final sobre o estado de saúde de Arruda deve ficar pronto no sábado. O médico disse que ainda está preocupado com problemas emocionais de Arruda.

A Polícia Federal ainda não confirmou a saída de Arruda para realizar a ressonância. Segundo a PF, a mulher do governador, Flávia Arruda, deve agendar o exame e depois informar aos agentes para viabilizar o deslocamento. Essa será a segunda saída de Arruda que na segunda-feira foi levado a um hospital por causa do pé direto, quando foi descartada a suspeita de trombose (formação de coágulo de sangue).

Caiado disse que adiou a realização de novos exames de pressão alta por causa da ressonância. Na sexta-feira, o médico deve instalar um aparelho no braço do governador, chamado holter, para controlar a pressão arterial por 24 horas. O primeiro eletrocardiograma feito ontem identificou uma arritmia nos batimentos cardíacos, mas Caiado afirmou que a impressão é de que é um quadro benigno.

“A gente mudou a programação porque a ressonância desmagnetiza o holter e eu substitui amanhã. É um exame mais demorado. Vamos aguardar isso para falar uma coisa mais conclusiva talvez no sábado. A função renal está normal, a glicose está 106, o normal é 100, mas prefiro aguardar tudo”, disse.

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

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