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Arruda e Weligton depõem nesta segunda

Helena Mader

Quarenta e cinco dias depois da prisão do ex-governador José Roberto Arruda (ex-DEM) sob a acusação de tentativa de suborno a testemunhas, a expectativa é que ele preste depoimento à Polícia Federal amanhã. Também está previsto para esta segunda-feira o depoimento de Weligton Moraes, ex-secretário de Comunicação Social do governo local.

Os acusados já foram notificados, mas a PF não divulgou o horário do interrogatório dos acusados. Já os locais estão acertados. Arruda será ouvido na Superintendência da PF, onde está preso desde 11 de fevereiro, e Weligton vai depor no Complexo Penitenciário da Papuda, onde permanece detido há 43 dias.

Para investigadores da PF e representantes do Ministério Público Federal, a conversa com Weligton Moraes terá papel central nas investigações da Operação Caixa de Pandora, (1)já que ele foi um dos colaboradores mais próximos do ex-governador Joaquim Roriz (PSC) e também teve papel central durante a gestão de José Roberto Arruda.

Lista Extensa
Os depoimentos serão realizados pela PF a pedido do procurador-geral de Justiça, Roberto Gurgel. Quarta-feira, o ministro relator do caso no Superior Tribunal de Justiça (STJ), Fernando Gonçalves, autorizou a medida. A PF também poderá ouvir ainda nesta semana o conselheiro afastado do Tribunal de Contas do DF Domingos e os ex-secretários do GDF Roberto Giffoni e Durval Barbosa.

O ministro determinou que a PF ouça todas as pessoas que aparecem nos vídeos entregues pelo ex-secretário de Relações Institucionais do GDF, Durval Barbosa. Fazem parte da lista deputados distritais, antigos integrantes do GDF e empresários da cidade. A expectativa é que todos prestem depoimentos até o início de abril.

Isolamento
Arruda está preso na Superintendência da PF desde 11 de fevereiro. A cada dia, recebe menos visitas. Ontem, apenas a mulher, Flávia, esteve no prédio, que fica no Setor Policial Sul. Como de costume, ela levou o almoço do marido. Arruda deixou o local apenas para exames médicos. Em uma das vezes, precisou se submeter a um cateterismo no Hospital das Forças Armadas.

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) tirou o cargo de Arruda em 16 de março. Por quatro a três, venceu a tese do Ministério Público Eleitoral de que ele cometeu infidelidade partidária ao se desfiliar do DEM para evitar o processo interno de expulsão. No dia 4, o Supremo Tribunal Federal (STF) havia recusado, por unanimidade, o pedido de habeas corpus impetrado pelos advogados do ex-governador.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Correio

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