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Possível transferência de Arruda para a Papuda ainda não tem data

Correio Braziliense

A primeira noite do governador cassado José Roberto Arruda fora da Polícia Federal desde 11 de fevereiro foi em claro. Ele havia sido submetido na quinta-feira (18/3) a um cateterismo no coração e a um ecocardiograma com estresse farmacológico. Os procedimentos(1) ficaram a cargo do cardiologista Leonardo Beck, do Instituto de Cardiologia do DF, no Hospital das Forças Armadas (HFA). Segundo relatos de funcionários do HFA que não quiseram se identificar, o quarto em que o político passou a noite era vigiado por quatro agentes da Polícia Federal.

Às 8h30 dessa sexta, Arruda recebeu alta e deixou o HFA em uma caminhonete da Polícia Federal em direção ao Setor Policial Sul (SPS), onde permanece encarcerado em uma sala de 16 metros quadrados. Antes de entrar no carro, recebeu um beijo no rosto de Flávia Arruda, mulher dele, que ficou ao seu lado após o cateterismo. Ela não esteve na PF ao longo do dia.

Por alguns segundos, da porta do hospital à do carro, o rosto de Arruda ficou aparente aos fotógrafos, apesar da tentativa dos agentes da PF de impedir que o agora ex-governador fosse visto. Vestido com uma blusa de frio escura de mangas longas, Arruda pareceu mais magro, tinha os olhos fundos e a expressão abatida.

De acordo com o médico particular do político, o cardiologista Brasil Caiado, Arruda sentiu-se mal durante a noite, daí o motivo da insônia. “Ele já foi medicado e precisa de repouso”, disse Caiado. Perguntado sobre a possibilidade de ter sua recuperação prejudicada por permanecer preso na PF, o médico voltou a dizer que seria melhor em outro lugar. “Agora vai precisar de muito cuidado.”

Sem internação
O argumento de que Arruda precisaria se recuperar longe da prisão foi usado pelos advogados de defesa para pedir, ainda na quinta-feira, a prisão hospitalar do cliente ao Superior Tribunal de Justiça (STJ). Em menos de três horas, o ministro Fernando Gonçalves — relator do inquérito que investiga as denúncias de corrupção e pagamento de propina do GDF para a base aliada — negou a petição. Ele usou

como base o relatório dos médicos, que escreveu não haver, no momento, indicação para Arruda ser internado. Por isso, o ex-governador voltou à PF.

Embora já tenha perdido as prerrogativas de governador, como a prisão especial, José Roberto Arruda não deve ser transferido tão cedo para a Papuda. A Procuradoria-Geral da República já informou que só tomará providências nesse sentido após e se a defesa de Arruda recorrer ao Tribunal Superior Eleitoral contra a cassação do mandato determinada pelo TRE. E ainda está em tramitação no STJ um pedido de prisão domiciliar para o ex-chefe do Executivo local. Uma decisão a esse respeito, porém, só deve ocorrer depois da Páscoa, na reunião de 7 de abril da Corte Especial.

O cateterismo foi realizado sem problemas e a recomendação é que Arruda mantenha-se em repouso e seguindo à risca o cronograma de medicação. São oito comprimidos por dia (leia quadro). Em cela especial, Arruda tem direito a 15 minutos de banho de sol diariamente.

Apenas o advogado Thiago Bouza visitou o político na PF, ontem. Por volta de meio-dia, Bouza permaneceu por uma hora mas saiu sem falar com a imprensa. Nélio Machado, chefe da equipe que defende Arruda nos tribunais, não foi à Polícia porque estaria em São Paulo.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Correio

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