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Ranking de doação a partidos é liderado por construtoras

Folha de S. Paulo

As empreiteiras foram as principais financiadoras dos grandes partidos políticos em 2009, sendo responsáveis por 68% das doações recebidas por PT, PSDB, DEM e PMDB.
Quatro dessas construtoras doaram 39% de tudo o que essas siglas receberam de doações no ano passado.
Segundo as prestações de contas dos partidos entregues ao Tribunal Superior Eleitoral, Andrade Gutierrez, Queiroz Galvão, Carioca Christiani Nielsen e JM Terraplanagem transferiram para as principais siglas R$ 6,2 milhões.

Todas essas empreiteiras -o ramo é, ao lado dos bancos, o mais tradicional financiador de partidos- possuem ou possuíram contratos milionários com o governo federal ou com os principais governos estaduais.
Os papéis entregues ao TSE mostram que, somando as doações com o fundo partidário, dinheiro público que é rateado entre as legendas, PMDB, PT, PSDB e DEM tiveram receita de R$ 123 milhões em 2009, queda de 53% ante 2008.

O recuo já era esperado, já que no ano anterior houve eleições municipais, período em que o caixa dos partidos sofre expressiva engorda. Se comparado a 2007, quando não houve eleição, a receita dos partidos ficou praticamente estável.

O PT, que governa o país desde 2003, foi o campeão de arrecadação em 2009, o que vem se verificando nos últimos anos. A receita declarada foi de R$ 44,9 milhões -pôde, assim, fechar as contas no azul em R$ 7 milhões, embora continue com dívida de cerca de R$ 24 milhões.
Os maiores financiadores do PT foram a Andrade Gutierrez (R$ 2,5 milhões), a Suzano Papel e Celulose (R$ 2,5 milhões) e a Carioca Christiani Nielsen Engenharia (R$ 1,2 milhão).

Todas tinham contrato com o governo em 2009, sendo que quem mais recebeu foi a Carioca, segundo o Portal da Transparência (R$ 182,7 milhões).
A Andrade Gutierrez, que recebeu R$ 108 milhões, segundo o portal, havia liderado o ranking de doadores do PT nos últimos três anos. Também foi a principal financiadora de tucanos em 2007 e 2008.

O PSDB teve receita de R$ 28,9 milhões. Seu maior financiador foi a Queiroz Galvão (R$ 2,2 milhões). A empresa participou de grandes obras nos governos tucanos de MG e SP, como a nova cidade administrativa mineira e o Rodoanel.
O DEM teve receita de R$ 21,2 milhões -R$ 952 mil vieram de doações de empreiteiras. Todas as construtoras atuam em Brasília e receberam juntas R$ 267 milhões do governo de José Roberto Arruda (sem partido), acusado de ser o chefe do mensalão do DEM.

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