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Justiça à brasileira: mais um a decisão atrasa volta de Sean Goldman

O desembargador federal Fernando Marques acaba de provocar uma nova reviravolta no caso do menino Sean Goldman. Ele suspendeu a sentença liminar do juiz federal de primeira instância encarregado do caso  determinando o início imediato da transição da guarda do garoto para o pai americano, no Rio de Janeiro. Assim, até que a segunda instância decida o caso, Sean vai continuar privado da convivência com o pai. A julgar pelo ritmo do judiciário brasileiro, Sean provavelmente terá bisnetos caso isso um dia venha a acontecer.

Sean sofre um grave processo de alienação parental. O garoto foi abduzido pela mãe dos Estados Unidos, de onde saiu antes de comunicar ao pai, o norte-americano David Goldman, que nunca mais retornaria. Casou-se em seguida com o advogado Luis Paulo Lins e Silva, dono de um dos escritórios mais tradicionais de direito de família do Rio de Janeiro. Morreu ao dar à luz no ano passado. Desde então, Lins e Silva, o padrasto, se vale de todo tipo de chicana para privar o menino de voltar ao convívio com o pai.

A padrastro sequer vive com o garoto, que está abrigado na casa dos avós maternos. Com a vitória da protelação sobre o bom-senso, a justiça brasileira mais uma vez será alvo de indignação e chacotas no exterior. Para a opinião pública mundial, ao permitir a violação da Convenção de Haia e impedir a volta de Sean ao convívio do pai, o desembargador prolonga o mais vergonhoso caso de sequestro de crainça da história do país. E demonstra de maneira cabala que ninguém está preocupado com a integridade emocional dessa criança.

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