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Promotoria eleitoral de Minas vê atos ilegais durante visitas de Dilma e Serra ao Estado

Paulo Peixoto
Rodrigo Vizeu

O coordenador do Centro de Apoio Operacional Eleitoral do Ministério Público de Minas Gerais, promotor Edson Resende, considera ilegais atos praticados em território mineiro, flagrados pela Folha, em eventos dos pré-candidatos Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB).

Resende, que coordena os 351 promotores eleitorais do Estado, vê como pedido de voto “quase explícito” faixa aberta na principal praça de Ouro Preto, no dia 6 de abril, para recepcionar Dilma. Dizia: “Minas Gerais é Dilma presidente e Hélio Costa governador”.

Nesse evento, a faixa, que era segurada por militantes peemedebistas, era assinada pelo “PMDB-MG”, partido do senador Hélio Costa, que pode ser responsabilizado no caso de abertura de inquérito.

A lei eleitoral só permite manifestações desse tipo em recinto fechado nessa fase inicial da campanha, quando as convenções ainda não oficializaram as candidaturas.

No encontro com Serra, anteontem, em Belo Horizonte, muitos prefeitos foram com os carros das prefeituras. Para o promotor, o uso de carro oficial em ato eleitoral configura “improbidade administrativa” por parte dos prefeitos.

“Chegando as denúncias ao nosso conhecimento, vamos instaurar inquérito”, disse o promotor eleitoral.

No evento do tucano, apenas no quarteirão em frente ao local havia sete carros oficiais com placas na cor preta e inscrição do Poder Executivo.

Eram eles: Corolla de Rio Piracicaba (HMN-2148), Astra de Congonhas do Norte (HFL 2135), Gol de Cantagalo (HFL-1591), Camionete de Carlos Chagas (HMN-8712), Captiva de Peçanha (HNO-1010), Focus de Sericita (HLF-1159) e Vectra de Santa Rita do Sapucaí (HMN-4451).

Outro Lado
O PMDB-MG disse desconhecer a autoria da faixa. Afirmou que não tem controle sobre os militantes, mas que os tem orientado a não fazer campanha antecipada.

O prefeito Paulo Silva (PV), de Santa Rita do Sapucaí, disse não considerar ilegal o uso de veículo oficial pois cumpria agenda oficial na capital.

Antonio Cruz (DEM), de Sericita, disse que o carro da prefeitura estava em BH para assuntos oficiais.

O prefeito de Peçanha, Marcos Godinho (PRB), afirmou não ver irregularidade se é convidado para representar o município. “Tinha mais de cem carros de prefeituras lá.”

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

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