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Suposta propina leva a demissão de secretário

Ana Maria Campos

O representante de uma empresa que presta serviços à Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania foi detido na última quarta-feira no estacionamento do Centro Administrativo de Taguatinga, o Buritinga, com uma mala contendo R$ 104 mil em cédulas escondidas em fundo falso de seu carro. A Polícia Civil do Distrito Federal chegou ao local no momento em que um homem identificado como Gilson Matos deixava o prédio onde funciona parte do governo local graças a uma denúncia anônima de que o dinheiro seria destinado ao titular da pasta, Flávio Lemos de Oliveira.

O governador em exercício, Wilson Lima (PR), foi informado do episódio e convocou ontem o secretário para uma conversa. Flávio Lemos negou relação com o negócio. Ao prestar depoimento à Divisão Especial de Combate ao Crime Organizado (Deco) da Polícia Civil, o representante da empresa Casa da Harmonia, que tem contrato para prestação de serviços com o Centro de Internação de Adolescentes Granja das Oliveiras (Ciago), também negou que tivesse relação com o secretário. O caso será investigado pela Divisão Especial de Repressão aos Crimes contra a Administração Pública (Decap) da Polícia Civil do DF. Os policiais encarregados do caso avaliam que será possível rastrear onde e quem sacou o dinheiro que tinha o papel de identificação do banco.

Depoimentos
Por causa da denúncia, Wilson Lima decidiu demitir o secretário. De acordo com o assessor de imprensa do GDF, André Duda, a exoneração será publicada no Diário Oficial do DF da próxima segunda-feira. Indicado pelo deputado distrital Alírio Neto (PPS), Flávio Lemos assumiu a Secretaria de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania em 2 de dezembro do ano passado, quando José Roberto Arruda ainda era o governador. Ele ocupava o cargo de secretário-adjunto da pasta, até então chefiada por Alírio, que na ocasião deixou o governo e reassumiu seu mandato de deputado distrital pelo PPS.

Gilson Matos foi detido apenas para prestar depoimento na Deco e, em seguida, liberado. O dinheiro, no entanto, está apreendido e depositado numa conta judicial. Por supostamente envolver um secretário de Estado, a denúncia seguiu para o Núcleo de Combate às Organizações Criminosas (Ncoc) do Ministério Público do Distrito Federal, que tem auxiliado as investigações da Procuradoria-Geral da República relacionadas à Operação Caixa de Pandora.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Correio

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