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Procurador diz que há mais casos de corrupção no DF para serem revelados

Márcio Falcão
Gabriela Guerreiro

O procurador-geral da República, Roberto Gurgel, afirmou nesta terça-feira que ainda há mais corrupção no governo Distrito Federal do que as irregularidades que já foram reveladas. Gurgel disse ainda que os pedidos de liberdade do ex-governador José Roberto Arruda e de intervenção federal devem ser analisados com “brevidade”.

A CGU (Controladoria Geral da União) revelou ontem que o esquema de corrupção na gestão do ex-governador José Roberto Arruda (sem partido) pode ter desviado R$ 115 milhões de repasses da União.

Entre as irregularidades estão pagamentos indevidos, superfaturamento, contratação desnecessária, gastos não previstos na destinação original dos recursos.

“Estamos desde sempre prosseguindo e aprofundando as investigações. Há indícios que, além do que já foi revelado, haveria muito mais em termos de irregularidades e de corrupção disseminada pela máquina administrativa do Distrito Federal”, disse.

Para o procurador-geral, é preciso que o STF (Supremo Tribunal Federal) acelere a análise do seu pedido de intervenção porque a cassação do ex-governador José Roberto Arruda (sem partido) e a convocação de uma eleição indireta pela Câmara Legislativa ainda não resolveu a situação política da capital federal.

“Isso deve ser feito com muita brevidade porque a situação no DF, diferentemente do que certas aparências possam indicar, continua extremamente grave. Se tem procurado dar aparência de normalidade, mas é uma aparência que se limita à superfície. Continuamos com problemas graves seja no Executivo, seja no Legislativo do DF. E problemas que o Ministério Público continua convencido que só poderiam ser resolvidos com a intervenção federal”.

Na avaliação do procurador, a eleição indireta reforça o pedido de intervenção porque contará com votos viciados. “Eu acho que a ideia das eleições indiretas traz essa finalidade de procurar enfraquecer o pedido de intervenção. Na minha visão, entretanto, ela apenas fortalece a intervenção na medida em que coloca em pauta o tema do colégio eleitoral. Todos nós sabemos que boa parte dos que compõem a Câmara Distrital estão envolvidos no esquema de corrupção que levou à prisão do então governador José Roberto Arruda. Com esses eleitores, que governador terá o Distrito Federal?”, questionou.

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

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