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Destaques dos jornais de hoje – Valor Econômico

Juro leva 62% dos gastos com desapropriação
O Tesouro gasta quase dois terços do dinheiro destinado a desapropriações de terras para a reforma agrária com o pagamento de juros. Uma amostra de 59 processos iniciados a partir de 1986 revela que 62% dos recursos gastos com indenizações foram usados para saldar dívidas de juros dos tipos moratórios, compensatórios e remuneratórios com proprietários rurais.
Levantamento inédito da Procuradoria Federal do Instituto Nacional de Reforma Agrária (Incra) mostra que o chamado juro compensatório é o principal vilão dos cofres públicos. Uma decisão do Supremo Tribunal Federal (STF), em 1984, que deu razão aos donos de terras, fixou a taxa em 12% ao ano. A decisão tem custado R$ 500 milhões anuais ao Tesouro, segundo advogados do Incra. Quando somados todos os débitos com juros em instituições federais, estaduais e municipais, o custo estimado pelo Incra chega a R$ 1 bilhão. (Págs. 1 e A3)

Empresas negociam sem sindicatos
Uma “brecha” na legislação trabalhista tem permitido que empresas fechem acordos coletivos diretamente com seus trabalhadores, sem a interferência dos sindicatos. Após recusa em negociar por parte do sindicato de uma das categorias de seus trabalhadores, a Gerdau negociou diretamente com os empregados. A legalidade do acordo foi confirmada pelo Tribunal Superior do Trabalho (TST) neste ano. Para que a negociação seja válida, a empresa deve seguir as orientações da CLT. (Págs. 1 e E1)

Países ricos preveem anos sem brilho
A Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE), clube dos países ricos, calcula que a economia mundial terá anos de crescimento modesto pela frente, em razão das políticas fiscais restritivas no mundo desenvolvido. Os membros da organização podem ter perdido mais de 4% de produção potencial como resultado da pior recessão do pós-guerra, segundo documento destinado à reunião de ministros desta semana, em Paris, ao qual o Valor teve acesso.
A OCDE projeta pico de desemprego de 9% em meados deste ano, declinando lentamente para 8,5% até o fim de 2011. A Espanha tem o pior resultado, com 20%, seguida pela Eslováquia, com 14,1%, e a Irlanda, com 13,2%. A Coreia do Sul tem a menor taxa: 3,8%. (Págs. 1 e A11)

Estudo do Ipea mostra que só 12% das estradas do país são pavimentadas (Págs. 1 e A6)

Petroleiras estatais controlam mais de 75% da produção mundial (Págs. 1 e B7)

Disney adapta seus personagens ao mercado nordestino (Págs. 1 e B8)

Balança comercial
O aumento dos preços de exportação dos produtos brasileiros compensou os baixos volumes vendidos ao exterior durante o primeiro quadrimestre. No ano, o saldo comercial soma US$ 4,189 bilhões. (Págs. 1 e A2)

Imigrantes apertam o cinto
A crise internacional, que trouxe de volta ao país 400 mil brasileiros que viviam no exterior, também reduziu as remessas feitas pelos imigrantes, que diminuíram 23% entre 2008 e 2009. (Págs. 1 e A4)

Turismo emprega menos no RJ
Estudo mostra que, entre 1998 e 2008, o setor de turismo perdeu espaço no mercado de trabalho da cidade do Rio de Janeiro, de 7,1% para 6,9% do total. A violência urbana seria uma das causas. (Págs. 1 e A6)

ES vive ciclo de crescimento
Em dez anos, o Espírito Santo deve receber até R$ 130 bilhões em investimentos, especialmente em mineração, siderurgia, petróleo e infraestrutura. “Em média, recebemos 25 consultas por dia”, diz o secretário de Desenvolvimento, Márcio Félix. (Pág. 1)

“Private equity” na TI
A gestora de fundos de “private equity” Fir Capital comprou 25% da Cyberlynxx, empresa brasileira de serviços de tecnologia da informação (TI). O valor do negócio não foi divulgado. (Págs. 1 e B2)

Internacionalização do Bourbon
A rede paranaense de hotéis Bourbon inicia sua internacionalização com um empreendimento em Assunção, no Paraguai. Também negocia com o governo cubano a administração de um hotel em Havana. (Págs. 1 e B4)

Fome de aço
Demanda doméstica por aço, que deve ser recorde neste ano, alavanca a importação de produtos siderúrgicos. No quadrimestre, foram 1,8 milhão de toneladas, ante 2,2 milhões em todo o ano passado. (Págs. 1 e B9)

Política e desigualdade nos EUA
Em livro, Paul Krugman credita o aumento da desigualdade e da concentração de renda nos EUA à ala mais conservadora do Partido Republicano, que ascendeu ao poder com Reagan, em 1980. (Pág. 1 e D10)

Ideias
Delfim Netto
No período de desregulação e alta sofisticação das finanças, a economia mundial cresceu a uma taxa menor. (Págs. 1 e A2)

Ideias
Raymundo Costa
Para os planos futuros de Aécio é fundamental manter a posição mineira, seja ou não Serra o próximo presidente. (Págs. 1 e A5)

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