Blog do Pannunzio

Militâncias petista e tucana travam guerra na internet

Ranier Bragon

A lei determina que a campanha eleitoral na internet comece somente após 5 de julho. Mas para uma legião de militantes a caça aos votos já começou no mundo virtual, e com “linha editorial” bem definida: a tentativa de desqualificar o adversário.

Diferentemente dos sites oficiais, que procuram ressaltar apenas propostas, entrevistas e realizações do pré-candidato preferido, a “infantaria virtual” investe contra o algoz com manipulações de imagem, ofensas, acusações sem provas e exploração de escorregões, tudo hospedado em sites e blogs ou distribuído via e-mail e comunidades virtuais.

Não raro o ataque vem em embalagem humorística. Um e-mail que circula há alguns dias traz uma sugestão de camisas anti-Dilma com dizeres como “agora o mensalão vem “dilmaleta'” e “corruptos “dilma figa'”.

No YouTube, Dilma “estrela” gafes como a da conferência do clima de dezembro, na Dinamarca, em que disse que “o meio ambiente é, sem dúvida nenhuma, uma ameaça ao desenvolvimento sustentável”.

Em outro vídeo, é a vez de uma “tia búlgara” –fictícia, evidentemente– de Dilma semear milho para reunir pombinhos ao seu redor e, no instante seguinte, metralhá-los com uma automática que traz às costas.

Serra também é “estrela” no YouTube patrocinado por dilmistas. O hit é a gravação em que ele participa, em setembro de 2009, de um evento ao lado do então governador José Roberto Arruda (sem partido), que teria o nome envolvido em escândalo de corrupção do DF dois meses depois.

À ocasião, Serra diz não resistir a fazer uma piada: “Se eu definisse algo no plano nacional e ele [Arruda] viesse junto, o lema seria: vote em um careca e ganhe dois”. A libertação de Arruda na semana passada, após dois meses de prisão, levou sites dilmistas a explorar a situação. Em um deles, a legenda dizia: “Arruda foi libertado. Já pode participar da campanha do Serra”.

Outros vídeos bastante explorados são aqueles em que o tucano assegurava, na campanha à Prefeitura de São Paulo de 2004, que iria cumprir os quatro anos de mandato (ele saiu em 2006 para disputar o governo) e a entrevista em que, antes de dizer que a transmissão da gripe A pode ser feita de pessoa a pessoa, afirma que ela “é transmitida dos porquinhos pras pessoas só quando eles espirram ou quando a pessoa chega lá perto do nariz do porco”.

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

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