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Destaques dos jornais de hoje – Valor Ecônomico

Fundos da Petrobras patinam
O projeto da Petrobras de financiar seus fornecedores por meio da criação de fundos de recebíveis está patinando. Iniciado em meados do ano passado, o programa pretendia levantar até R$ 4 bilhões com investidores, que seriam usados para antecipar recursos aos fabricantes de insumos e prestadores de serviços à estatal.

O primeiro fundo lançado, o BR2, enfrenta dificuldade para comprar os recebíveis dos fornecedores. Dos R$ 100 milhões que captou, só conseguiu aplicar R$ 8 milhões. Por isso, no dia 6 de abril, os cotistas vão decidir em assembleia se dão – pela segunda vez – mais tempo para a gestora BI Invest fazer a aplicação ou se liquidam o fundo. A Petrobras não se manifestou sobre o problema. (págs. 1 e C1)

União latina de bolsas traz vantagens
As parcerias da BM&FBovespa com as bolsas latino-americanas abrem aos investidores brasileiros a chance de diversificação e redução de riscos, apesar de os mercados da região seguirem, na maior parte das vezes, as mesmas tendências. No início do ano, a bolsa brasileira fez parceria com a chilena para desenvolver uma rede de conectividade. Agora, deve anunciar acordo semelhante com a da Colômbia e tenta o mesmo com as do Peru e México.

Estudo do professor Alexandre Espírito Santo, diretor do curso de Relações Internacionais da ESPM-RJ, analisou por uma década a correlação entre o Ibovespa, o IPC, da bolsa mexicana, o IPSA, da chilena, e o Merval, da argentina. Os números mostram que a maior correlação do Ibovespa ocorre com o Chile – em 92% das vezes os dois mercados caminham na mesma direção. (págs. 1, D1 e D2)

Para voltar à cozinha, Samsung diminui seus preços no Brasil
O sucesso das vendas de linha branca em 2009, puxado pela redução do IPI, chamou a atenção para uma lacuna no portfólio da Samsung. Ao contrário da rival LG, a empresa não atuava nesse mercado desde 2008, quando deixou de importar uma linha premium de refrigeradores, de até R$ 15 mil. Agora, a Samsung volta a vender linha branca, mas a preços mais “módicos”, na faixa de R$ 4 mil.

A empresa também vai produzir no Brasil aparelhos de ar-condicionado e um conjunto integrado por televisão, blu-ray, home theater e óculos que funcionam com a tecnologia 3D. (págs. 1 e B6)

Especulação joga açúcar em ‘montanha-russa’
Após atingir o maior preço em três décadas na bolsa de Nova York, no fim de janeiro, as cotações do açúcar iniciaram queda vertiginosa, que já acumula 40% em menos de dois meses. O comportamento reaqueceu as discussões sobre os riscos inerentes ao forte aumento da especulação nos mercados de commodities agrícolas. Se na alta ajudou o lucro dos exportadores e afetou os países pobres, o movimento, agora de baixa, é um alento para a agroinflação, mas uma ameaça aos negócios. (págs. 1 e B16)

Luiz Marinho, prefeito de São Bernardo, entra no lobby por caça sueco para atrair fábrica (págs. 1 e A4)

Argentina retém carne
Pecuaristas argentinos chegaram a acordo com o governo para por fim às restrições alfandegárias às exportações. Aceitaram uma cota de 350 mil toneladas, 40% menos que as vendas do ano passado. (págs. 1 e A10)

Diebold estuda aquisições
A Diebold, empresa americana que produz autocaixas e urnas eletrônicas no Brasil, tem US$ 506 milhões para investimentos no país e analisa novas aquisições. (págs. 1 e B2)

Negócios em expansão
Crescimento da economia e aumento do nível de emprego deverão elevar a concessão de crédito neste ano em mais de 20% sobre o estoque de 2009, diz Rubens Sardenberg, economista-chefe da Febraban. (pág. 1)

Aposta na inovação
A Fundação Biominas vai criar um fundo de capital de risco para investimento em projetos de inovação na área farmacêutica. A meta é alcançar até R$ 250 milhões. (págs. 1 e B10)

Chineses compram a Itaminas
O empresário Bernardo de Mello Paz vendeu sua mineradora de ferro Itaminas à chinesa Birô de Exploração e Desenvolvimento Mineral do Leste da China (ECE) por US$ 1,2 bilhão. (págs. 1 e B11)

Expectativa de retomada
Depois de 12 anos de crescimento ininterrupto, a movimentação de contêineres no Brasil diminuiu 14,3% no ano passado, em relação às 4,5 milhões de unidades de 2008. A previsão para este ano é chegar ao recorde de 4,7 milhões. (págs. 1 e B11)

Mais café
Os brasileiros nunca beberam tanto café quanto em 2009. Pesquisa da associação das torrefadoras mostra que 97% da população consome o produto. A demanda da indústria cresceu 4% no ano passado. (págs. 1 e B15)

Crise europeia
Rebaixamento da classificação de crédito de Portugal e incertezas sobre o pacote de ajuda à Grécia derrubam o euro à menor cotação em relação ao dólar em dez meses. (págs. 1 e C2)

Ideias
Maria Inês Nassif: regras partidárias propiciam a má política. (págs. 1 e A6)

Ideias
José Roberto Campos: a inflação ressurge nos países asiáticos. (págs. 1 e A2)

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Fábio Pannunzio

Destaques dos jornais de hoje – Folha de S. Paulo

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