Blog do Pannunzio

Apresentador boçal usa TV para ameaçar estudantes de jornalismo

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“Eu faço este programa desde que a mãe desse menino começou a sair com o vizinho”. “E o chifre do teu pai, tá bem polidinho” ? “Eu vou te pegar. Você vai engolir esse computador”. “Sua mãe fica comendo capim por aí”. “Seu filho de uma égua!…” “O que eu vou vou falar e fazer com você, você ainda não viu!”

Foi com frases como essas que o apresentador do programa RP2, veiculado pela TV Vila Velha, reagiu a uma crítica escrita por alunos do curso de jornalismo da Universidade Estadual de Vila Velha, no interior do Paraná.

O destempero e as ameaças tomaram quase meia hora da edição desta segunda-feira. Além de atacar os estudantes, o apresentador, que confessa ter vários “traumas”, como síndrome do pânico e medo de dormir com a casa destrancada, ataca também a categoria dos jornalistas.

Confira abaixo as críticas do alunos e, no alto da página, o video com as ameaças do apresentador.

 

Um exemplo a não ser seguido

Por Lucas Nobuo Waricoda, no blog Crítica de Ponta

 

O programa ‘RP2’, que vai ao ar pela TV Vila Velha, do sistema a cabo de Ponta Grossa, é um dos exemplos do que há de mais sensacionalista na mídia dos Campos Gerais. Apresentado pelo ‘repórter policial’ Zeca, RP2 procura os acontecimentos que envolvem escândalos policiais, dando lado à violência geralmente explicita, além de outros assuntos tratados com uma linguagem exageradamente coloquial.

Não se sabe ao certo se o programa quer realmente ser levado a sério, pois trata os assuntos com parcialidade e, por vezes, não parece manter respeito com os indivíduos citados nas matérias.

No decorrer do programa, é notável a “mobilidade” com que o apresentador trata os temas pautados, passando uma impressão de que nada do que se fala está certo ou pré-estabelecido. Imagens de bêbados, ladrões, prostitutas e traficantes dividem a atenção com reportagens sobre os mais diversos tipos de acidentes. Quanto pior o acontecimento parece maior o esforço para registro e transmissão.

Ficam na tela os rastros de uma tentativa de jornalismo policial e investigativo, talvez distorcidos pela de audiência. O programa jornalístico fica, assim, comprometido por abordagens nem sempre, de fato, jornalísticas.

 

 

 

 

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