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Destaques dos jornais de hoje – Valor Ecônomico

China tende a novo acordo para minério

A Baosteel, que representa a China nas negociações de preços do minério de ferro, abriu ontem as portas para a reformulação do sistema existente há 40 anos – de formação de preços em contratos anuais após negociações prolongadas -, dizendo que seria “razoável” mudá-lo. Os comentários de Xu Lejiang, presidente da empresa, são o primeiro sinal de que a China poderá fazer concessões à Vale, Rio Tinto e BHP BiIliton nas negociações deste ano. As mineradoras querem agora contratos de curto prazo vinculados ao mercado à vista. A anuência chinesa isolaria o setor siderúrgico europeu, que se opõe a mudanças. (págs. 1 e B8)

Incorporação da Brasil Telecom pela Oi corre risco
As novas condições oferecidas pela Oi para incorporar a BrT Telecom (BrT) podem levar a companhia a enfrentar a terceira recusa do mercado para suas reestruturações. A relação de troca fixada para os detentores de ações preferenciais (sem direito a voto) da BrT foi de 0,2191, 18.1% inferior à proposta inicial. Para as ações ordinárias (votantes) a relação é 0,3955, ante 0,4305 com redução de 8,1%. As novas condições representam, a preços de mercado, economia superior a R$ 700 milhões para a Oi em ações que deixarão de ser emitidas.
A nova proposta desagradou aos investidores. As ações preferenciais da BrT caíram ontem 5,45% e as ordinárias, 17,6%. Investidores e analistas acreditam que o negócio não irá em frente. A crença predominante é que, com isso, a BrT será mantida como empresa aberta, independentemente da Oi. Hoje, estão pulverizadas no mercado 60% das ações PN e 20% das ON da companhia. Desde 14 de janeiro, quando foi suspensa a incorporação da BrT, o valor de mercado da operadora caiu de R$ 12,5 bilhões para R$ 8,9 bilhões. (pag. 1 e D1)

Foto-legenda: Cores mais vivas
Animada com o aumento de renda e a expansão do mercado imobiliário, a indústria de tintas se prepara para um crescimento de dois dígitos em 2010. A Suvinil, da Basf, investe em sua unidade de São Bernardo do Campo, “que será a maior fábrica de tintas do mundo”, diz Antônio Lacerda. (págs. 1 e B1)

Decreto beneficia grande consumidor da Chesf no NE
O governo federal baixou na semana passada um decreto que prorroga até 2015 contratos de energia elétrica que a Chesf, subsidiária da Eletrobrás, tem com sete grandes consumidores do Noroeste. Os preços foram mantidos como queriam os compradores do insumo. Se pudesse vender essa energia no mercado livre, a Chesf conseguiria de R$ 350 milhões a R$ 400 milhões a mais por ano.
A medida beneficia Vale, Braskem, Dow Química, Gerdau, Caraíba Metais, Novellis e Ferbasa, que há meses vinham tentando fechar um acordo com a Chesf para renovar os contratos que venceriam neste ano. O objetivo era manter os preços da energia em torno de R$ 90,00 o megawatt-hora. (págs. 1 e B8)

Estudo da UE apoia etanol brasileiro
Estudo da União Europeia apoia o uso de etanol na Europa, aponta a produção no Brasil como a mais eficiente do ponto de vista ambiental e sugere medidas de liberalização para permitir uma importação
“considerável” do produto brasileiro. O objetivo do estudo é responder às dúvidas europeias sobre os efeitos da utilização das terras pata a produção de biocombustível. (págs. 1 e B12)

Lei da mordaça
O empresário venezuelano Guillenno Zuloaga, dono da emissora de TV Globovisión, foi preso ontem. Ele está sendo processado por fazer críticas ao governo de Hugo Chávez. (págs. 1 e Al3)

Tesouros enterrados
Benefícios ambientais e receitas com geração de energia e venda de créditos de carbono tomam cada vez mais atrativa a exploração de aterros sanitários, diz Eduardo Levenhagen, da Nova Gramacho. (pág. 1)

FI-FGTS entra na Energimp
O FI-FGTS, fundo de investimentos e infraestrutura gerido pela Caixa, vai investir R$ 5OO milhões na Energimp e assumir 45% da empresa de geração, focada em energias renováveis, controlada pelo grupo argentino Impsa. (págs. 1 e B8)

Logística açucareira
Usina São Martinho e Rumó Logística, controlada pela Cosan, fecham parceria para ampliar o uso de ferroviária no transporte de açúcar até o porto de Santos. (págs. 1 e B12)

Crescimento acelerado
Em momento de efervescência, a indústria brasileira de seguros cresce em percentuais de dois dígitos e sinalliza um futuro promissor. “É preciso escala para acompanhar o Brasil rumo a se tornar a quinta economia do mundo”, diz Antônio Cássio dos Santos. (pág. 1)

Múltis verde-amarelas
Gestoras estrangeiras de fundos de “private equity”, como Advent, Carlyle e General Atlantic, querem internacionalizar as empresas brasileiras nas quais investem. (págs. 1 e C1)

Ideias
Claudia Safatle: Copom chegou à conclusão de que é preciso elevar a taxa Selic, mas resolveu mantê-la. (págs. 1 e A2)

Ideias
Maria C. Fernandes: país não equacionou o financiamento da saúde. (págs. 1 e A6)

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