Blog do Pannunzio

Denúncias afastam Tuma Jr. e mais 2 do Ministério da Justiça

Folha Online

As denúncias que apontam a ligação do secretário nacional de Justiça, Romeu Tuma Júnior, com o chinês Li Kwok Kwen, o Paulo Li, acusado de contrabando, atingiram, além de Tuma Jr., mais dois funcionários do Ministério da Justiça.

Ontem, o secretário nacional de Justiça afirmou que irá pedir alguns dias de férias para preparar sua defesa. Outro que vai ficar fora do ministério também sob a alegação de férias é o diretor do Departamento de Estrangeiro, Luciano Pestana.

Tuma Jr. tira férias, e presidente Lula vê saída definitiva de secretário
Corregedoria da PF em São Paulo é favorável a inquérito contra Tuma Jr.
Após denúncias, governo federal pressiona por saída de Romeu Tuma Jr.
“PF cometeu abusos na minha investigação”, afirma Tuma Jr.
Presidente da OAB defende afastamento de Tuma Jr. durante investigação

O policial federal Paulo Guilherme Mello, o Guga, braço direito do secretário, foi devolvido para a Polícia Federal, que o havia cedido ao Ministério da Justiça. Ambos foram flagrados em escutas feitas pela PF para investigar contrabando.

“Estou pensando em pedir férias. Eu pretendo tirar alguns dias de férias sim. Mas você pode ter certeza de que eu vou voltar com a alma lavada e com a honra restabelecida”, afirmou o secretário em entrevista ao programa “Brasil Urgente”, da TV Bandeirantes.

Ao jornalista José Luiz Datena, Tuma disse que as investigações do caso já foram encerradas e que o ministro da Justiça, Luiz Paulo Barreto, pediu para que ele não saísse do cargo.

“Eu tenho que mostrar paras pessoas que acreditam em mim que eu não cometi nenhum ilícito, nenhuma irregularidade. Eu estou pensando seriamente [em pedir férias], até pelas minhas filhas que estão muito amarguradas”, afirmou.

Para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva, é muito difícil ele se manter no posto depois da saída. Na avaliação do petista, não há nenhuma prova de que o secretário tenha “cometido um crime”, mas suas conversas com uma pessoa acusada de contrabando tornam sua situação quase “insustentável”.

Em fevereiro deste ano, parecer da Corregedoria da Polícia Federal em São Paulo foi favorável à abertura de inquérito para investigar Tuma.

“Não estou acima da lei, respeito a PF e tenho carinho por essa instituição. Tudo isso que se pretende apurar nesse inquérito é algo que já foi apurado. Se a PF entender que tem que investigar novamente, não tem problema”, disse.

O presidente da Comissão de Ética Pública da Presidência da República, Sepúlveda Pertence, anunciou que o órgão decidiu abrir procedimento preliminar para apurar se o secretário agiu de forma irregular ao manter ligação com o chinês. “Pedi para ser ouvido”, afirmou Tuma Jr..

Segundo a PF, Tuma Jr. não fazia parte dos investigados nem teve seu telefone grampeado. A polícia informa que após a prisão do chinês em setembro de 2008, o secretário procurou a PF para prestar declarações sobre sua relação com ele.

Clique aqui para ler a íntegra no site da Folha

Comentários

Related posts

Fim de férias: Tuma Jr. resiste a pedir demissão

Tribunal mineiro também possui farra dos atos secretos

Caso Sean: A guerra na mídia expõe publicamente vísceras de uma criança

Fábio Pannunzio

Leave a Comment