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Suspeitas de orçamento superestimado forçam reexame de custos na festa de 50 anos

Lilian Tahan

Renato Alves

A planilha de gastos para a festa dos 50 anos de Brasília será revisada a partir da próxima segunda-feira por integrantes de uma comissão que contará com a fiscalização da Corregedoria-Geral do DF. Há indícios de que valores orçados de infraestrutura e dos cachês de artistas estejam superestimados. Uma das cifras que chamou a atenção dos governistas recém-chegados ao poder são os R$ 7 milhões previstos para o aluguel de banheiros químicos e de tendas e a montagem de palcos. Os R$ 463 mil para a dupla sertaneja Bruno e Marrone e os R$ 400 mil para o cantor Luan Santana também estão sob avaliação.

Produtores musicais com experiência em contratação de shows ouvidos pelo Correio avaliaram que os cachês registrados na planilha da Empresa Brasiliense de Turismo (Brasiliatur) estão acima do mercado. Em geral, a dupla Bruno e Marrone cobra em torno de R$ 200 mil por apresentação. Segundo um produtor que não quis se identificar, como Luan Santana é bem menos conhecido, seu cachê ficaria abaixo desse valor. Outro show programado, da banda NXZero, está orçado em R$ 120 mil.

Diante dos valores negociados pela Brasiliatur, o secretário de Cultura, Silvestre Gorgulho, afirma que essas atrações “subiram no telhado”. O governo quer cortar para menos da metade a previsão de custo inicial, na casa dos R$ 20 milhões. A meta é realizar a festa com até R$ 8 milhões. A avaliação é de que o momento de crise não combina com ostentação. Por isso, o conceito de comemoração do cinquentenário mudou. “O foco será no resgate da autoestima do brasiliense. Vamos privilegiar bandas e cantores da cidade”, disse Gorgulho.

Nos últimos três anos, o governo gastou com festas e homenagens R$ 115 milhões, segundo informações do Sistema Integrado de Gestão Governamental (Siggo), que monitora os gastos oficiais.

Só em 2009, foram repassados R$ 76,3 milhões a empresas de eventos terceirizadas pela Brasiliatur e pelas secretarias de Trabalho e de Cultura. Apenas nos primeiros meses deste ano, o Siggo registrou o pagamento de R$ 5,7 milhões com essa finalidade.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Correio

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