Blog do Pannunzio

Não há nenhum dossiê contra Serra, reitera Dilma

Agência Estado

A candidata a presidente Dilma Rousseff (PT) reafirmou nesta segunda-feira, 14, que não há nenhum dossiê que teria como alvo o candidato José Serra (PSDB), e classificou a acusação como “falsidade” e “ignomínia”. Em entrevista à Rádio Jovem Pan, Dilma afirmou que a campanha dela não fez nenhum documento a respeito de outros candidatos e se negou a dar mais declarações sobre o assunto. “Acho que é melhor a gente discutir programas, projetos e apresentar propostas do que ficar usando certos expedientes para tentar alguma vantagem.”

Ela se recusou também a comentar um suposto encontro que o jornalista Luiz Lanzetta, ex-integrante da campanha, teve com um ex-araponga, em 21 de abril. “Eu não vou me manifestar a respeito de outras pessoas que não estão na minha campanha, que eram de empresas contratadas. Todas as campanhas contratam empresas de comunicação, eu não me responsabilizo pelo que faz um diretor de uma empresa de comunicação.”

Dilma defendeu a reforma tributária, com uma reordenação da tributação. A candidata do PT a presidente criticou a sobreposição de impostos em algumas atividades econômicas, como a de energia elétrica. De acordo com Dilma, não pode haver uma taxação pesada sobre a energia. Alguns estudos, disse, demonstram que parte expressiva das receitas estaduais advém de eletricidade, combustíveis e telefonia. “Esse trio responde pela maior parte das receitas”, declarou. Segundo a candidata do PT, a reordenação deve ser feita por uma questão de competitividade do Brasil. “Temos de reconhecer que o sistema tributário brasileiro é um caos, até para termos empenho de mudá-lo.”

Dilma pregou a simplificação dos impostos, com uma distribuição melhor e mais balanceada entre os três entres federativos. A candidata pretende ainda, se eleita, “acabar, definitivamente, com a tributação sobre investimento”. “O governo Lula deu um passo muito grande nessa direção, mas ainda é necessário que se complete esse passo.” Dilma condenou também a guerra fiscal entre os governos dos Estados. “O Estado que diminui tributo ganha, mas o Brasil inteiro perde.”

A candidata admitiu ainda que não se pode continuar tributando “de forma tão pesada” a folha de salários. “Tem de ser reduzida a tributação, mas, para não quebrar a Previdência, a União vai ter de compensar”, prosseguiu, sem dizer como seria essa compensação. “Esse arranjo da reforma tributária deverá ser amplamente discutido entre a sociedade, empresários e entes federados. No passado, a resistência foi muito grande porque alguns Estados não queriam perder a arrecadação. Mas, quando o Brasil cresce, é mais fácil fazer a reforma tributária e distribuir esse reordenamento tributário, diminuindo o imposto e ampliando a base de arrecadação”, esclareceu.

Clique aqui para ler a íntegra no site do Estadão

Comentários

Related posts

Agaciel pensa em ser deputado para conseguir imunidade

PDT pede mandato de deputado que mudou para o PSC

Comissão Mista de Orçamento começa a votar créditos adicionais

Fábio Pannunzio

Leave a Comment