Blog do Pannunzio

Reunião entre Roriz e FHC provoca desconforto em líderes tucanos

Diego Amorim

O encontro de cerca de duas horas entre Joaquim Roriz (PSC) e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso, na última segunda-feira, provocou rebuliço na cúpula do PSDB. A foto dos dois sorridentes lado a lado foi considerada como, no mínimo, inconveniente para o candidato do PSDB à presidência da República, José Serra. Os tucanos defendem a coligação com o PSC, mas não por causa de Roriz, de quem querem distância. Pretendem, com o apoio, aumentar o tempo da propaganda eleitoral no rádio e na televisão. O tucanato sustenta a importância de um acordo nacional com a legenda, mas desdenha alianças estaduais, no momento.

Roriz está na mira do Ministério Público. Durval Barbosa, o delator do suposto esquema de corrupção no Distrito Federal, diz que tudo começou durante os mandatos do ex-governador. “Certas alianças não são boas. Para quê dar arma ao adversário assim? Para quê deixar que a campanha (de Serra) comece a sofrer críticas por causa do apoio do cacique fulano de tal (Roriz), que renunciou para não ser cassado e está cheio de investigações nas costas?”, analisou o senador Arthur Virgílio (AM), líder do PSDB no Senado. “Tenho muito respeito pelo Fernando Henrique, mas é muito velha essa história de ter palanque aqui e acolá”, completou.

A assessoria da presidência do PSDB informou que FHC não tocou no assunto de alianças no DF com Roriz. O ex-presidente da República e presidente de honra do partido confirmou ontem que recebeu o ex-governador em seu apartamento em São Paulo e que ouviu dele a disposição em concorrer ao governo nas eleições de outubro. Mas quis deixar claro que não provocou o encontro. Roriz é quem o teria procurado, como também afirmam outros tucanos. “Ele (Roriz) bateu na porta de casa, como eu vou fechar a porta para ele?”, declarou FHC a jornalistas na Escola

Clique aqui para ler a íntegra no site do Correio

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