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Arruda tomará oito medicamentos contra problemas cardíacos, diabetes e depressão

Márcio Falcão

Preso na Polícia Federal, o governador cassado do Distrito Federal, José Roberto Arruda (sem partido), receberá oito medicamentos para combater os problemas cardíacos, a diabetes e a depressão. Os remédios foram indicados ontem pelo médico particular de Arruda, Brasil Caiado.

Por recomendação médica, o ex-democrata também deve passar por uma dieta pobre em gordura e realizar exercícios físicos. Atualmente, Arruda tem direito a 15 minutos de caminhada dentro do Complexo da Superintendência da Polícia Federal, em Brasília, onde está preso desde o dia 11 de fevereiro.

Os exames confirmaram que Arruda está com metade de uma das artérias do coração obstruída.

Segundo Caiado, na noite de ontem, quando Arruda ficou em observação no Instituto de Cardiologia, ele reclamou de enjoos e não dormiu direito.

Ontem, o ministro do STJ (Supremo Tribunal de Justiça) Fernando Gonçalves negou o pedido da defesa de Arruda para que o ex-democrata permanecesse no hospital até que se recuperasse dos problemas cardíacos. O ministro ainda não analisou o pedido de prisão domiciliar, nem o de revisão da prisão.

Para o ministro, os documentos médicos apresentados pela defesa não justificavam a necessidade de permanência em ambiente hospitalar. Os exames realizados ontem confirmaram a suspeita de obstrução de 50% de uma artéria coronariana que será tratada com medicamentos.

O médico particular de Arruda, no entanto, afirmou que o estado de saúde do governador cassado pode ser agravado na Polícia Federal.

“A gente sabe que o estresse participa e ajuda no desenvolvimento da doença coronária. A gente sabe também que o ambiente que ele está submetido é de estresse e ajudaria no desenvolvimento da doença coronária. Ele tem muito menos estresse em casa do que na Polícia Federal. Em casa, o estresse é menor mesmo como todas essas questões [dos processos]”, disse.

A pedido do médico particular, Arruda passou por um cateterismo que identificou uma lesão de grau discreto em uma das artérias coronárias e depois por um ecocardiograma que descartou no momento a necessidade de uma angioplastia coronária.

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

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