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Confirmando denúncia do Blog, ex-corregedor diz que há vulnerabilidade de distribuição de processos do TJ/MT

Marcos Coutinho, do site Olhar Direto

 

O Sistema de Distribuição de Processos do Tribunal de Justiça de Mato Grosso era vulnerável e apresentava falhas que em alguns casos eram simples e em outros eram graves, admitiu o ex-corregedor geral do TJMT, desembargador Orlando Perri, em entrevista para o Olhar Direto, por telefone.
Perri também confirma que, de fato, abriu um PIC (Procedimento Investigatório Criminal) para apurar as falhas de distribuição e as denúncias de um esquema de venda de sentenças envolvendo parentes de magistrados, inclusive de desembargadores.
“Como envolvia desembargadores, enviei o caso para o Ministério Público Federal e para o Superior Tribunal de Justiça, porque entendi que as denúncias eram demasiadamente graves e necessitavam de apuração rigorosa”, salientou Perri.
Orlando Perri foi responsável pelas denúncias contra três de seus colegas de Pleno e de outros sete juízes de Mato Grosso por desvio ético e de conduta por conta de desvio no Departamento de Pagamento a Magistrados.
Os 10 magistrados foram aposentados pelo Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e a decisão foi ratificada pelo TJ em ato do vice-presidente, desembargador Paulo da Cunha, fato que forçou a realização de uma nova eleição para escolha de um novo presidente, visto que o desembargador Mariano Alonso Travassos, eleito para o biênio 2009/2010, foi um dos afastadados.
Parte do grupo de magistrados afastados pelo CNJ também doi denunciado por fraudes em licitação e irregularidades graves na construção do Fórum de Cuiabá, inclusive superfaturamento e desvio de recursos para uma obra em uma loja maçônica.

 

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