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Em depoimento, Arruda diz que voto secreto é o verdadeiro dano ao Senado

Felipe Seligman

Em depoimento à Justiça Federal do Distrito Federal nesta quinta-feira sobre a quebra de sigilo no painel do Senado, em 2001, o ex-governador José Roberto Arruda afirmou que o dano maior ao Senado não foi a irregularidade da qual ele é acusado, mas o fato de as votações serem secretas.

“O verdadeiro dano a uma casa legislativa é esconder os votos dos representantes eleitos pela população”, afirmou Arruda.

Ele e outras quatro pessoas respondem a uma ação de improbidade administrativa pela quebra do sigilo da votação da cassação do então senador Luiz Estevão (PMDB-DF). Arruda, que também era senador na época, e o já falecido Antônio Carlos Magalhães (DEM-BA), tiveram que renunciar aos seus cargos para não serem cassados.

Na ocasião, Arruda primeiro jurou por seus filhos que não tinha participação no caso. Ao ser desmentido, chorou ao discursar no plenário.

O depoimento foi a primeira aparição pública do ex-governador depois que saiu da prisão. Ele ficou dois meses preso, por determinação do STJ (Superior Tribunal de Justiça), porque tentou subornar uma testemunha do mensalão do DEM. Trata-se de um esquema de propina que era pago a deputados distritais em troca de apoio político ao Governo do Distrito Federal.

Segundo o Ministério Público Federal, Arruda era quem liderava os pagamentos ilícitos. Ao sair do depoimento, o ex-governador –ele também renunciou a este cargo– não quis falar sobre o escândalo de corrupção no Distrito Federal.

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

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