Blog do Pannunzio

Destaques dos jornais de hoje – Valor Econômico

Belo Monte pode levar índios à guerra
A oposição à hidrelétrica de Belo Monte, no rio Xingu, no Pará, está unindo grupos indígenas distantes e muito diversos. Uma ideia em discussão é montar uma aldeia multiétnica no ponto onde se prevê a construção da barragem. Na região da Volta Grande, o trecho de 100 quilômetros que sofrerá o impacto do desvio das águas, jurunas, araras e caiapós temem que a usina acabe com os peixes e inviabilize o transporte pelo Xingu. Os caciques dizem que os índios não foram ouvidos e que se o governo insistir com Belo Monte, irão à guerra.

Foto legenda: “O Xingu pode virar um rio de sangue”, prometem caiapós, xipaias, jurunas e araras, que enviaram carta ao presidente Lula contra a usina

Planos ambiciosos sustentam a OGX
Com menos de três anos, a OGX, controlada pelo empresário Eike Batista, pretende produzir em 12 anos o que a Petrobras levou 46 para conseguir. Sem nenhuma reserva provada de petróleo ou gás, a OGX tem divulgado novas descobertas em ritmo acelerado, com uma valorização igualmente impressionante de suas ações na Bovespa. Paulo Mendonça e Reinaldo Belotti, diretores da empresa, explicam que a OGX pode trabalhar de forma muito mais acelerada que a Petrobras porque não tem as restrições de uma estatal. E conta com tecnologia e recursos que a Petrobras não dispunha quando foi criada, na década de 50. (págs. 1 e B8)

Regra muda para agilizar licenciamento
O Ministério do Meio Ambiente prepara novas regras para tornar o processo de licenciamento de obras e projetos mais rápido e menos suscetível a critérios subjetivos. Entre as medidas em estudo está a definição de modelos prévios de textos para serem usados nos termos de referência, de forma a estabelecer parâmetros para acelerar as avaliações.

O volume de documentos exigidos também vai variar conforme o setor e o tamanho da obra. “Não dá para exigirmos os mesmos procedimentos para obras tão diferentes como rodovias e campos de petróleo”, diz a nova ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira. Para uma obra semelhante a outra já concluída, o empreendedor poderá buscar até parágrafos de termos de referência anteriores e adequar o texto final às peculiaridades do projeto, explica o diretor de licenciamento ambiental do Ibama, Pedro Bignelli. (págs. 1 e A4)

Correios apostam em novos serviços
Os Correios usarão sua presença em todas as cidades do país para criar nos próximos anos o chamado “correio híbrido”, sistema de entrega de mensagens que circulam de forma eletrônica e são impressas no ponto mais próximo de onde se encontra o destinatário. O presidente da estatal, Carlos Henrique Custódio, explica que o serviço vai ajudar principalmente os bancos, que costumam imprimir suas correspondências em poucas regiões do país. Custódio considera até uma parceria futura com a Federação Brasileira dos Bancos (Febraban). O serviço, que já existe na Europa, reduzirá custos para os bancos. (págs. 1 e B4)

Aumento da produtividade
Após queda de 1,9% no ano passado, a produtividade da indústria brasileira voltou a crescer com força no primeiro bimestre, com alta de 16,5% sobre igual período de 2009. (págs. 1 e A3)

Retomada de mercado
Barreiras antidumping impostas a produtos chineses pela Argentina fazem exportações brasileiras, que vêm perdendo mercado desde 2003, esboçarem reação. (págs. 1 e A3)

Pressão dos EUA quanto ao Irã
O Ministério do Desenvolvimento alertou empresários brasileiros com interesses nos EUA sobre o risco de sanções caso negociem com o Irã. A advertência não reduziu o interesse pela missão que visita o país nesta semana. (págs. 1 e A9)

Expansão da Vulcabras

A fabricante de calçados e confecções esportivas Vulcabras vai investir R$ 40 milhões na expansão de sua principal fábrica, em Horizonte (CE), para aumentar a produção em 40%. (págs. 1 e B9)

Paraná perde espaço na cana
Concorrência dos grãos, que eleva o preço das terras, e características pluviométrica com excesso de chuvas reduzem interesse do setor sucroalcooleiro pelo Paraná, que perdeu a segunda posição no ranking de produção. (págs. 1 e B14)

Pressão de alimentos diminui
Após chegar aos 10,5% de alta em fevereiro, efeito das fortes chuvas sobre a produção de verduras, os preços dos alimentos no atacado paulista tiveram deflação de 0,34% em março. No trimestre, a alta acumulada é de 12,51%. (págs. 1 e B14)

Ágora perde mercado
Processo de integração com o Bradesco e mudanças no mercado de corretagem desde a abertura de capital das bolsas fizeram a Ágora, que até 2009 ocupava o segundo lugar em volume de negócios na BM&F Bovespa, perder participação de mercado. (págs. 1 e C3)

Mão de obra para renováveis
Aumento dos investimentos em fontes alternativas de energia aumenta a procura por engenheiros e outros especialistas em biomassa, PCHs e parques eólicos. (págs. 1 e D10)

Ideias
Sérgio G. Lazzarini: política industrial brasileira prevê “muita cenoura e pouco chicote”. (págs. 1 e A10)

Ideias
Fabio Giambiagi: falácia na discussão sobre perdas de aposentadorias superiores ao salário mínimo. (págs. 1 e A11)

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