Blog do Pannunzio

Governador faz mudanças em ritmo lento

Lilian Tahan
Luísa Medeiros
Ana Maria Campos

Um dos compromissos de Rogério Rosso (PMDB) na breve campanha dirigida aos distritais foi promover mudanças drásticas na administração pública. Mas, por enquanto, ele fez alterações pontuais, substituindo os cargos estratégicos mais ligados à governadoria. O ritmo do novo chefe do Executivo, que calcula cada movimento para se precaver de uma possível intervenção federal no DF, tem causado ansiedade em seu colégio eleitoral. Representantes do grupo que o elegeu e mesmo os deputados contrários à sua vitória cobram a transfiguração do Executivo.

Em três dias de governo, Rosso nomeou sete pessoas para o alto escalão do GDF: na Secretaria de Governo, Planejamento e Gestão, na Secretaria de Desenvolvimento Econômico e Turismo, na Companhia de Desenvolvimento Habitacional, na Chefia de Gabinete e na Gerência dos Condomínios. No Diário Oficial do DF publicado no início da noite de ontem, Rosso confirma a indicação do major Leonardo Moraes para a chefia da Casa Militar. Ele era administrador de Ceilândia, época em que assumiu o cargo por indicação de Benício Tavares. Fez várias campanhas para Joaquim Roriz ao lado da mulher, Sílvia Guimarães, líder comunitária na cidade. Já a chefia de Casa Civil foi extinta e suas atribuições migraram para a pasta de Planejamento e Gestão.

O total de indicações ainda é pouco para eleitores que aguardam ainda a confirmação de acertos anteriores à vitória de Rosso na escolha indireta. Importante articulador para o êxito do peemedebista na Câmara, o deputado Alírio Neto (PPS) considera essa ansiedade natural “para ver concretizadas as mudanças técnicas que foram compromissadas. Tá certo que são só quatro dias com um feriado no meio, mas há que sinalizar que os compromissos serão honrados”. Ele faz menção às alterações técnicas, mas é fato que os deputados também aguardam as substituições de caráter político. “Os distritais estão apreensivos. Ficam na expectativa do Diário Oficial para saber em que momento os acordos serão honrados e, até agora, muito pouco ou quase nada se cumpriu”, avalia um assessor da Câmara Legislativa com trânsito entre os parlamentares.

A cobrança a Rosso na Câmara tem diferentes matizes partidárias. O PT, que endossou a vitória de Rosso à Câmara Legislativa, já reclama de demora. Para o líder do partido na Casa, Paulo Tadeu, “o governador até hoje não tomou medidas saneadoras estruturais, fez mudanças pontuais de indicados, uma troca de nomes. Estamos aguardando as medidas reais”, cobrou Tadeu. Ele nega uma aliança formal entre PT e PMDB e condiciona essa parceria à conduta do governador que seu partido ajudou a eleger.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Correio

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